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Como exportar Finlandia, Notas de estudo de Administração Empresarial

Compartilhando arquivo interessante sobre exportação para diversos páises

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/07/2010

Maracana85
Maracana85 🇧🇷

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Como Exportar
Finlândia
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Ministério das Relações Exteriores
Departamento de Promoção Comercial
Divisão de Informação Comercial
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Finlândia

entre

Ministério das Relações Exteriores Departamento de Promoção Comercial Divisão de Informação Comercial

Finl‚ndia

SUM¡RIO

  • MAPA SUM¡RIO
  • INTRODU«√O
  • DADOS B¡SICOS
  • I - ASPECTOS GERAIS
    1. Geografia
    1. PopulaÁ„o, centros urbanos e padr„o de vida
    1. Transportes e comunicaÁıes
    1. OrganizaÁ„o polÌtica e administrativa
    1. OrganizaÁıes e acordos internacionais
  • II - ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS
    1. A economia
    1. Principais ramos de atividade
    1. Moeda e finanÁas
  • III - COM…RCIO EXTERIOR
    1. ObservaÁıes gerais
    1. Parceiros comerciais
    1. ComposiÁ„o
  • BRASIL E FINL¬NDIA IV - RELA«’ES ECON‘MICAS ENTRE
    1. Interc‚mbio comercial bilateral
    1. ComposiÁ„o do interc‚mbio comercial
    1. Investimentos finlandeses no Brasil
    1. Acordos bilaterais
  • V - ACESSO AO MERCADO
    1. Sistema tarif·rio
      1. Regulamentos sobre importaÁıes
      1. DocumentaÁ„o
    • VI - ESTRUTURA DE COMERCIALIZA«√O
      1. Canais de distribuiÁ„o
      1. PromoÁ„o de vendas
      1. Pr·ticas comerciais
    • EMPRESAS BRASILEIRAS VII - RECOMENDA«’ES ¿S
      1. Acesso ao mercado finlandÍs
        • aduaneiras na Finl‚ndia 2. Fontes de documentos estatÌsticos e tarifas
      • aos importadores locais 3. Remessa de amostras e material de divulgaÁ„o - embarque 4. Documentos, seguro e supervis„o de
      1. Canais de distribuiÁ„o adequados
      1. PromoÁ„o de produto
      1. ServiÁos de pesquisa de mercado
      1. Pr·ticas locais e internacionais - escritÛrio de vendas na Finl‚ndia 9. DesignaÁ„o de um agente e abertura de um
      1. SoluÁ„o de disputas
      1. Viagens de negÛcios ‡ Finl‚ndia - empreendedores na Finl‚ndia 12. AssistÍncia profissional a
    • ANEXOS
    • I - EndereÁos
    • II - Fretes e comunicaÁıes com o Brasil
    • III - InformaÁıes pr·ticas
    • BIBLIOGRAFIA

Finl‚ndia Sum·rio

INTRODU«√O

A Finl‚ndia È um dos paÌses nÛrdicos. Sua economia È baseada na iniciativa privada, com mais de 85% das empre- sas atuando nesse setor. Na qualidade de membro da Uni„o EuropÈia, a Finl‚ndia observa os acordos comerciais que re- gem as tarifas, quotas e tratamento preferencial, como o Sis- tema Geral de PreferÍncias na UE. Por uma sÈrie de motivos, a Finl‚ndia È um par- ceiro comercial interessante e desafiador para as empresas brasileiras. Trata-se de um paÌs industrial desenvolvido dota- do de uma sÛlida infra-estrutura. Hoje, a Finl‚ndia È um dos principais paÌses enquadrados nos moldes europeus de desen- volvimento tecnolÛgico e treinamento. O paÌs È bastante co- nhecido, sobretudo no setor de fabricaÁ„o de m·quinas para papel e em um amplo leque de equipamentos de telecomuni- caÁıes, como a telefonia celular. Como membro da Uni„o Eu- ropÈia desde 1995, a Finl‚ndia È, cada vez mais, um atrativo alvo tambÈm para investimentos estrangeiros. A economia em franca ascens„o, o cen·rio polÌtico est·vel e a m„o de obra altamente qualificada est„o entre as vantagens oferecidas ‡s empresas estrangeiras. AlÈm disso, de todos os paÌses da Eu- ropa Ocidental, a Finl‚ndia È o paÌs que possui a mais extensa fronteira com a R˙ssia. A antiga tradiÁ„o comercial, estimula- da pela localizaÁ„o geogr·fica da Finl‚ndia, permitiu ao paÌs que se firmasse como um portal especial para os imensos mercados da R˙ssia, dos outros paÌses da CEI (Comunidade dos Estados Independentes) e das rep˙blicas b·lticas. O comÈrcio exterior da Finl‚ndia È intenso, de modo que a exportaÁ„o de bens e serviÁos representa um quarto da demanda interna e as importaÁıes, um quarto da oferta domÈstica. Muito embora o comÈrcio exterior da Finl‚n- dia seja tradicionalmente voltado para a Europa Ocidental, paÌses de fora da Europa tÍm adquirido import‚ncia como fornecedo- res de, por exemplo, gÍneros alimentÌcios, produtos tÍxteis e

