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Sucessões e limitede Sucessões, Notas de estudo de Cálculo Diferencial e Integral

Noção do limite: ✓Conceito, propriedades, calculo de limete. ✓Sucessões, conceito, tipos de sucessões, convergência de sucessões sucessões limitadas. ✓Exercicios de Aplicação

Tipologia: Notas de estudo

2020

À venda por 03/06/2020

Alex-Monito-Nhancololo
Alex-Monito-Nhancololo 🇲🇿

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Alex Monito Nhancololo
SUCESSÕES E LIMITES DE SUCESSÕES
1. SUCESSÃO NUMÉRICA
1.1. Noção de sucessão
Definição:
Sucessão de números reais é toda a aplicação de
em
, isto é, toda função (aplicação)
definida sobre o conjunto
(números naturais) e tomando os seus valores no conjunto
(números reais).
Escreve-se
:f
)(nfun n
, onde
n
u
chama-se termo geral da sucessão.
1.2. Termo geral
É uma expressão designatória ou analítica que nos permite determinar qualquer termo da
sucessão, bastando para isso substituir a variável “n” por números naturais: 1, 2, 3, 4,... O termo
geral também se designa por termo gerador ou termo de ordem n.
Exemplo 1: Calcular os 3 primeiros termos da sucessão
n
n
un
1
.
2
1
11
1
u
2
3
2
12
2
u
Exemplo 2: Dada sucessão
nan2
, calcular o 5º e o 10º termo da sucessão.
1052
5a
20102
10 a
Exemplo 3: Considere a sucessão
n
u
definida pelo respectivo termo geral
3
12
n
n
un
. Verifique
se
18
29
é ou não termo da sucessão
n
u
e calcule a sua ordem.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c

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SUCESSÕES E LIMITES DE SUCESSÕES

1. SUCESSÃO NUMÉRICA

1.1. Noção de sucessão

Definição:

Sucessão de números reais é toda a aplicação de  em , isto é, toda função (aplicação)

definida sobre o conjunto  (números naturais) e tomando os seus valores no conjunto 

(números reais).

Escreve-se f :

nunf ( n ) , onde un chama-se termo geral da sucessão.

1.2. Termo geral

É uma expressão designatória ou analítica que nos permite determinar qualquer termo da

sucessão, bastando para isso substituir a variável “n” por números naturais: 1, 2, 3, 4,... O termo

geral também se designa por termo gerador ou termo de ordem n.

Exemplo 1: Calcular os 3 primeiros termos da sucessão n

n un

u  2

u  3

u

Exemplo 2: Dada sucessão a n n ^2 , calcular o 5º e o 10º termo da sucessão.

5 a    210 20 10 a   

Exemplo 3: Considere a sucessão un definida pelo respectivo termo geral 3

n

n un. Verifique

se 18

é ou não termo da sucessão un e calcule a sua ordem.

n n n n n

n

Como 15 , então

18

é termo de un e corresponde a ordem 15.

Exemplo 4: Determinar a ordem a partir da qual os termos das sucessões an  4 n  3 e

2 

n

bn sejam, respectivamente, maiores e menores que 100 e 100

1º 4 n  3  100  4 n  97  n  24 , 25

É a partir de ordem n  25

2

n n n n n

É a partir da ordem n  10

1.3. Representação gráfica

Nesta representação traçam-se dois eixos perpendiculares, ficando un nos eixos das ordenadas e

n nos eixos das abcissas.

Exemplo:

n

n un

. Os respectivos termos são: , 7

n un

Diz-se que uma sucessão an é uma progressão aritmética (P.A.) se a diferença entre cada termo,

a partir do segundo, e o anterior for uma constante, isto é, an é uma P.A. a a d  (^) n  1  n

. A

constante d chama-se razão da progressão.

Exemplo:

a) 1, 4, 7, 10, 13, 16,... é uma P.A. de d  3

b) 3, 3, 3, 3, 3, 3, 3,... é uma P.A. de d  0

c) 3, 2, 1, 0, -1, -2,... é uma P.A. de d  1

Toda a P.A. de razão d é uma sucessão monótona:

 Crescente se d  0

 Decrescente se d  0

 Constante se d  0

Exemplo: Prove que a sucessão a  3 n  4 n é uma P.A. e estude a sua monotonia.

