Anelídeos
Então, dentre os animais invertebrados ainda, nós vamos ter os anelídeos.
Os anelídeos, que têm, dentro do grupo deles, as minhocas, que já foi questão da prova do Inep, abordando a parte ecológica.
Então, nós vamos ver as características anatômicas, estruturais e, principalmente, as novidades evolutivas do grupo, mas sem perder também o aspecto ecológico, porque afinal de contas, isso interessa bastante para o Enem.
Bom, os anelídeos possuem metameria homômera.
Isso significa dizer que o corpo é segmentado em anéis e esses anéis são todos iguais.
Eles possuem a mesma constituição interna.
São animais triblásticos.
Lembra o que significa dizer triblásticos?
Significa dizer que têm três folhetos embrionários.
Triblástico ou tridérmico.
O folheto mais externo, que é ectodérmio, o mais interno, que é a endo, e o do meio, que é meso.
Além disso, esses carinhas simpáticos inauguram um grupo diferente do que a gente já tinha estudado, que são os animais celomados.
Significa dizer que esses animais têm uma cavidade interna corporal que é revestida por dentro e por fora de mesoderme.
O celoma lá na frente, em animais vertebrados, vai dar origem à cavidade gástrica intestinal.
Bilateral não é novidade evolutiva.
Foi no grupo dos platelmintos.
Possuem simetria, portanto, os dois eixos corpóreos são idênticos.
São animais que podem viver tanto na terra quanto aquáticos, embora os aquáticos sejam pouco conhecidos.
Inclusive espécies marinhas, como é o caso dos nereis.
Além disso, gente, a epiderme das minhocas, dos anelídeos, de uma forma geral, são uma epiderme fina, lisa e que secreta muco.
Porque afinal de contas, esse animal se movimenta dentro do solo, se rastejando.
Então o muco é importante para a lubrificação do corpo e também facilitar esse animal de se mover durante a escavação que ele faz embaixo do solo.
E além disso, essa epiderme, que é fina e lisa, ela vai ser recoberta por uma cutícula, tornando esse grupo impermeável tanto à saída de água do corpo, evitando portanto, desidratação, quanto à entrada de água.
O que faz com que eles consigam, por exemplo, se desenvolver em ambientes aquáticos e também marinhos.
Bom, são organismos dentritivos.
Para quem não lembra, dentritivos são todos aqueles animais, ou qualquer tipo de organismo, por exemplo, fungos e algas podem ser dentritivos também, que se alimentam de cadáveres ou restos de matéria orgânica em decomposição.
Portanto, as minhocas são os grandes decompositores invertebrados de solo.
Elas promovem lá o processo de ciclagem dos nutrientes que estão contidos nos cadáveres, tanto vegetal quanto animal, que esses animais encontram e consomem.
Portanto, animais dentritivos são aqueles que se alimentam de restos de matéria orgânica em decomposição, ou seja, de carcaças de outros animais
e de plantas também.
O tubo digestivo é completo, formado com a boca e com o ânus e como novidade evolutiva, nós temos duas compartimentações do sistema digestório, que é o papo, o local que serve para armazenamento de alimentos, e a moela.
A moela é um órgão digestório muscular, não é?
Que promove uma digestão mecânica.
Papo e moela surgiram em anelídeos, está bem presente no grupo das minhocas, por exemplo, vão desaparecer e vão surgir de novo lá nas aves.
Aves também vão ter papo e moela.
Você, inclusive, já deve ter ouvido falar dos miúdos da galinha.
Os miúdos são o papo, moela e outros órgãos.
Respiração através da pele, portanto, cutânea ou, quando esses animais vivem em água, pode ser branquial.
E a excreção vai ser por nifrídios.
Nifrídios são, não é?
Aquele sistema excretor que ainda é um sistema excretor primitivo, mas já é assim, uma maneira muito eficaz de lidar com esses compostos nitrogenados.
Além disso, pessoal, dentro do grupo ainda dos anelídeos, o sistema circulatório vai ser fechado, ou seja, o sangue circula dentro de vasos sanguíneos, e as minhocas têm hemoglobina, que é o mesmo pigmento de transporte de gases de mamíferos.
De vertebrados, de uma maneira geral.
Ou seja, a minhoca sangra e o sangue dela é vermelhinho que nem o nosso.
Sistema nervoso é do tipo ganglionar, lembra?
As células nervosas, elas se reuniram formando um gânglio nervoso.
E ainda podem ser animais monóicos, ou seja, bem comum entre as minhocas, um único indivíduo ter tanto a estrutura reprodutiva masculina quanto a feminina.
Ou ainda tem algumas espécies que a gente possui macho e fêmea com sexos separados.
Esse termo monóico, antigamente nós chamávamos de hermafrodita.
Então a minhoca, ela pode desenvolver tanto a estrutura reprodutiva sexual masculina quanto a feminina.