eletrÙnicos. O Brasil, juntamente com o Chile e a ColÙmbia, figura entre os mais importantes parceiros comerciais da Fin- l‚ndia na regi„o da AmÈrica do Sul. Tradicionalmente, o cafÈ È o produto de consumo brasileiro mais conhecido no mercado finlandÍs. As frutas brasileiras tambÈm conquistaram seu es- paÁo no mercado, bem como os minerais. M·quinas e deriva- dos de papel s„o os principais produtos de exportaÁ„o da Fin- l‚ndia para o Brasil. Durante o final da dÈcada de 1990, a Finl‚ndia registrou um super·vit no balanÁo de pagamentos no que se refere ‡s relaÁıes comerciais com o Brasil. ApÛs um perÌodo de recess„o, a economia fin- landesa apresentou bom desempenho a partir de 1997. A Fin- l‚ndia estava entre os primeiros paÌses a cumprir os critÈrios econÙmicos para ingressar na moeda ˙nica da Uni„o Euro- pÈia. O desempenho das exportaÁıes tem chamado a atenÁ„o e o mercado domÈstico tÍm se desenvolvido de forma signifi- cativa. O volume do PIB finlandÍs cresceu 5,9% e o consumo privado, 3,1%. Esse fato se reflete no aumento das vendas de bens de consumo dur·veis, principalmente carros e eletrodo- mÈsticos. O presente guia, ìComo Exportar para a Finl‚n- diaî, tem como proposta a apresentaÁ„o da Finl‚ndia como um parceiro comercial em potencial. O objetivo do guia È des- crever o cen·rio econÙmico e empresarial atual, com menÁ„o especial para as exigÍncias para as empresas brasileiras. O guia se divide em sete capÌtulos. O primeiro capÌtulo descreve o paÌs em termos de geografia, demografia e sistema polÌtico. Os capÌtulos dois, trÍs e quatro sintetizam a economia e o comÈrcio finlandeses; o capÌtulo trÍs se concentra nas rela- Áıes econÙmicas entre Finl‚ndia e Brasil. Os fatores relativos ao acesso ao mercado e estrutura do comÈrcio s„o abordados nos capÌtulos cinco e seis. O capÌtulo sete fornece um resumo dos detalhes pr·ticos do guia. INTRODU«√O

Finl‚ndia Sum·rio

DADOS B¡SICOS

¡rea: 338.000 km≤

Capital: Helsinque

PopulaÁ„o 2001: 5,2 milhıes de habitantes

Densidade demogr·fica 2001: 15 habitantes por Km≤

Principais cidades: Helsinque, Espoo, Tampere, Vantaa, Turku

Moeda: Euro (atÈ 31/12/2001 Markka (FIM))

CotaÁ„o da moeda 2001: US$ 0,90 = 1,00 Euro FIM 5,94 = 1,00 Euro (paridade fixa)

PIB a preÁo de mercado: 2001: US$ 122,2 bilhıes

Origem do PIB 2000: Manufatura 26,6 % Agricultura e pesca 3,6% ConstruÁ„o 4,1% Energia e ·gua 2,0% Transporte e comunicaÁıes 8,3 % ServiÁos 55,5%

Crescimento Real do PIB : 2001 : 0,5%

ComÈrcio Exterior ExportaÁıes 2001: US$ 40,1 bilhıes

DADOS B¡SICOS

ImportaÁıes 2001: US$ 31,2 bilhıes

Interc‚mbio Comercial Brasil-Finl‚dia ñ 2001 (US$ mil) ExportaÁıes brasileiras US$ 117. ImportaÁıes brasileiras US$ 377.

Finl‚ndia Sum·rio

ASPECTOS GERAIS

No fim de 2000, a populaÁ„o da Finl‚ndia totalizava 5,18 milhıes (os n˙meros correspondentes para outros paÌses s„o: SuÈcia ñ 8,91; Noruega ñ 4,47 e Dinamarca ñ 5,29). Em 2001 a populaÁ„o permaneceu quase inalterada com 5,2 milhıes de habitantes. Existem grandes disparidades na densidade populacional. Apesar de a mÈdia nacional ser de 15 habitantes por km 2 , o n˙mero para a porÁ„o sul do paÌs È

  1. Mais de 70% da populaÁ„o vivem em trÍs provÌncias do sul ñ Uusima, Turku-Pori e H‰me. As principais cidades e centros comerciais, Helsinque, as vizinhas Vantaa e Espoo e ainda Tampere e Turku, se localizam dentro das fronteiras dessas provÌncias. O n˙mero de habitantes nas extensas ·reas do norte e leste da Finl‚ndia corresponde a apenas 16,6% do to- tal da populaÁ„o do paÌs. Cerca de 65% da populaÁ„o vivem em cidades e ·reas urbanas, 35% dela em zonas rurais. O tamanho da populaÁ„o finlandesa tem permanecido relativamente constante nos ˙ltimos anos, com um aumento lÌquido mÈdio de 0,4% desde meados da dÈcada de 80. N„o obstante, a estrutura da populaÁ„o mudou devido ‡ queda das taxas de natalidade a partir dos anos 70 e ao aumento da expectativa de vida. Como conseq¸Íncia, a parcela da popu- laÁ„o com 65 anos de idade ou mais cresceu e passou a repre- sentar 17,5% da populaÁ„o total. A quantidade de pessoas com menos de 14 anos recuou de 19,5% para 18,1%. Espera- se que o envelhecimento da populaÁ„o continue no novo milÍ- nio ‡ medida que a geraÁ„o do pÛs-guerra atinja a idade de aposentadoria, enquanto a parcela da populaÁ„o abaixo de 14 anos permaneÁa no patamar atual. Os estrangeiros que residem na Finl‚ndia repre- sentavam apenas 1,7% do total da populaÁ„o. Os maiores gru- pos s„o provenientes de paÌses vizinhos, como SuÈcia, R˙ssia e EstÙnia. A migraÁ„o de cidad„os da UE para a Finl‚ndia tem sido baixa em termos gerais.

