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Numeros Complexos, Notas de estudo de Matemática

Uma breve historia dos numeros complexos, conceito de numeros complexos e tudo mais.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 06/05/2010

renato-monteiro-12
renato-monteiro-12 🇧🇷

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO
LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA
DOCENTE: Pablo Gatinho
DISCIPLINA: Fundamentos II
DISCENTES: Bruce Ribeio
Idelcarlos Oliveira Paixão
Marcio Antonio Carvalho da Conceição
Renato da Cruz Monteiro
NÚMEROS COMPLEXOS
Paragominas
Mar/2009
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO

LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA

DOCENTE: Pablo Gatinho

DISCIPLINA: Fundamentos II

DISCENTES: Bruce Ribeio

Idelcarlos Oliveira Paixão

Marcio Antonio Carvalho da Conceição

Renato da Cruz Monteiro

NÚMEROS COMPLEXOS

Paragominas

Mar/

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO

LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA

DOCENTE: Pablo Gatinho

DISCIPLINA: Fundamentos II

DISCENTES: Renato Cruz

Trabalho como requisito avaliativo da

disciplina Fundamentos II ministrada pelo

Professor Pablo Gatinho para obtenção

de nota da 3ª avaliação.

Paragominas

Mar/

ÍNDICE

Os números complexos podem ser introduzidos aos alunos do 3ª ano do

ensino médio de diversas maneiras, como é comum em livros didáticos a

representação dos números complexos através do tipo a+bi, com a e b sendo

números reais e i imaginário, como por exemplo, x

2

  • 1 = 0, que tinha como solução

um número i tal que i

2

= -1. Sendo a maneira de abordar os números matemáticos

através de formulas de onde surgi de inspiração para algumas pessoas chegar a tais

conceitos.

II. HISTÓRICO DOS NÚMEROS COMPLEXOS

As equações do segundo grau pareceram na matemática aproximadamente

1700 anos antes de cristo nas tabuletas de argila da suméria, e em alguns casos

levaram a raízes quadradas de números negativos, porém não foram elas em

nenhum momento que sugeriram o uso dos números complexos.

Gerônimo Cardano (1501-1500) também se deparou com esse tipo de questão

e também considerava que o surgimento de raízes quadradas de um número

negativos na resolução de um problema, apenas indicava que o mesmo não tinha

solução. Apesar disso resolveu seguir mais adiante com os cálculos, e no capitulo

37 do Ars Magna, ele resolve um problema que consiste em dividir um segmento de

comprimento 10 em duas partes tal que o produto delas seja 40, da seguinte

maneira:

X( 10-x ) = 40 e daí vem a equação

X

2

  • 10x + 40 = 0

Cujas soluções são: x = 5 + ou -

− 5

O interesse pelo estudo da Matemática ressurgiu na Europa, mais

especialmente na Itália, no século XVI. La, e no meio da disputa entre Cardano e

Tartaglia pela resolução da equação do terceiro grau, e que se percebeu que os

números reais não eram suficientes e as primeiras idéias da criação do conjunto dos

números complexos surgiram.

Os números complexos não surgem da resolução de equação do segundo grau

como já foi dito, mas da resolução da equação do terceiro grau.

Em 1545 no Ars Magna, Cardano publicou uma formula para resolver

equações do terceiro grau, que ficou conhecida como “Fórmula de Cardano”,

Cardano admite que não foi ele o descobridor original da fórmula, pois foi Niccolo

Tartaglia ( 1500 – 1557 ) que lhe deu surgestões sobre as equações.

Tartaglia foi quem ensinou a Cardano, a formula de resolução de uma equação

do terceiro grau, os matemáticos não dispunham de uma notação para tratar as

equações, e não podiam expressar seus métodos resumidamente através de

formulas como fazemos agora. Portanto Tartaglia comunicou Cardano o segredo de

sua descoberta através de versos.

O conjunto dos números complexos é denotado por C. Formado por dois pares

ordenados, (a, b) e (c, d) , do produto cartesiano.

R x R ={( x , y ) ∕ x ∈ R e y ∈ R },

a) ADIÇÃO: (a+bi) + (c+bi) = (a+c) + (b+d)i, isto é a soma de dois números

complexos é um complexo cuja parte real é a soma das partes reais das

parcelas e cuja a parte imaginária é a soma das partes imaginária das

parcelas.

