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Quais os tipos de citocinas encontrados e qual o papel das citocinas em nosso corpo?

Exercício avaliativo, questão de
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3 respostas

há quase 5 anos
Jbaldez.rb-avatar
As Citocinas são proteínas que as células produzem e agem enviando sinais entre diferentes tipos de células, dependendo das necessidades do nosso corpo. Essas proteínas de baixo peso molecular atuam por meio de interações complexas entre diferentes tipos de células, e fazem parte do sistema imunológico, e seu funcionamento é o seguinte: Imagine uma pequena molécula, que é produzida por uma célula que recebe um estímulo. Esta molécula viaja para seu receptor (encontrado em outra célula) para entregar um sinal ou mensagem (esses receptores são encontrados nas membranas celulares). Esta segunda célula dará uma resposta e, a partir daí, começa uma cascata de transdução de sinal intracelular. Esta cascata irá desencadear uma resposta biológica específica. As citocinas são moléculas muito diferentes e muito complexas, embora compartilhem uma série de características. Como parte do sistema imunológico, são produzidos principalmente por macrófagos, que são moléculas essenciais do sistema imunológico inato. Lembremos que o sistema imunológico inato é aquele que faz com que as células reconheçam os patógenos de forma genérica e os ataquem. Se falamos sobre o sistema imunológico específico, as células T auxiliares são responsáveis ​​pela produção de citocinas. O sistema imunológico específico é aquele que, como o próprio nome indica, possui especificidade; ou seja, as células atacam especificamente receptores de patógenos específicos. A produção de citocinas é relativamente breve (transitória) e depende da duração do estímulo (ou seja, o patógeno no caso de macrófagos e células T). ​
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thiago-goncalves-rebelo-2-avatar
citocinas são glicoproteínas de baixo peso molecular que atuam na intercomunicação celular. São importantes na estimulação e supressão dos eventos da resposta imune, desencadeando e coordenando a resposta inflamatória, assim como os processos de cicatrização e remodelação tecidual. No colesteatoma já foram observadas as seguintes citocinas e fatores de crescimento: IL-1, IL-6, IL-8, TNF-±, TGF- ±,TGF-², EGF e KGF. ​ As citocinas são proteínas produzidas pelas células em resposta ao processo inflamatório e atuam modificando as suas próprias características e das células adjacentes. Muitas delas já foram estudadas e definidas, umas causando vasodilatação, outras, osteólise, outras, migração de mastócitos e/ou de células epiteliais, e ainda, formação de tecido de granulação. Esta interação entre as citocinas acaba sendo, ao mesmo tempo, causa e efeito do comportamento agressivo do colesteatoma. ​ Atualmente o termo citocina é usado como um nome genérico para um grupo diverso de proteínas e polipeptídios solúveis que agem como reguladores humorais em uma pequena concentração. ​ As citocinas são também chamadas de citoquinas, linfocinas, monocinas, imunotransmissores, imunocitocinas, quimiocinas, interleucinas e interferons. ​ Algumas citocinas compartilham a capacidade de estimular o movimento leucocitário (quimiocinese) e o movimento dirigido (quimiotaxia) e têm sido coletivamente chamadas “quimiocinas”, uma contração de citocinas quimiotáticas. ​ Diferentes citocinas compartilham as mesmas propriedades, as quais foram denominadas de propriedades gerais, que são:
  1. As citocinas atuam sobre muitos tipos celulares diferentes.
Esta propriedade é chamada pleiotropismo.
  1. As ações das citocinas costumam ser redundantes. Muitas
funções originalmente atribuídas a uma citocina têm provado ser propriedades compartilhadas de várias citocinas diferentes. Esta observação tem sido reforçada pelo estudo de camundongos submetidos a processo de eliminação gênica e que não possuam genes para citocinas em particular e ainda assim exibem apenas anormalidades sutis de suas respostas imunes.
  1. As citocinas costumam influenciar a ação de outras
citocinas. Duas citocinas podem interagir antagonizandose, produzindo efeitos aditivos ou, em alguns casos, produzindo efeitos maiores que os antecipados ou até peculiares, um tipo de interação comumente denominado sinergismo.
  1. As citocinas costumam influenciar a síntese de outras
citocinas, levando a cascatas nas quais uma segunda ou terceira citocina possa mediar os efeitos biológicos da primeira citocina. A capacidade da citocina de potencializar ou suprimir a produção de outras pode proporcionar importantes mecanismos regulatórios positivos e negativos para respostas imunes e inflamatórias.
  1. As citocinas, como outros hormônios polipeptídicos,
iniciam sua ação por ligação a receptores específicos de membrana na célula-alvo. Os receptores para citocinas costumam mostrar afinidades muito altas por seus ligantes. Em conseqüência, apenas quantidades muito pequenas de uma citocina precisam ser produzidas para desencadear um efeito biológico.
  1. As ações das citocinas podem ser locais ou sistêmicas. A
célula-alvo pode ser a mesma célula que secreta a citocina (ação autócrina ou intracelular), uma célula vizinha (ação parácrina ou intercelular). Quando produzidas em grandes quantidades, as citocinas podem entrar na circulação e agir à distância do sítio de produção (ação endócrina). Para muitas células-alvo, as citocinas atuam como reguladoras da divisão celular, isto é, como fatores de crescimento. ​ No colesteatoma já foram observadas as seguintes citocinas, fatores de crescimento e receptores: IL-1, IL-6, IL8, TNF-±, TGF- ±,TGF-², EGF, EGF-R, KGF e KGF-R. Porém, não há uma concordância entre os autores sobre a imunolocalização de uma mesma citocina. Não há apenas uma citocina responsável para cada característica do colesteatoma, como reabsorção óssea, invasão, angiogênese. O que existe é um sinergismo entre as diferentes citocinas resultando nestas características agressivas do colesteatoma. ​ Fonte: ALVES, Adriana Leal; RIBEIRO, Fernando de Andrade Quintanilha. O papel das citocinas no colesteatoma adquirido da orelha média: revisão da literatura. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, v. 70, p. 813-818, 2004. ​ ​