M„o-de-obra, 1996- 1996 1997 1998 1999 2000 M„o-de-obra total (milh) 2,50 2,48 2,52 2,56 2, Desemprego (milhıes) 0,41 0,31 0,29 0,26 0, Emprego (milhıes) 2,10 2,17 2,22 2,30 2, Taxa desemprego (%) 16,3 12,6 11,4 10,2 9,

Estrutura do 1996 1997 1998 1999 2000 emprego(%)

Agricultura e silvicultura 7,5 7,1 6,5 6,3 6, Ind˙stria, construÁ„o 27,2 27,3 27,6 27,7 27, ServiÁos 65,3 65,6 65,9 66,0 66, Fonte: Statistics Finland, Labour Force Survey Confederation of Finnish Industry and Employees

Idiomas

H· dois idiomas oficiais, o finlandÍs e o sueco; 93% da populaÁ„o tÍm o finlandÍs como lÌngua materna. O finlandÍs faz parte do pequeno grupo de lÌnguas uralo-altaicas, que tambÈm abrange o estoniano e o h˙ngaro. A minoria fa- lante de sueco perfaz 5,7% da populaÁ„o, que se concentra primordialmente na provÌncia de Uusimaa (10% da populaÁ„o total de Helsinque) e na provÌncia de Vaasa, a noroeste (22%). AlÈm disso, h· uma pequena populaÁ„o de lapıes ao norte.

Religiıes

A grande maioria dos finlandeses È luterana (85,3%). Os finlandeses ortodoxos representam 1,1% da po- pulaÁ„o.

2. PopulaÁ„o, centros urbanos e padr„o de vida

PopulaÁ„o

A populaÁ„o economicamente ativa (entre 16 e 65 anos) representa 75% da populaÁ„o total.

Finl‚ndia Sum·rio

ASPECTOS GERAIS

EducaÁ„o

O sistema educacional finlandÍs È universal e mantido pelo Estado. O Estado controla ·reas como currÌculo, qualifi- caÁıes e custeio. O perÌodo compreendido entre 1970 e 1990 foi caracterizado pela expans„o e reforma do ensino finlan- dÍs. Novas universidades regionais foram criadas, com des- taque para as ·reas remotas do norte e do leste da Finl‚n- dia. Os gastos do Governo com a educaÁ„o equivalem a 6,5% do PIB, que fica acima da mÈdia da OCDE. O ensino superior È oferecido por 21 universi- dades com 152.466 estudantes envolvidos em programas de qualificaÁ„o em 1999. Em 1985 eram 92.230 estudantes. Apesar disto, ainda h· uma deficiÍncia de universidades e cerca de 15% dos estudantes que se candidatam ‡s vagas em universidades n„o obtÍm a admiss„o. Para compensar esta situaÁ„o o Governo tem incentivado a criaÁ„o de esco- las politÈcnicas a fim de melhorar a transiÁ„o do ensino su- perior para o mercado de trabalho.

3. Transportes e comunicaÁıes

Transporte rodovi·rio

As rodovias representam a maior parte do tr·- fego de cargas e passageiros. Contudo, em comparaÁ„o com a Europa Central, o volume de tr·fego na Finl‚ndia È leve, com variaÁıes regionais significativas na densidade do tr·- fego. Houve um grande aumento no n˙mero de carros licen- ciados a partir de 1960. Em 1990, havia 449 carros para cada 1.000 habitantes, isto È, um carro para 2,2 finlandeses, em contraste com um carro para 17 finlandeses em 1960.

Transporte ferrovi·rio

O sistema de transporte ferrovi·rio constitui um

ìportalî para o Leste. O tr·fego atravÈs da fronteira registrou aumento expressivo nos ˙ltimos anos, sobretudo na fronteira leste. A Finl‚ndia possui o mesmo sistema de bitola larga que as vias fÈrreas russas, o que contribuiu para o aumento. Na estaÁ„o da fronteira de Vaalimaa, o tr·fego subiu acima de 130% entre 1993 e 1994. Nas ferrovias, o volume de tr·fego internacional em relaÁ„o ao total de transporte de cargas est· acima de 60%. Desse n˙mero, mais da metade cruza a fron- teira russa. A maior parte da rede ferrovi·ria do sul È elÈtrica. Um link de alta velocidade entre Helsinque e Turku foi implementado em 1995.