3 ^1 ^433437

an  1  n    n    n

d  an  1  an  3 n  7  3 n  4   3 n  7  3 n  4  3

Como d  0 , então an é crescente.

2.1. Termo geral de uma progressão aritmética

Pela definição de uma progressão aritmética de razão d, dan  1  anan  1  and. Assim,

dado a 1 , temos:

a 2 = a 1 + d

a 3 = a 2 + d

Substituindo a 2 por a 1 + d teremos:

a 3 = (a 1 +d) + d = a 1 + d + d = a 1 + 2d

a 4 = a 3 + d = (a 1 + 2d) + d = a 1 + 3d

a 5 = a 4 + d = (a 1 + 3d) + d = a 1 + 4d

(1)  Termo geral de uma P.A. (conhecido o 1º termo e a razão)

Exemplos:

  1. Achar os termos a 6 , a 21 e a 102 da progressão aritmética cujo primeiro termo é a 1 = 2 e a

razão d = 3.

Resolução:

Pela expressão (1) temos:

a 6 = a 1 + 5d = 2 + 53 = 2 + 15 = 17

a 21 = a 1 + 20d = 2 + 203 = 2 + 60 = 62

a 102 = a 1 + 101d = 2 + 1013 = 2 + 303 = 305

  1. Determine o termo geral da seguinte P.A. , 2

d   

Como 2

a 1  2  d  , então:

n a (^) n a n d an n n n an

  1. Achar o termo a 21 duma P.A. se a 5  55 e a 15  5. (Sugestão: formar um sistema de

equações lineares)

1

1

1

1

15 1

5 1

d

d

a d

a d

a d

a d

a a d

a a d

1

1

1

1

1

a

a

a

a d

a d

(3º) a 21  a 1  20 d  75  20 ( 5 ) 75  100  25

an  a 1  n  1  d

Consideremos a P.A finita: 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30, 34 onde podemos destacar: 6 e 34 são

extremos.

e

e

e

são termos equidistantes dos extremos

verifica-se facilmente que

6 + 34 = 40  (soma dos extremos)

(soma de dois termos equidistantes dos extremos)

Generalizando temos:

a 1 , a 2 , a 3 , ... , an-2, an-1, an a 2 + an-1 = a 1 + an

a 3 + an-2 = a 1 + an

extremos

Seja a P.A finita: a 1 , a 2 , a 3 , ..., an-2, an-1, an e Sn a soma dos termos dessa P.A.

Sn = a 1 + a 2 + a 3 + ... + an-2 + an-1 + an (1)

ou escrevendo os termos por ordem inversa, temos:

Sn = an + an-1 + an-2 + … + a 3 + a 2 + a 1 (2)

Somando as igualdades (1) e (2) membro a membro temos:

2Sn = (a 1 + an) + (a 2 + an-1) + (a 3 + an-2) + … + (an- 2 + a 3 ) + (an- 1 + a 2 ) + (an + a 1 )

como a 2 e an-1; a 3 e an-2 são equidistantes dos extremos, suas somas são iguais à (a 1 + an), logo:

S  a a  n

S a a a a a a a a a a a a

n n

n parcelas

n n n n n n n

1

1 1 1 1 1 1

(3) onde: Sn é a soma dos n termos consecutivos de uma P.A.

a 1 a n S

n n

Se , na fórmula (3), substituirmos an por a 1  n^  1  d obtemos a seguinte fórmula:

(4) que é equivalente a fórmula (3)

Exemplo:

  1. Achar a soma dos 30 primeiros termos da seguinte P.A: 2, 5, 8, ...

Dados:

a 1 = 2; d = 3 e n = 30

30

1    

n S

a n d Sn

  1. Achar a soma dos 12 primeiros termos da progressão aritmética: 4, 8, 12, 16, ...

d = 4; a 1 = 4 e n = 12

a) Usando a fórmula

a 1 a n S

n n

a 12 = a 1 + 11d = 4 + 114 = 48

1 12 12 

a a n S

b) Usando a fórmula

n

a n d Sn

12

1 12     

 S

a S

3. PROGRESSÃO GEOMÉTRICA

Consideremos as sucessões seguintes:

a) 4, 8, 16, 32, 64, ...

Nesta sucessão, observamos que:

n

a n d Sn

  6 6 6 3 6

2

1 1    

   

  n n n n n

n

n

n

a

a qan é uma P.G.