Demonstração: supondo a+bi e c+di dois números complexos quaisquer dados, seja

a expressão:

(a+bi) + (c+di)

Como a adição em C é associativa e comutativa.

(a + bi) + (c + di) = (a + c) + (bi + di)

E como a propriedade distributiva é valida, teremos:

(a+bi) + (c+bi) = (a+c) + (b+d)i

b) MULTIPLICAÇÃO: (a + bi) (c + di) = (ac – bd) + (ad + bc)i, isto é, o produto

de dois números complexos é o resultado do desenvolvimento de (a + bi)(c +

di), aplicando a propriedade distributiva e levando em conta que i

2

= - 1:

Demonstração: dados os números a + bi e c + di consideremos a expressão

(a + bi).(c + di)

Usando a propriedade distributiva, obtemos:

(a + bi).(c + di) = a(c + di) + bi(c + di)

Usando novamente a distributiva e a comutativa da multiplicação, vem:

(a + bi).(c + di) = ac + adi + bci + bdi

2

Como i

2

= -1, podemos escrever:

(a + bi).(c + di) = ac + adi + bci –bd

Fazendo uso da propriedade comutativa da adição, e da distributiva, obtemos:

(a + bi).(c + di) = (ac – bd) + (ad + bc)i.

c) IGUALDADE: a + bi = c + di a = c e b = d, isto é, dois números complexos

são iguais se, e somente se, tem partes reais iguais e partes imaginárias

iguais.

Demonstração: se a, b, c e d são números reais, então a + bi = c + di se e somente

se a = c e b = d.

a) Se a = c e b = d então a + bi = c + di. Então esta parte do teorema é óbvia, uma

vez que os resultados de adição e multiplicação são únicos.

b) Se a + bi = c + di então a = c e b = d.

supondo que a, b, c e d sejam números reais e que a + bi, então

(a – c) + (b – d)i = 0 e daí, a – c = -(b – d)i

Se b – d não for zero podemos escrever,

ac

bd

=− iou

(

ac

bd

)

= i

Mas, isso implicaria i ser um número real, uma vez que a, b, c e d são números

reais. Como i não é um número real, concluímos que b – d = 0. Mas, se b – d = 0,

então –(b – d)i = 0, e como (a – c) = –(b – d)i, segue-se que a – c = 0

d) DIVISÃO: Todo número complexo diferente de zero, tem um, e somente um,

inverso. Como no caso dos reais, representamos o inverso de z por 1/z.

Considerando que

Z

2

Z

1

= Z

2

.

1

Z

1

, vamos encontrar o inverso de a + bi, não nulo.

Devemos encontrar um numero complexo x + yi tal que (a + bi).(x + yi)=

Efetuando a multiplicação vamos obter: ( ax – by) + (bx + ay)i=

Esta equação será satisfeita se, e somente se,

{

axby = 1

bx + ay = 0

}

A solução deste sistema é x =

x =

a

a

2 +¿ b

2

¿

e

y =

b

a

2

  • b

2

b parte imaginaria de z

assim o número real de x é chamado parte real de z e o número rela de y NE

chamado parte imaginaria de z. em símbolos indica-se:

x = Re(z) e y = Im(z)

b) Unidades imaginárias:

Chamamos unidade imaginária e indicamos por i o número complexo (0,1).

Notemos que:

i

2

= i .i =

( 0,

) .

( 0,

)

( 0.0− 1_._ 1,0_._ 1 + 1_._ 0

)

( −1,

) =− 1

Isto é, a propriedade básica da unidade imaginaria é:

i

2

=− 1

Aplicando a propriedade associativa da multiplicação, temos também:>

i

3

= i

2

. i =(− 1 ). i =− i

i

4

= i

2

. i

2

=

( − 1

) .