Rede hidrovi·ria e transporte marÌtimo

A rede hidrovi·ria de rios e lagos possui movi- mento mais intenso do que o da rede ferrovi·ria. Isso reflete o fato de que quase 10% da ·rea da Finl‚ndia È composta por ·gua. Em segundo lugar, o paÌs possui uma extensa linha cos- teira ao sul e a oeste. A Finl‚ndia possui 50 portos comerciais. Vinte deles est„o localizados no interior e ligados ao Mar B·l- tico por meio do canal Saimaa e de Viipuri. Cerca de 85% do tr·fego de carga internacional da Finl‚ndia d·-se por via aqu- ·tica. Durante os meses do inverno, os portos costeiros s„o mantidos em funcionamento por quebradores de gelo. Ao longo da linha costeira, a Finl‚ndia dispıe de uma sÈrie de eficientes portos. O Porto de Helsinque È o maior porto de cargas da Finl‚ndia. Esse porto movimenta algo prÛ- ximo ‡ metade das importaÁıes do paÌs e cerca de dois terÁos dos containeres. Ele tambÈm abriga metade do tr·fego de caminhıes e reboques que transitam pelos portos finlande- ses. Dentre outros portos importantes est„o Hanko, Kemi, Kotka, Loviisa, Naantali, Oulu, Pori, Turku e Vaasa. Hanko È o ˙nico porto livre da Finl‚ndia. AlÈm disso, Helsinque, Turku, Oulu e Loviisa possuem armazÈns em zona franca. O amplo tr·fego de ìferry boatsî È uma tÌpica caracterÌstica do mercado de transportes nÛrdico. Algo em torno de cinq¸enta vias para esse fim conectam os paÌses nÛrdicos

Finl‚ndia Sum·rio

4. OrganizaÁ„o polÌtica e administrativa

OrganizaÁ„o polÌtica

A Finl‚ndia È uma democracia parlamentar. O poder legislativo È exercido pelo Parlamento, juntamente com o Presidente. O Presidente da Rep˙blica È eleito para um man- dato de seis anos. O Parlamento, composto por 200 membros, È eleito pelo sufr·gio universal para um mandato de quatro anos. Os partidos polÌticos s„o;

Partido Social Democrata Partido do Centro Partido da ColigaÁ„o Nacional AlianÁa da Esquerda Partido Popular Sueco AlianÁa Verde Partido Crist„o Partido Progressista Finl‚ndes Partido Ruralista 1 Partido EcolÛgico

Desde 1995, a Finl‚ndia faz parte da Uni„o EuropÈia. Cinco dos 16 Membros do Parlamento Europeu FinlandÍs in- gressaram no Partido Europeu Liberal Democr·tico e Refor- mista, quatro no Partido dos Socialistas Europeus, outros qua- tro no Partido Popular Europeu, dois na Esquerda EuropÈia Unida e um no Grupo Verde do Parlamento Europeu. Os MinistÈrios e Departamentos governamentais encarregados de assuntos econÙmicos e de comÈrcio exterior abrangem os seguintes:

MinistÈrio do ComÈrcio Exterior

  • Departamento de RelaÁıes EconÙmicas Externas;
  • Departamento de CooperaÁ„o para o Desenvolvimen- to Internacional

MinistÈrio do ComÈrcio e da Ind˙stria -Departamento de ComÈrcio MinistÈrio do Meio Ambiente MinistÈrio da Fazenda

OrganizaÁ„o Administrativa

A Finl‚ndia È um estado unificado. Em nÌvel local, o princÌpio nÛrdico da autonomia municipal È aplicado. A Fin- l‚ndia se divide em 452 municipalidades autÙnomas. Os mem- bros do conselho municipal s„o eleitos pelo sufr·gio universal para um mandato de quatro anos. De acordo com uma refor- ma implementada em setembro de 1997, o n˙mero de provÌn- cias foi reduzido de 11 para cinco. As autoridades locais, comunas e municipalidades gozam de razo·vel autonomia fiscal. O imposto de renda local È arrecadado nos mesmos moldes fiscais adotados para o imposto de renda estadual. Embora haja liberdade para a fi- xaÁ„o das alÌquotas, n„o h· variaÁıes significativas.

5. OrganizaÁıes e acordos internacionais

A Finl‚ndia È membro de uma sÈrie de organizaÁıes internacionais para a cooperaÁ„o e o desenvolvimento econÙ- micos, bem como de bancos e fundos de desenvolvimento. O paÌs se tornou membro efetivo da Uni„o EuropÈia no dia 1∫ de janeiro de 1995, apÛs um plebiscito consultivo favor·vel em outubro de 1994. A Finl‚ndia faz parte do Conselho NÛrdico desde 1995. Os cinco paÌses nÛrdicos ñ Dinamarca, Finl‚ndia, Isl‚ndia, Noruega e SuÈcia ñ tradicionalmente cooperam em um amplo leque de atividades. Por exemplo, esses paÌses pos- suem um mercado de trabalho comum, um acordo sobre os passaportes e benefÌcios de seguridade social recÌprocos.

A Finl‚ndia È membro das seguintes organizaÁıes:

ASPECTOS GERAIS

Finl‚ndia Sum·rio

  • Uni„o EuropÈia, UE (1995);
  • Banco Europeu de ReconstruÁ„o e Desenvolvimento,

BERD (1991);

  • Conselho da Europa (1989);
  • AgÍncia Multilateral de Garantia ao

Investimento, MIGA (1988);

  • AssociaÁ„o EuropÈia de Livre ComÈrcio, AELC,

membro efetivo (1986)

  • Banco de Desenvolvimento Africano, AfDB (1982);
  • Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID

(1977);

  • OrganizaÁ„o de CooperaÁ„o e Desenvolvimento

EconÙmico, OCDE (1969);

  • Banco de Desenvolvimento Asi·tico, ADB (1966);
  • Membro associado da AELC (1961)
  • AssociaÁ„o para o Desenvolvimento

Internacional, IDA (1960)

  • CorporaÁ„o Financeira Internacional, CFI (1956);
  • Conselho NÛrdico (1955)
  • NaÁıes Unidas, ONU (1955);
  • Banco Internacional de ReconstruÁ„o e

Desenvolvimento, BIRD (1948);

