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Compartilhando arquivo interessante sobre exportação para diversos páises
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 12/07/2010
4.5
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Os EUA possuem uma economia extremamente diversificada e o paÌs apresenta elevado grau de auto-suficiÍncia em matÈrias-primas. As ind˙strias de ponta concentram-se principalmente nos setores de veÌculos automotivos, aeroespacial, telecomunicaÁıes, mec‚nica, ind˙stria quÌmica, eletrÙnica e de inform·tica.
Durante os anos 70 e parte dos 80, diversos setores como o automobilÌstico e de produÁ„o mec‚nica e metal˙rgica experimentaram certo declÌnio em funÁ„o da concorrÍncia sofrida pelos EUA, resultante da proliferaÁ„o de tÈcnicas produtivas mais avanÁadas por parte de paÌses da ¡sia Oriental. No entanto, a partir dos anos 90, muitos tradicionais setores manufatureiros nos EUA se readaptaram, recuperando nÌveis anteriores de produtividade. Os serviÁos despontam como o carro-chefe da economia do paÌs, respondendo por cerca de 80% do total do PIB, aÌ incluindo-se os setores financeiro, de imÛveis e construÁ„o, transportes, sa˙de e varejista, nesse ˙ltimo campo especialmente ajudados pelo r·pido crescimento da Internet.
Ator polÌtico de maior peso no cen·rio mundial, os EUA exercem substancial influÍncia em decorrÍncia de sua posiÁ„o econÙmica dominante, confirmada desde o tÈrmino da Segunda Grande Guerra. Para esse efeito, contribuÌram injunÁıes prÛprias ao processo de desenvolvimento, formaÁ„o e expans„o do paÌs. Em contrapartida, pesa sobre alguns setores econÙmicos uma conjuntura de saturaÁ„o, em desdobramento ao prolongado perÌodo de crescimento do apÛs-guerra, verificando-se efeitos negativos a exemplo do elevado dÈficit interno, baixa captaÁ„o de poupanÁa e imperativos de reestruturaÁ„o em matÈria de sa˙de, previdÍncia e bem-estar social.
Em funÁ„o da proeminÍncia alcanÁada desde o apÛs-guerra pela economia norte-americana, o dÛlar segue como par‚metro financeiro internacional, compondo reservas monet·rias de bancos centrais por todo o globo, em proporÁ„o estimada em 60% do total. Tal fato se d· em condiÁ„o n„o mais exclusiva, dada a emergÍncia do ìeuroî, a moeda ˙nica adotada no ‚mbito da Uni„o EuropÈia desde 2002, como outra referÍncia monet·ria de peso substantivo. Contudo, o declÌnio progressivo que o dÛlar vem experimentando em tendÍncia de longa data pode ser associado ‡ reduÁ„o da participaÁ„o dos EUA na construÁ„o do PIB mundial, que passou do patamar de 50% ao final da Segunda Grande Guerra para os atuais 25%. Algumas an·lises apontam tambÈm para a baixa formaÁ„o de poupanÁa no paÌs, comparativamente ao volume de meio circulante.
Desde a AdministraÁ„o Nixon, nos anos 70, sucessivos governos norte- americanos tÍm executado sua polÌtica financeira a partir de diretrizes que implicam a reduÁ„o do valor do dÛlar, a fim de obter ganhos polÌticos internos de curto prazo, na medida em que o dÛlar enfraquecido fornece soluÁ„o simples para o equacionamento de problemas de dÈficits orÁament·rios e comerciais na balanÁa de pagamentos do paÌs.
Embora o perfil da composiÁ„o Ètnica da populaÁ„o dos Estados Unidos venha sofrendo recentes mudanÁas, em funÁ„o principalmente da emigraÁ„o em larga escala, o paÌs ainda possui maioria branca, de acordo com o censo 2000 (75,1% - 2000; 80,3% - 1990).
Segundo o censo, a populaÁ„o dos EUA situou-se em torno de 281 milhıes de habitantes em 2000, registrando acrÈscimo de cerca de 6 milhıes com relaÁ„o ao ano de 1990.
Dentre os fatores apontados como relevantes para a reduÁ„o da predomin‚ncia da maioria branca nos EUA, inclui-se alÈm da emigraÁ„o o maior Ìndice de fertilidade apresentado pelas comunidades latina, asi·tica e afro- americana no paÌs.