( − 1

) = 1

Mas geralmente, para todo

n ∈ N , temos:

i

4 n

=1, i

4 n + 1

= i ,i

4 n + 2

=−1, i

4 n − 3

=− i

c) Conjugado

Chama-se conjugado do complexo z = x + yi ao complexo ´ z = x - yi, isto é:

z = x + Yi ´ z = x – Yi

A fórmula do inverso de um número complexo z = a + bi, que é

1

a + bi

=

a

a

2

  • b

2

b

a

2

  • b

2

i

Pode ser escrita usando-se o conjugado de z:

1

a + bi

=

´ z

z

2

ou

1

z

=

´ z

z

2

onde sai que z.´ z =

| z

2

Pode se usar esse resultado (z. z = | z |

2

) para efetuar divisão de números

complexos, multiplicando-se o numerador e o denominador pelo conjugado do

denominador, obtendo-se um número real neste último.

Teorema

Para todo

z ∈ C , temos:

I) Z + ´ z = 2. Re(z)

II) Z - ´ z = 2. Im(z)

III)Z =

´ z ⟺ z ∈ R

Demonstração

I) Z + ´ z = (x + yi) + (x – yi) = 2x = 2. Re(z)

II) Z -

´ z = (x + yi) - (x – yi) = 2yi = 2. Im(z). i

III) Z = ´ z ⟺ (x + yi = x – yi) y = -y y = 0 ⟺ z ∈ R

d) Conjugado da soma e do produto

Teorema

Se

z

1 e

z

2

são números complexos quaisquer, temos

a)

z ´

1 + z

2

= z ´

1

  • z ´

2

b)

z ´

1_. z_

2

= z ´

1

. z ´

2

c)

z ´

1 − z

2

= z ´

1

z ´

2

d)

´

(

z

1

z

2

)

=

z ´

1

z ´

2

Portanto

z

1

. z

2

=

z

1

z

2

. ¿

Essa nos mostra que o produto de dois números complexos, é um número

complexo, cujo módulo é igual ao produto dos módulos dos fatores =, e cujo

argumento é igual á soma dos argumentos dos fatores.

V. Potenciação..........................................................................................

Modulo e argumento de produto: o modulo de produto de dois números

complexos é igual ao produto dos módulos dos fatores e seu argumento é

congruente à soma dos argumentos dos fatores.

Demonstração

Suponhamos dados os números:

z

1

= ρ

1

. (

cos θ

1

  • i. sθen θ

1

)

z

2

= ρ

2

.

(

cos θ

2

  • i. sθen θ

2

)

e calculamos o módulo e o argumento de:

Z =

z

1

. z

2

= ρ. ¿

Temos

Z =

z

1

. z

2

= ρ

1

. ρ

2

. (

cos θ

1

  • i. sθen θ

1

) (

cos θ

2

  • i. sθen θ

2

)

=¿

=

ρ

1

. ρ

2

.

[

(

cos θ

1

. cos θ

2

sθen θ

1

. sθen θ

2

)

  • i.

(

sθen θ

1

. cos θ

2

  • sθen θ

2

. cos θ

1

) ]

Portanto:

ρ. ¿

e então:

ρ = ρ

1

. ρ

2

θ = (

θ

1

  • θ

2

)

  • 2 kππ , kπ ∈ z

Primeira formula de Moivre

Teorema

Dado o número complexo z =

ρ. ( cosθθ + i. sθenθ ) ,não nulo, eo número inteiro n,

temos:

z

n

= ρ

n

( cos + i. sθen nθ

)

VI. Radiação...............................................................................................

Raiz enésima

Dado um númeo complexo z, chama-se raiz enésima de z, e denota –se

n

z

, a

um número complexo

z

tal que z

n

= z.

n

z = z

⟺ z

n

= z

Segunda Fórmula de Moivrer

Teorema

Dados o número complexo ρ. ¿ e o número natural n ( n ≥ 2 ), então existem n raízes de

z que são da forma:

z

=

n

ρ.

[

cos

θ

n

  • kπ.

2 π

n

  • i. sθen

θ

n

  • kπ.

2 π

n

]

em que

n

ρ ∈ R

+¿ ekπ ∈Z ¿

VII. Conclusão.............................................................................................

Neste trabalho concluímos a importância dos números complexo para a

matemática, aonde vimos a história dos números complexos, como foi que eles

sugiram,através dos pensamentos de alguns matemáticos que tiveram que associar

outras contas matemática até chegar aos números complexos.