  • Fundo Monet·rio Internacional, FMI (1948)
  • OrganizaÁ„o Mundial do ComÈrcio (WTO)

ASPECTOS GERAIS

Finl‚ndia Sum·rio

ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS

Em 1998 a taxa de desemprego foi 11,4%, cain- do para 10,9% em 1999 e para 9,2% em 2000. A taxa de inflaÁ„o foi baixa durante quase toda a dÈcada de 90, (cerca de 1,1% - 95 a 99) em funÁ„o do crescimento da demanda relativamente flutuante. No final de 1999 a fragilidade do EURO o aumento do preÁo do petrÛleo aumentaram significativamente o preÁo dos produtos importados, mas os preÁos ao consumi- dor continuaram baixos. Isto se deveu ao fato de que os pre- Áos dos alimentos continuaram baixos e o aumento havido na maioria dos outros subcomponentes do Ìndice de preÁo de con- sumo foi modesto. Para o ano 1999, a inflaÁ„o foi de 1,2%. Em 2000, entretanto, o contÌnuo aumento do preÁo do petrÛ- leo elevou a inflaÁ„o a 3,4%.

Indicadores econÙmicos comparativos, 2000

2. Principais ramos de atividade

Agricultura

Devido ‡ localizaÁ„o setentrional da Finl‚ndia, a produtividade agrÌcola È baixa e torna-se, cada vez mais, in- suficiente. Na LapÙnia, somente algumas poucas culturas po- dem ser plantadas, como a batata, ao passo que outras cultu- ras, como o milho e a alfafa, n„o podem. As colheitas na Fin- l‚ndia tÍm ficado cerca de 40 a 50% abaixo da mÈdia da UE.

Os custos de produÁ„o de hortaliÁas e, por conseguinte, os custos da raÁ„o na produÁ„o animal est„o acima do nÌvel da UE. Os preÁos ao produtor est„o cerca de 30% mais elevados na Finl‚ndia do que na Dinamarca, por exemplo. A produÁ„o de hortaliÁas se concentra no sudoeste da Finl‚ndia. Os mais importantes produtos agrÌcolas s„o o leite, que corresponde a um terÁo do valor total da produÁ„o agrÌcola, a carne bovina (16%) e a produÁ„o de culturas. A auto-suficiÍncia em gÍneros alimentÌcios, fruto de uma renda para os agricultores compar·vel a outros seto- res da economia, e a manutenÁ„o da populaÁ„o rural s„o as principais metas da polÌtica agrÌcola finlandesa. Os subsÌdios aos preÁos e ‡ renda, juntamente com tarifas de importaÁ„o vari·veis e licenciamento da importaÁ„o, se traduziram em garantias de preÁo e de vendas para a totalidade da produÁ„o agrÌcola nacional, independentemente das taxas de consumo domÈstico. Isso trouxe como conseq¸Íncias uma oferta ex- cessiva e subsÌdios ‡ exportaÁ„o semelhantes aos da UE. Na qualidade de estado-membro da UE, a Finl‚n- dia recebe duas formas de apoio ‡ agricultura. O incentivo ‡ chamada ¡rea Menos Favor·vel (LFA) È pago ao norte do pa- ralelo 62. Aproximadamente 85% das terras cultiv·veis da Fin- l‚ndia se enquadram nesse subsÌdio. O Apoio ‡ Agricultura NÛrdica È um subsÌdio de longo prazo a que se pode recorrer, contanto que a densidade populacional seja inferior a dez ha- bitantes por km^2 , a ·rea agrÌcola seja inferior a 10% da unida- de administrativa e inferior a 20% das terras agrÌcolas dispo- nÌveis usadas para a agricultura ar·vel. Apesar dos subsÌdios, os preÁos ao produtor agrÌcola caÌram 40% em mÈdia desde que a Finl‚ndia ingressou na UE.

Finl‚ndia Dinamarca Noruega SuÈcia Alemanha PIB 118,2 158,8 159,4 227,8 1.896, PIB per capita(US$) 24.376 28.725 28.702 24.465 24. Õndice de preÁos ao consumidor(%) 3,3 2,9 3,1 1,0 2, Saldo em CCorrente 9,1 3,4 19,0 5,8 -29, ExportaÁ„o FOB 44,4 51,1 55,5 89,9 579, ImportaÁ„o FOB 32,7 43,2 31,7 75,5 507,

Finl‚ndia Sum·rio

Panorama da produÁ„o industrial

A produÁ„o industrial cresceu mais rapidamente do que a oferta de serviÁos e do que a oferta total a partir do inÌcio dos anos 1990. Dentre os setores de crescimento mais acelerado podemos citar os segmentos de produtos derivados de metais e a engenharia, que abrangem sub-setores tais como o de maquin·rio e equipamento, equipamentos elÈtricos, dis- positivos eletrÙnicos e equipamentos de transportes. Aumen- tos expressivos na produÁ„o foram alcanÁados em setores como o de dispositivos eletrÙnicos e de equipamentos elÈtricos. Es- ses aumentos podem ser explicados, em grande parte, pelas altas taxas de crescimento nos setores fabris e de telecomuni- caÁıes (principalmente os telefones celulares).