Outra tendÍncia significativa reside no constatado envelhecimento da populaÁ„o norte-americana. Em 1960, a proporÁ„o de habitantes com mais de 65 anos de idade girava em torno de 9,2%, comparativamente a 12,4% em
Segundo analistas, a tendÍncia deve continuar em decorrÍncia da elevada expectativa de vida da chamada ìbaby-boom generationî (os nascidos entre 1945 e 1964), cujo ingresso nas faixas et·rias da terceira idade acarretar· implicaÁıes para o governo norte-americano em matÈria previdenci·ria e de prestaÁ„o de serviÁos de sa˙de.
A populaÁ„o dos EUA tem-se expandido com marcada colaboraÁ„o da emigraÁ„o (151 milhıes ñ 1950; 227 milhıes ñ 1980; 281 milhıes ñ 2000). Desde meados dos anos 70, o contingente emigratÛrio tem superado o crescimento natural interno da populaÁ„o norte-americana, observando-se n˙mero de chegadas, descontadas as partidas, superior a 750 mil por ano na dÈcada de 90.
Os EUA tem ainda uma populaÁ„o de estrangeiros legalmente residentes estimada em torno de 27 milhıes, quase 10% do total do paÌs. De acordo com o ìINS-Immigration and Naturalization Serviceî, cujas atividades foram absorvidas pelo ìDepartment of Homeland Securityî apÛs os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, existiriam por volta de 5 milhıes de estrangeiros ilegais no paÌs.
A tabela a seguir fornece os dados relativos aos condados (municÌpios) mais populosos dos EUA em 2002, registrando-se a predomin‚ncia das regiıes Oeste e Meio-Oeste nas primeiras posiÁıes. A outra tabela informa sobre a evoluÁ„o recente do poder de consumo no mercado interno dos EUA, a partir de lista selecionada de segmentos.
Total de Gastos 3,8 4,9 6,2 6,
Alimentos / Tabaco 677 802 965 1,
Vestu·rio 172 210 255 272
Sapatos 31 37 44 46
MÛveis 38 47 60 64
Gasolina / ”leos 107 113 129 165
Entretenimento 284 401 527 574
Viagens ao Exterior 42 54 72 80
Fonte: U.S. Bureau of Economic Analysis (2002)
No quadro dos mercados denominados ìíÈtnicosî dos EUA, ressalte-se a proeminÍncia gradativa que vem sendo alcanÁada pela populaÁ„o de origem hisp‚nica, que j· contabiliza cerca de 12,5% do total do paÌs, com a projeÁ„o de perfazer por volta de 1/5 da populaÁ„o norte-americana em 2020.
MÈxico 7,
Filipinas 1,
Vietnam 1,
China / Hong Kong 1,
Cuba 0,
Õndia 0,
El Salvador 0,
Rep˙blica Dominicana 0,
Gr„-Bretanha 0,
CorÈia do Sul 0,
Total (incluindo outros) 26,
Fonte: U.S. Census Bureau (2000)
1- CalifÛrnia ñ 170 bilhıes
2- Texas ñ 93,7 bilhıes
3- FlÛrida ñ 52,4 bilhıes
4- Nova York ñ 48,1 bilhıes
5- Illinois ñ 25,6 bilhıes
6- Nova Jersey ñ 22,3 bilhıes
7- Arizona ñ 17,5 bilhıes
8- Colorado ñ 13 bilhıes
9- GeÛrgia ñ 11,3 bilhıes
10- Novo MÈxico ñ 11 bilhıes
Fonte: Latin Facts Research
Agricultura
Embora o setor agrÌcola represente apenas 2% do PIB dos EUA, o paÌs responde por cerca de 40% da produÁ„o mundial de milho, 25% do sorgo e 50% da soja. Os EUA produzem ainda em mÈdia mais de 60 milhıes de toneladas de trigo anuais, equivalentes a cerca de 10% da produÁ„o mundial. Outras culturas importantes s„o algod„o, tabaco, arroz, batatas, beterrabas e cereais diversos.