12 1 1 ^     

  a

Como (^) q  1 e a 1  0 então an é crescente.

3.1. Termo geral de uma progressão geométrica

Seja a progressão geométrica a 1 , a 2 , a 3 , ..., an-1, an, ... ( de razão q)

a 1 = a 1 q

0

a 2 = a 1 q

1

a 3 = a 2 q = a 1 qq = a 1 q

2

a 4 = a 3 q = a 1 q

2 q = a 1 q

3

  • Termo geral duma P.G. conhecidos a 1 e q.

Exemplo: Dada a P.G – 2, -6, -18, …

a) Determine o termo geral.

b) Encontre o termo de ordem 5.

Resolução:

a)

1 1 3 2 3 2

     

n a e q an

b) 2 3 2 81 162

4 4 a 5  a 1  q     

2.2. Relação entre dois termos quaisquer de uma progressão geométrica

Sejam an e am dois termos quaisquer, respectivamente, de ordem n e de ordem m de uma P.G de

razão q.

1 1

  

n an a q

Da fórmula

1 1

  

n an a q temos:

1 1

  

n an a q e

1 1

  

m am a q

Dividindo as duas igualdades membro a membro fica 1

1

1 1

1 1 

 

m

n

m

n

m

n

q

q

a q

a q

a

a donde

1

1

m

n

n m q

q a a

Exemplo: Numa P.G crescente tem-se: a 3 = 6 e a 5 = 24. Determine:

a) A razão da progressão.

b) O termo geral.

Resolução:

a)

nm an am q

  

53 2 2 5 ^3        

a a q q q q

Mas como a P.G. é crescente então q  1  q  2

b)

3 3  31  2 2 6 2 3. 2. 2 3 2 3 2 3 2

              

n n

n n n n an a

Exemplo: Numa P.G, o quarto termo é igual 375 e a razão q = 5. Calcular o primeiro termo dessa

progressão.

Resolução:

a 4 = 375 e q = 5

3 4 1

1  1         

a a q a a a a

n n

3.3 Soma de n termos consecutivos de uma progressão geométrica

Consideremos n termos consecutivos de uma P.G: a 1 , a 2 , a 3 , ..., an-2, an-1, an e sejam a 1 e a (^) n o

primeiro e o último termos, respectivamente.

Designando por Sn a soma desses termos, temos:

Sn = a 1 + a 2 + a 3 + ... + an-2 + an-1 + an (1)

Multiplicando por q os membros da igualdade, vem:

nm an am q

  

       

8

1

n

q

a q S

n

n n n n

n n

n

Resposta: devemos considerar 8 termos na progressão (n = 8)

3.4. Progressão geométrica infinita

Consideremos a progressão geométrica:  ,

2

n onde 2

a 1  e q . Já

sabemos que a soma Sn dos n termos é

 

q

a q S

n

n

; com q  1 e q<

Estudando a convergência da sucessão vem

 

q

a

q

a q S

n

n

lim lim 1 1 porque  0

n (^) q ou

seja 0

2

lim (^)   

n

(é um infinitésimo), daí que

é a formula da soma de n termos de uma P.G infinitamente

decrescente.

Aplicações

As dízimas infinitas periódicas são números racionais, ou seja podem ser escritas em forma de

fracção de termos inteiros 

qp q  q

p ; 0 : ,.

Então, como se pode determinar a fracção geratriz de uma dízima infinita periódica? Vejamos

seguintes exemplos:

Exemplo 1: Dada a dízima infinita periódica 2,55... de período 5, também representada

abreviadamente por 2,(5).

Considerando a sucessão: 2,5; 2,55; 2,555; ... (1)

q

a Sn

1

A sucessão é monótona crescente e limitada, e o limite da sucessão (que é único) é por definição

o valor representado pela dízima.

A determinação do limite será:

Considerar a sucessão (1) como soma de duas sucessões:

2; 2; ... ... 2; ... ... (a)

0,5; 0,55; ... 0,555 ... ... (b)

O limite da primeira (a) é 2 (sucessão constante)

A segunda é uma sucessão cujo termo geral é a soma dos n termos da P.G. 0,5; 0,55; 0,555; ...

O limite da sucessão (b) é:

1 0 ,^5

q

a

lim

1 

q

a Sn

Logo o limite da sucessão (1) é: 9

Exemplo 2: Achar a fracção geratriz da dízima 0,3131...