Setor silvÌcola

A Finl‚ndia È rica em recursos florestais, mas possui quantidades limitadas de outras matÈrias-primas. As terras ocupadas por ·rvores compreendem 1.973 milhıes de metros c˙bicos, dos quais 46% s„o ocupados por pinheiros, 36% por asbestos, 15% por vidoeiros e 3% por outras espÈci- es. O incremento anual totalizou 75,4 milhıes de metros c˙bi- cos e o escoamento total foi de cerca de 59 milhıes de metros c˙bicos em 1996. Apesar de grande, o setor silvÌcola perdeu parte de seu predomÌnio com o crescimento da import‚ncia de ou- tros setores industriais. No entanto, a Finl‚ndia permanece na posiÁ„o de um dos paÌses mais dependentes do setor silvÌcola dentre os paÌses desenvolvidos. A exportaÁ„o de artigos silvÌcolas per capita È o dobro em comparaÁ„o com a SuÈcia e trÍs vezes maior do que a do Canad·. A fus„o da Repola com a Kymmene em 1995 resultou na maior empresa da Finl‚ndia, a UPM-Kymmene, com vendas lÌquidas anuais de 55 bilhıes em marcos finlandeses. A empresa È o maior exportador do paÌs, com 17% do total de exportaÁıes. A UPM-Kymmene È tambÈm a maior companhia silvÌcola da Europa, o maior pro- dutor mundial de papel para revistas e o segundo maior pro- dutor mundial de papel para impress„o de jornal. O consumo industrial de madeira aumentou 34,4% de 1990 a 1998. Este setor È divido em duas categorias: polpa / produÁ„o de papel e produtos acabados em madeira. A Fin- l‚ndia aumentou sua participaÁ„o mundial de produtos de madeira em 5% e com relaÁ„o a impressos e papel em 25% em 2000.

ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS

ProduÁ„o agrÌcola no perÌodo 1997-1999 (milhares de toneladas)

Produtos orig. animal 1997 1998 1999 Carne 333,7 341,0 339, Carne bovina e vitela 99,6 93,8 90, Carne suÌna 179,7 184,5 181, Leite (milhıes de litros) 2.301 2.294 2. Manteiga 56,6 57,3 59, Queijo 82,9 87,7 87, Ovos 66,7 63,9 58,

Colheitas comerc. 1997 1998 1999 Cevada 2.004 1.316 1. Aveia 1.243 975 990 Trigo p/ cons. humano 464 397 254 AÁ˙car de beterraba 1.360 892 1.

Fonte: Statistics Finland/EIU 2001

Finl‚ndia Sum·rio

damente metade do consumo energÈtico total. A produÁ„o de papel e celulose representa cerca de trÍs quintos do total de- mandado pela ind˙stria. E devido ‡ localizaÁ„o setentrional do paÌs, os longos invernos criam uma grande necessidade de aquecimento domÈstico perfazendo um quinto do consumo total de energia. A maior parte da energia da Finl‚ndia È importa- da, e as fontes domÈsticas, como a energia hidroelÈtrica, a turfa e a lenha, perfazem menos de um terÁo do consumo total. A liberalizaÁ„o do mercado energÈtico comeÁou em 1995, um dos primeiros paÌses a adotar este sistema na Uni„o Euro- pÈia. A energia correspondeu a quase 12% do valor total das importaÁıes finlandesas no ano de 2000. O petrÛleo equivaleu a 28% do consumo domÈstico total, a energia nuclear a 18%, o carv„o a 11% e o g·s natural a 11% em 2000. Outras fontes de energia menos importantes, como a forÁa hidr·ulica, a tur- fa e outros combustÌveis corresponderam aos 32% restantes.

BalanÁo energÈtico, 1999 (milhıes de toneladas equivalentes em petrÛleo)

ServiÁos

Nos anos do pÛs-guerra, a Finl‚ndia passou de uma economia predominantemente agr·ria para uma econo-

mia baseada na prestaÁ„o de serviÁos. Os serviÁos, inclusive o comÈrcio varejista, alimentaÁ„o e turismo representam quase 63% do PIB. O turismo tem crescido na Finl‚ndia nos ˙ltimos anos. Em 2000, esse segmento registrou alta de 7% em com- paraÁ„o com o patamar de 1999. Cerca de quatro milhıes de estrangeiros visitam a Finl‚ndia a cada ano. Em 1997, o turis- mo foi equivalente a 5% do PIB. O setor emprega atualmente cerca de 300.000 pessoas em postos integrais e de meio perÌ- odo. AlÈm de outros cidad„os nÛrdicos e alem„es (12,8%), o aumento no n˙mero de turistas da R˙ssia(10,3%) foi bastante significativo em 1999.

3. Moeda e finanÁas

Moeda

A Finl‚ndia possui um sistema monet·rio prÛprio desde 1865 A unidade monet·ria que era o markka (FIM), foi substituÌdo em janeiro de 2002 pelo euro (Ä). De 1977 a 1991, o valor externo do markka foi oficialmente expresso com base em um Ìndice monet·rio calculado pela atividade comercial, que tinha liberdade para flutuar dentro de uma variaÁ„o prÈ- determinada. Entre 1991 e 1992 o markka foi atrelado ‡ Uni- dade Monet·ria EuropÈia, a UME. As margens de flutuaÁ„o e o ponto mÈdio foram determinados de modo a criar uma cor- respondÍncia com as margens de flutuaÁ„o e ponto mÈdio do antigo Ìndice monet·rio. O markka foi desvalorizado em 1991. No ano seguinte, os limites de flutuaÁ„o foram extintos e o markka pÙde flutuar livremente. Em 1996, o markka foi ane- xado ao Mecanismo Cambial (ERM) do Sistema Monet·rio Eu- ropeu (EMS).