O setor agrÌcola dos EUA enfrentou sÈrios problemas particularmente na segunda metade dos anos 90, em funÁ„o de condiÁıes clim·ticas adversas e da contraÁ„o da demanda por exportaÁıes norte-americanas da parte de paÌses asi·ticos. O mercado interno dos EUA para o consumo de alimentos, a despeito das barreiras, oferece oportunidades de vendas, conforme o gr·fico a seguir:
EUA - ParticipaÁ„o de Produtos AgrÌcolas Importados no Consumo Interno (1980 a 2000 ñ em %)
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
1980 1990 2000
Carne Bovina
Carne SuÌna
Frutas e Polpas
Frutas em Conserva
Sucos de Frutas
AÁ˙car
Fonte: U.S. Dept of Agriculture
Ind˙stria
A ind˙stria dos EUA tem sofrido os efeitos da mudanÁa nos padrıes de consumo ocorrida com a Ínfase atual no setor de serviÁos e tambÈm em funÁ„o de sua acentuada dependÍncia de m„o-de-obra barata para a obtenÁ„o de nÌveis altos de lucratividade. No entanto, o ìboomî de investimentos verificado na dÈcada passada terminou por beneficiar, embora seletivamente, determinados segmentos, que registraram acrÈscimos nos Ìndices de produtividade da ordem de 4% ao ano, entre 1991 e 2000, quase o dobro da mÈdia mundial no perÌodo.
O setor industrial dos EUA desempenha papel proeminente e inovador em diversos segmentos, liderando especialmente nos campos aeroespacial e da ind˙stria quÌmica. Neste ˙ltimo campo, os EUA dominam o mercado global, respondendo por 30% da produÁ„o mundial. As ind˙strias de computadores, programas de computaÁ„o e semicondutores, que lideravam o mercado mundial nos anos 70 e 80, passaram, contudo, a sofrer forte competiÁ„o a partir da dÈcada seguinte. No plano das ind˙strias pesadas tradicionais, como no caso do aÁo e da ind˙stria automobilÌstica, assinale-se que os EUA, apÛs atravessarem perÌodo de dificuldades nas dÈcadas de 70 e 80, lograram readaptar-se com a adoÁ„o de novas tÈcnicas na dÈcada seguinte, resultando em ganhos de produtividade. A tabela a seguir (em US$ bilhıes) ilustra a import‚ncia do acesso dos produtos industrializados brasileiros ao mercado norte-americano:
Aeronaves/Partes 2.397 2.
Eletro-EletrÙnicos 1.568 1.
Maquin·rio 1.155 1.
CalÁados 1.105 1.
AÁos/Ligas 1.074 1.
CombustÌvel 1.024 0,
VeÌculos/Partes 0,967 0,
Madeiras/Derivados 0,554 0,
Metais/Minerais 0,284 0,
QuÌmicos 0,277 0,
Fonte: SECEX / MDIC
ComÈrcio Varejista
Setor que tem refletido o lado prÛspero recente da economia norte- americana. O comÈrcio varejista tem-se beneficiado ao longo dos ˙ltimos dez anos pelo crescimento sustentado da demanda por produtos e bens de consumo. O setor tem igualmente incorrido em custos baixos, aproveitando a oferta persistente de m„o-de-obra barata. As mais bem sucedidas empresas do setor varejista nos EUA tÍm procurado ultimamente dissociar-se da imagem de lojas de descontos e de venda de produtos populares. O consumo privado representa elevada parcela da formaÁ„o do PIB norte-americano, conforme comprovado no gr·fico a seguir:
EUA - Componentes do PIB (2001 ñ em %)
Investimentos 17.
Fonte: U.S. Census Bureau (2001)
A polÌtica monet·ria dos EUA È executada por autoridades (ìboard of governorsî) do ìFederal Reserveî (o banco central norte-americano), que por sua vez È oficialmente independente do Poder Executivo do paÌs. Na pr·tica, tende a ocorrer uma coordenaÁ„o entre o ìFederal Reserveî e Ûrg„os governamentais como o Departamento do Tesouro, respons·vel pelo meio circulante. A polÌtica fiscal, por seu turno, È definida no orÁamento federal anual proposto pelo Presidente, apÛs negociaÁıes com o Poder Legislativo. PolÌticas industriais, de emprego e bem-estar social s„o formuladas e implementadas pelo governo federal e governos estaduais.
