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Para se obter uma alta sensibilidade, é preciso que o procedimento seja realizado adequadamente em todas as etapas, indo desde a orientação apropriada das clientes até a interpretação das lâminas. Nesse sentido, o enfermeiro é um dos profissionais que mais pode intervir nesse processo, pois trabalha diretamente com a clientela, podendo fornecer as informações gerais que antecipam o exame e que podem auxiliar em sua melhor realização.
Quando todo esse processo não é satisfatório, podem-se encontrar resultados complementares da citologia e da histologia, para elucidar o resultado. A colposcopia tem assumido um papel intermediário entre a citologia e histologia, funcionando, como um método de rastreamento de patologia cervical(24). Diante desta constatação, tem-se a colposcopia como escolha posterior a um resultado alterado do exame citológico.
O Ministério da Saúde afirma que a colposcopia apresenta alta sensibilidade e baixa especificidade, o que a torna desfavorável como primeira escolha para método diagnóstico do CCU, visto que proporciona uma alta taxa de sobrediagnóstico e sobretratamento das mulheres(6).
Fonte: LIMA, Thaís Marques et al. Análise da capacidade diagnóstica dos exames preventivos do câncer de colo uterino. Acta Paulista de Enfermagem, v. 25, p. 673-678, 2012.
A colposcopia é uma técnica baseada na exploração amplificada dos epitélios do colo do útero, vagina e vulva, cujo o objetivo fundamental é identificar as lesões invasivas ou precussoras de câncer. O termo colposcopia foi introduzido pelo próprio Hinselmann, derivado da palavra kolpos, que significa vagina, e skopeo, que significa olhar com atenção. Essa visualização será possível através da aplicação de dois reagentes químicos, o ácido acético e o iodo, respectivamente. Os principais achados colposcópicos anormais são: Epitélio acetobranco plano ou micropapilar, pontilhado, mosaico, leucoplasia, zona iodo negativa, vasos atípicos. Os exames citológicos, colposcópicos e histológicos são complementares e formam a base do diagnóstico de lesão do colo uterino.
Fonte: FREIRE, Guilherme Gomes et al. A COLPOSCOPIA NO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE COLO UTERINO: UMA REVISÃO DE LITERATURA.
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