Inclusive, quando ela vai se reproduzir, ela pode tanto ser copulada como fêmea quanto, ao mesmo tempo, ela copular uma outra minhoca, como macho.
Ela pode engravidar e ser engravidada ao mesmo tempo.
É muito doido, as minhoquinhas.
Bom, outra coisa que pode aparecer, quem são os representantes.
Então, não são só as minhocas.
Elas são as mais conhecidas, mas lembrem-se que a gente também tem aqueles parasitas externos, principalmente de gado, de caprinos equinos e bovinos, mas também pode acontecer em cães, gatos, em pet, até mesmo na gente, que são as sanguessugas.
Quando a gente vai tomar um banho lá no rio, no açude, local de água parada, principalmente, pode ser que a gente encontre representante da classe dos anelídeos, que são as sanguessugas.
Então as sanguessugas também são representantes da classe dos anelídeos.
Beleza, gente?
Bom, agora eu trouxe para vocês uma imagem para a gente analisar as estruturas internas de uma minhoca, porque vai que aparece isso no Enem, e a gente está já precavido.
Olha só que interessante, gente.
Lembrem que ela tem uma camadinha, chamada de cutícula, que torna a pele desses animais impermeável.
Lembra que a pele é fina, portanto é uma única camada epidérmica.
Ela também vai ter lá os vasos dorsais e o cordão nervoso é no ventre, na parte da barriguinha.
Como ela tem vaso dorsal, a gente tem que lembrar que o sistema circulatório da minhoca é fechado.
O sangue circula, portanto, dentro de vasos.
Lembra que eu falei de uma novidade evolutiva chamada celoma?
Olha só: celoma é essa cavidade, gente, revestida tanto por dentro, aqui, quanto por fora, que a gente não consegue ver porque está.
Aqui que está o celoma, olha.
Então, a gente tem o seguinte: a gente tem essa cavidade aqui, olha, revestida por dentro e por fora, só que não está visível aqui, também é de celoma.
Revestido por mesoderme.
Então, celoma é cavidade revestida interna e externamente pela mesoderme, está?
Então não esqueçam que o celoma é revestido pela mesoderme, que é aquele folheto embrionário do meio.
Lembra que são animais homômeros, ou seja, possuem o corpo segmentado em anéis, por isso anelídeos.
E os aneizinhos são iguais, então tudo o que a gente está vendo aqui, também vai ter nesse anel, que vai ter no outro, que vai ter no outro, e por aí vai.
Nifrídio como sistema excretor; já é um sistema excretor um pouco mais complexo.
Ela não possui um cérebro, mas possui reunião de estruturas nervosas, que a gente chama de cérebro gangleóide.
Tem a boquinha na porção anterior, e o ânus na porção posterior.
Percebam que as estruturas que estão contidas aqui, a gente vai encontrar lá, nos anéis finais também.
Uma outra característica marcante do grupo é, percebam que tem um anelzinho em branco modificado, que a gente chama de clitelo.
Clitelo, na verdade, é um casulo, uma bolsinha onde as minhocas guardam os ovinhos de minhocas.
Esse casulinho, esse clitelo, ele vai se mexendo, vai se deslocando ao longo do corpo da minhoquinha, até ser descartado no ambiente.
Daí a gente vai ter lá uma bolsinha de minhoca descartada no ambiente, onde dentro dessa bolsinha nós vamos ter lá centenas de milhares de filhotinhos de minhoca.
Não se esqueçam disso.
O papo e a moela; papo para armazenamento, moela para trituração.
O cordão nervoso, ele é ventral, próximo à barriga.
Não confundir com cordão nervoso dorsal.
O que é dorsal, são os vasos sanguíneos.
Um conhecimento popular que não é verdadeiro, é que dizem que se a gente cortar uma minhoca, que a gente pode cortar uma minhoca, utilizar um pedaço e devolver o outro para a natureza, que ela se regenera.
Não, não é verdade.
Se a gente cortar uma minhoca, nós vamos ter duas metades de minhocas mortas.
A minhoca não se regenera, está, gente?
Isso é uma fábula, uma crendice popular, que não é o que acontece na verdade.
Beleza?
Então, de características anatômicas da minhoca, se aparecer ou de novidades evolutivas, a gente tem condições de responder qualquer questão.
Também tem a parte ecológica, que a minhoca, ela é na verdade, um grande decompositor da natureza.
As minhoquinhas, elas deixam o solo nutrido, aerado e hidratado, porque quando ela se locomove no solo, ela abre túneis por onde entrarão a água e o ar, deixando nutrido e aerado.
E também, junto com a água, entra nutriente.
Então, minhoca é tudo de bom, se você quer ter uma plantação saudável.
Além disso, a minhoca produz lá no seu cocozinho, um adubo orgânico muito bom, que a gente chama de húmus.
É um fertilizante natural, muito bom, e indicado para todos os processos de cultivo de plantas, está, gente?
Então, pode ser que apareça também alguma coisa relativa às propriedades ecológicas que as minhocas apresentam.