Em 1998, os dois ˙ltimos passos para a participaÁ„o no Sistema Monet·rio Europeu foram tomados. Em abril o Parla- mento FinlandÍs votou com maioria de 2/3 em favor da parti- cipaÁ„o no Sistema Monet·rio Europeu e em maio a solicita- Á„o da Finl‚ndia como membro foi endossada. Isto fez da Fin- l‚ndia um dos 11 paÌses a participarem do sistema desde o seu lanÁamento e o ˙nico paÌs nÛrdico. O Markka foi fixado ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS

PetrÛleo Gas Carvao Eletricidade Outros Total Oferta prim·ria ProduÁ„o 0,0 0,0 0,0 8,0 8,4 16, ImportaÁıes 15,7 3,4 2,5 2,5 0,0 24, ExportaÁıes -4,7 0,0 0,0 0,0 0,0 -4, VariaÁ„o de estoque0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0, Total 11,0 3,4 2,5 10,5 8,4 35, Consumo final Transportes 5,0 0,0 0,0 0,0 0,0 5, Ind˙stria 1,2 1,6 1,8 3,6 4,2 11, Setor residencial 2,7 0,7 0,7 2,8 1,6 8, Outros 1,1 0,0 0,0 0,0 0,0 1, Total 10,0 2,3 1,5 6,4 5,8 26, Fonte: Energy Data Associates/EIU 2001

Finl‚ndia Sum·rio

em FIM 5,94573 = 1,00 Euro em Dezembro de 1998. Um dos objetivos centrais da polÌtica econÙmica entre 1995 e 1998 foi assegurar que a Finl‚ndia estivesse de acordo com os critÈrios do Tratado de Maastricht para a parti- cipaÁ„o no terceiro est·gio da uni„o econÙmica e monet·ria em janeiro de 1999. Desde 1∫ de janeiro de 1999 a polÌtica monet·ria na ·rea do Euro, e tambÈm na Finl‚ndia tem sido responsabi- lidade do Banco Central Europeu. O principal objetivo do ban- co È manter a inflaÁ„o na regi„o do Euro abaixo de 2%.

Taxas de c‚mbio no perÌodo 1995- (taxas mÈdias)

BalanÁo de pagamentos e reservas internacionais

A balanÁa de conta correntes da Finl‚ndia, a qual teve dÈficits recordes por quase todo o perÌodo pÛs-guerra, alterou-se para uma posiÁ„o superavit·ria em 1994 e tem se mantido assim desde ent„o. Com um montante de FIM 5, bilhıes em 1994, o super·vit tem aumentando gradualmente chegando a FIM 38,9 bilhıes em 1998. Em 1999 devido prin- cipalmente a importaÁ„o de energia, o saldo foi de FIM 37, bilhıes. Em 2000 o comÈrcio de mercadorias na Finl‚ndia caiu de FIM 24,6 bilhıes para FIM 18,6 em 2001. Esta queda refle- tiu significativamente para baixar o super·vit da balanÁa de conta- correntes. Nos primeiros quatro meses de 2001 o saldo foi de FIM 14,56 bilhıes. O investimento externo direto È, por tradiÁ„o, maior do que o investimento direto de entidades estrangeiras na Finl‚ndia. No final de 1995, as empresas estrangeiras havi- am investido um total de US$ 8,5 bilhıes no paÌs, com o inves- timento na ·rea manufatureira perfazendo US$ 4,8 bilhıes. As mais importantes fontes de investimento externo direto na Fin-

l‚ndia s„o a SuÈcia, os PaÌses Baixos e os Estados Unidos. Em contraste, os investimentos finlandeses no exterior totalizaram US$ 15,2 bilhıes; com os principais receptores sendo os EUA, a SuÈcia e os PaÌses Baixos. Os principais fluxos de capital na dÈcada de 1990 foram as aquisiÁıes de tÌtulos de dÌvida estrangeiros. Sua quase totalidade foi de tÌtulos em moeda estrangeira emitidos pelo governo para o financiamento de seu dÈficit orÁament·rio. Excluindo ouro, o total das reservas da Finl‚ndia foram de US$ 7,9 bilhıes no final de 2000. Algumas destas reservas tÍm sido transferÍncias diretas do Banco Central Europeu desde sua constituiÁ„o em 1999.

ECONOMIA, MOEDA E FINAN«AS

US$/FIM 4,3658 4,5905 5,1944 5,3415 5,9185 6,4376 6,
XEU1/FIM 5,644 5,751 5,864 5,9940 5,9457 5,9457 5,

Fonte: Banco da Finl‚ndia

BalanÁo de Pagamentos 1999 2000 2001 (US$ milhıes)

A.BalanÁa Comercial 12.168 13.684 3. ExportaÁıes 41.983 45.703 11. ImportaÁıes 29.815 32.019 7. B. ServiÁos -1.426 -2.289 - Receita 6.513 6.059 1. Despesa 7.939 8.348 2. C.Renda -2,048 -1.876 - Receita 5.664 6.953 1. Despesa 7.712 8.829 2. D.TranferÍncias unilaterais -1.033 -631 - E. TransaÁıes Correntes 7.661 8.888 2. F.Conta de capitais 84 89 0 G. Conta financeira -5.066 -8.761 -2. Investimentos diretos -2.090 -14.137 -1. Portfolio -1.862 -2.284 -3. Outros -1.114 7.660 2. H.Erros e Omissıes -2.667 144 - I.Saldo 12 360 46 Fonte: FMI.Novembro 2001