O ìFederal Reserveî È administrado pelo ìboard of governorsî, cujos representantes s„o indicados pelo Presidente e confirmados pelo Senado. A instituiÁ„o regulamenta o crÈdito banc·rio bem como executa a polÌtica monet·ria, principalmente por intermÈdio de operaÁıes no mercado aberto, subscriÁ„o de tÌtulos p˙blicos e administraÁ„o de taxas de juros. Na pr·tica, a prioridade È concedida, como na atualidade, ‡ manutenÁ„o da estabilidade monet·ria.
A reduÁ„o da atividade econÙmica apÛs 2000, associada aos efeitos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, tem alterado a percepÁ„o interna nos EUA quanto ‡ urgÍncia do problema fiscal, que foi retirado da agenda central de prioridades. Ao contr·rio, o orÁamento apresentado pela PresidÍncia ao Congresso em 2003 prevÍ cortes em impostos e taxas, combinados com crescimento de despesas, que o tornam deficit·rio para o perÌodo. Por seu turno, a lenta recuperaÁ„o da economia norte-americana tem induzido o ìFederal Reserveî a manter as taxas de juros nos nÌveis mais baixos dos ˙ltimos 40 anos (1-2% ao ano em mÈdia).
A polÌtica tarif·ria e comercial dos EUA pauta-se pela aplicaÁ„o de sistema extremamente sofisticado baseado em baixas alÌquotas e complexa estrutura de barreiras reguladoras e fitossanit·rias. PaÌses em desenvolvimento podem utilizar o Sistema Geral de PreferÍncias para o acesso ao mercado norte- americano, registrando-se, no entanto, picos tarif·rios nos setores agrÌcola e de produÁ„o alimentÌcia, assim como nos de vestu·rio e tÍxteis. Cite-se que desde 2002 encontra-se em vigor por trÍs anos pacote de proteÁ„o tarif·ria para o setor de produÁ„o de aÁo nos EUA na faixa de 8% a 30% para importaÁıes desses produtos.
Os EUA alcanÁaram nÌveis de crescimento econÙmico sem precedentes ao longo da dÈcada de 90. Em fevereiro de 2000, a economia norte-americana registrava 107 meses seguidos de expans„o sustentada, eclipsando o recorde anterior dos anos 60. A partir de pesados investimentos e da aceleraÁ„o da produtividade, o PIB dos EUA cresceu 40% entre 1992 e 2000.
Desde marÁo de 2000, no entanto, o nÌvel de crescimento geral vem sofrendo desaceleraÁ„o em desdobramento ao colapso no valor de mercado de empresas do segmento chamado ìhigh-techî. O cen·rio de depreciaÁ„o na ìnova economiaî teve conseq¸Íncias no plano da reduÁ„o nos investimentos e retraÁ„o no consumo privado.
O nÌvel de consumo nos EUA manteve-se, com efeito, consistentemente elevado na dÈcada anterior. Algumas an·lises d„o conta tratar-se de fenÙmeno extraordin·rio tendo em vista a combinaÁ„o de fatores como a baixa apreciaÁ„o da massa de sal·rios em geral naquele perÌodo e a reduzida oferta monet·ria por parte do ìFederal Reserveî ao longo da dÈcada. Nessa acepÁ„o, o alto nÌvel de consumo dos anos 90 nos EUA deveu-se a fatores como o crescimento vertiginoso no valor de imÛveis, tÌtulos e aÁıes, aliado a uma reduÁ„o da poupanÁa e elevado grau de endividamento tanto individual quanto por parte de empresas.
O nÌvel de desemprego, por sua vez, que permaneceu est·vel ao longo da dÈcada passada, registrando 4% em 2000, vem subindo desde ent„o, situando-se em torno de 5,5% em 2002. O setor de serviÁos foi respons·vel pela geraÁ„o do maior n˙mero de empregos nos ˙ltimos anos, tendo crescido 17% no perÌodo entre 1996 e 2000, contra 7% do total geral.
A inflaÁ„o permaneceu controlada na dÈcada de 90, em torno da faixa de 2-3% anuais, em decorrÍncia do vigor da economia. No entanto, foram registrados nichos inflacion·rios, principalmente nos custos de serviÁos de sa˙de devido ‡ press„o causada pelo envelhecimento da populaÁ„o e no setor de energia, em funÁ„o dos custos da geraÁ„o de eletricidade e dos aumentos de preÁos do petrÛleo.
Jadq/