Resposta:

P. G

1

1  

q

a S

q

a

n

Resposta: A fracção é

99

Exemplo 3: Calcule a soma da P.G 

Sendo a = 1

 Se 2

1 1 , a partir de n > 2, todos termos estão dentro do intervalo I 1.

 Se 3

2 1 , para n > 3 (depois do 3º termo) todos termos pertencem ao

intervalo I 2.

Conclusão : Qualquer que seja o grau de aproximação  fixado, existe uma ordem depois da qual

todos termos da sucessão se encontram no intervalo   1  , 1  e dizemos que a sucessão an

converge para 1.

Definição 2:

A sucessão real xn converge para a sse para cada intervalo aberto de centro “a” existe

um número natural n a partir do qual todos os termos da sucessão xn pertencem a I.

Simbolicamente: a sucessão xn converge para a sse

    (^)   N   nNa   xna  () 0 ()^ :^ que é equivalente à

    (^)   N   nNxna  ()

0 ()^ :

que se lê: “para todo e qualquer  

existe um N que depende de  pertencente a 

 N ( ) , tal que para todo e qualquer n  N ( )  

nN ( )

 implica () que xn  a ”. (a é

um número real)

Traduzimos este facto, dizendo que a sucessão tem por limite “a” e escrevendo: xna ou

xn a n

 

lim ou lim xna.

Nota: Uma sucessão diz-se convergente quando tem um limite finito “a”. Caso contrário é

divergente.  lim xn   ou lim xn 

Teoremas

  1. Teorema (da unicidade de limites): uma sucessão convergente tem um único limite.
  2. Toda a sucessão constante é convergente, sendo o limite da sucessão o valor comum dos

seus termos.

Exemplo:  2 ; lim lim 2  2  n  n n

an u

Exemplo 1: A partir da definição verificar que a sucessão n

xn

 tem como limite o número

0 (zero).

Partindo da definição      

    (^)   N   nNxna  ()

0 ()^ :

   n N n n

xna          temos que 

N ( ).

 Se 2 0 , 5

  0 , 5  N () 

Então n  N ( ) n  2. A partir de n=3 todos termos pertencem ao intervalo I.

Teorema 2: Se an é infinitésimo e  um número real qualquer, então a sucessão (an) é um

infinitésimo.

Teorema 3: Se an e bn são sucessões infinitamente pequenas então o produto delas também é

infinitamente pequena.

4.1.2. Sucessões infinitamente grandes

Definição:

A sucessão xn diz-se infinitamente grande se  L  0    N ( L ) :  nN ( L )  xnL ,

isto é,    n n

lim x.

Nota : Todas sucessões infinitamente grandes são divergentes.

Há três situações a considerar:

  1. Sucessão infinitamente grande positivo

  n n

lim x

Ex: ^  

2 2 x n e lim n n n

  1. Sucessão infinitamente grande negativo

  n n

lim x

Ex:      



x n e n n n lim

  1. Sucessão infinitamente grande

  n n

lim x

Ex:  

(^12) x 1. n

n n

  

 Para n ímpar temos:    



1 2 lim 1. n

n

n

 Para n par temos:    



(^12) lim 1. n

n

n

4.1.3. Relação entre sucessões infinitamente pequenas e infinitamente grandes

  1. Se (xn) é uma sucessão infinitamente grande o seu inverso 

x n

é infinitamente pequena.

Ex: 0 2 1

n

xn n e

  1. Se (xn) é uma sucessão infinitamente pequena diferente de zero então, o seu inverso 

x n

é infinitamente grande.

4.2. Cálculo de limites imediatos

1º Caso:

n

u (^) n u

lim  0

  • o inverso de um infinitésimo.

Se  0 un significa que é um infinitésimo e o seu inverso é infinitamente grande, logo

ou un un

lim 0

Ex:     

n n n n

lim 2 2

lim

2º Caso:

n

u (^) n u

lim 

  • o inverso de infinitamente grande.

Se un , significa que é infinitamente grande ou divergente e o seu inverso un

é um

infinitésimo, logo^0

lim    n

u (^) n u

Ex: 0 2 1

lim   (^)  n n

3º Caso:

n n

P

 

lim - potência de expoente natural ( P  1 e P ).