Finl‚ndia Sum·rio

III - COM…RCIO EXTERIOR

1. ObservaÁıes gerais

O comÈrcio exterior È vital para a prosperidade e o desenvolvimento econÙmico da Finl‚ndia. Em virtude do amplo comÈrcio exterior da Finl‚ndia, as flutuaÁıes nas condi- Áıes do mercado mundial se refletem com clareza no paÌs. Em 1997, o total de importaÁıes finlandesas atin- giu US$30,6 bilhıes e as exportaÁıes totalizaram US$40,8 bi- lhıes. A balanÁa comercial da Finl‚ndia atingiu um super·vit de US$10 bilhıes. Em 2000, o total das importaÁıes foi de US$ 32, bilhıes e as exportaÁıes atingiram US$ 45,7 bilhıes. A balan- Áa comercial teve um super·vit de US$ 8,8 bilhıes.

ComÈrcio exterior da Finl‚ndia 1994- (US$ milhıes)

2. Parceiros comerciais

O comÈrcio exterior da Finl‚ndia È, por tradiÁ„o, voltado para a Europa Ocidental. Os paÌses da UE absorvem a maior parte das exportaÁıes de mercadorias da Finl‚ndia. No perÌodo 1992-2000 a participaÁ„o mÈdia desses paÌses foi de 51%. Durante o mesmo perÌodo, as exportaÁıes para outros paÌses europeus, inclusive a R˙ssia, perfizeram 24% e para o

restante do mundo, 25%. AtÈ o inÌcio da dÈcada de 1990, o mais importan- te parceiro comercial da Finl‚ndia era a Uni„o SoviÈtica, que absorvia algo em torno de 20% das exportaÁıes finlandesas. Depois do desmantelamento da Uni„o SoviÈtica, o comÈrcio entre a Finl‚ndia e os antigos territÛrios soviÈticos sofreu sig- nificativa reduÁ„o. Muito embora o comÈrcio russo esteja re- cuperando sua import‚ncia, os principais parceiros comerciais da Finl‚ndia s„o a Alemanha, a SuÈcia e o Reino Unido. No que tange a paÌses em desenvolvimento, China, Taiwan, CorÈia, Mal·sia e Hong Kong est„o ganhando proeminÍncia como fon- tes de importaÁıes para a Finl‚ndia. Brasil, ColÙmbia, Chile, MÈxico e Argentina figuram entre os mais importantes parcei- ros comerciais na AmÈrica Latina.

Fonte : Direction of Trade Statistics Ò FMI/

Principais parceiros comerciais da Finl‚ndia em 2000

COM…RCIO EXTERIOR

Imp.(CIF) 22.158 28.121 29.411 29.604 30.903 29.815 32.

Export.(FOB)29.881 40.558 40.725 41.148 43.393 41.983 45.

BalanÁa

Comercial 1.110 5.231 5.003 6.633 7.340 7.661 8.

Fonte: FMI

ExportaÁıes US$ mil(FOB)

Alemanha 5. SuÈcia 4. Reino Unido 4. Estados Unidos 3. BÈlgica-Luxemburgo 2. FranÁa 2. It·lia 2. R˙ssia 1. EstÙnia 1. China 1. PaÌses Baixos 1.

Fonte:Direction of Trade Statistics

Finl‚ndia Sum·rio

3 - ComposiÁ„o

A posiÁ„o setentrional da Finl‚ndia e a falta de recursos energÈticos e matÈrias-primas se reflete na forte demanda que o paÌs gera para um amplo leque de bens impor- tados. Produtos elÈtricos corresponderam a 23% do to- tal importado, em 1999, bem como equipamentos de trans- porte 11%, quÌmicos 10,7%, e m·quinas e equipamentos 10,7%. Quanto ‡s exportaÁıes, a ind˙stria de papel era o setor com maior percentual de participaÁ„o em 1992. Com o r·pido crescimento do setor eletrÙnico na dÈcada de 90 houve uma mudanÁa neste cen·rio, com o setor eletrÙnico passando a ser o maior exportador em 1998. Em 1999, a import‚ncia do setor eletrÙnico continuou a crescer, sendo respons·vel por 28% do total exportado.

ExportaÁıes- por setor 1995 ñ 1999 (FIM milhıes F.O.B.)

ImportaÁıes - por setor 1995 ñ 1999 (FIM milhıes C.I.F)

COM…RCIO EXTERIOR

ImportaÁıes US$ mil(FOB)

Alemanha 5. SuÈcia 4.

3. ComposiÁ„o

PaÌses Baixos 2. Reino Unido 2. Dinamarca 2. Estados Unidos 1. Noruega 1. Jap„o 1. FranÁa 1.

Fonte:Direction of Trade Statistics

Produtos de metal, m·quinas e produtos Ûticos 69.336 78.969 107.871 121.451 124. Produtos da ind. 48.754 44.602 49.847 54.226 54. de papel Produtos quÌmicos 15.877 17.482 16.457 17.010 17. Produtos de madeira 13.451 12.688 14.187 14.249 14. Total, incl. outros 176.021 186.336 212.840 230.569 233. Fonte: Bank of Finland

Bens intermedi·rios 71.397 72.910 67.997 71.709 72. Bens de consumo 25.514 30.897 35.890 40.465 42. Bens de capital 19.660 22.004 41.155 47.285 45. Energia incl. petrÛleo 128.556 141.720 160.996 172.819 176. Fonte: Bank of Finland