Anfíbios
No grupo dos anfíbios, a gente tem aqueles animaizinhos simpáticos conhecidos como sapos, pererecas, rãs e outros que não são tão conhecidos assim como, por exemplo, a cobra-cega, que não é nem cobra nem cega, e também as salamandras, que são praticamente os sapinhos do hemisfério norte-americano, beleza?
Então, o Enem pode perguntar alguma coisa relativa às características evolutivas e também alguma coisa na parte ecológica, beleza?
Então acompanha aqui comigo, olha só.
Os anfíbios, gente, são os primeiros vertebrados a sair da água.
Ainda dependem dela diretamente para reprodução e para comer, principalmente, não é?
Mas reproduzir muito mais.
Mas eles já conseguiram conquistar o ambiente fora da água, então são os primeiros vertebrados a sair da água, embora, eu tenho que destacar isso para vocês, ainda dependam da água para a reprodução.
Bom, o que mais?
Os anfíbios também são animais que possuem dois estágios de vida, por isso que o nome é anfíbio.
Anfi significa dois, bio é vida.
Eles vivem tanto dentro da água, quando são uma larvinha que a gente chama de girino, quanto fora da água, não é?
Sendo um sapinho, uma rã, uma perereca e tudo o mais.
Então, eles também possuem metamorfose, ou seja, uma fase dentro da água de girino e a outra fase fora da água de adulto.
Esse estágio larval do tipo girino vai ter características anatômicas, morfológicas e também fisiológicas distintas daquelas características dos indivíduos que saíram da água.
É meio óbvio a gente pensar isso.
Por exemplo, quem está dentro da água vai ter que respirar por brânquia, não vai conseguir respirar por pulmão nem por pele.
Já quem está fora da água não respira por brânquia, tem que respirar ou por pulmão ou por pele ou pelos dois.
Quem está dentro da água vai ter um tipo de excreção, não é?
Vai secretar um determinado composto nitrogenado.
Quem está fora da água, pode se dar ao luxo de secretar um composto nitrogenado, por exemplo, mais concentrado.
Então, são essas coisas que o Enem pode exigir da gente.
O girininho vai ter a respiração branquial, porque, afinal de contas, ele está dentro da água.
Já o sapinho, as pererecas ou as rãs, não é?
Que são os principais representantes dos anfíbios que a gente conhece, embora existam outros, vão ter respiração cutânea,
através da pele, e pulmonar.
Então gente, eu já ouvi falar de pessoas que jogam sapo no sal, por exemplo, para que eles parem de coaxar, que é o barulho que o sapo faz, porque dizem que o sapo coaxa quando vai ter chuva.
Quando a gente joga sal neles, a gente desidrata a pelezinha deles, é uma pele lisa e bem fininha.
Desidratando essa pele, o animal não consegue respirar.
É a mesma coisa que acontece quando a gente joga sal na lesma, ela também não consegue respirar.
Logo, esses animais morrem da pior forma que alguém pode morrer, que é por falta de oxigenação, por falta de respiração.
Portanto, parem de jogar sal em rã, em sapo, em tudo o que a gente vê, tá?
Vamos parar com esse espírito que a gente tem de querer matar coisas que a gente não conhece ou simplesmente não tem um apreço maior, beleza gente?
O sistema circulatório deles é duplo, porém incompleto.
Duplo, porque passa duas vezes pelo coração.
Incompleto, porque ocorre a troca, não é?
A mistura do sangue arterial com o sangue venoso.
Portanto, o coração, ele é tri, está?
Três vezes, tricavitário.
Dois átrios e um ventrículo, portanto três cavidades.
Além disso, como eu comentei com vocês, a pele deles é nua, como assim a pele deles é nua?
Não tem recobertura, não tem penas, por exemplo, que nem nas aves, não tem pelos, por exemplo, que nem nos mamíferos, e também não tem escamas, como por exemplo, nos peixes e nos répteis.
Portanto, a pele deles é nua, sem nenhum tipo de estrutura dérmica associada.
Nua e lisa, não é?
Delgada, fininha e úmida, com glândulas que podem secretar tanto o muco, para que eles se tornem facilmente locomovidos em água, e também veneno, porque esses animais, eles ocupam uma posição bem privilegiada nas teias e cadeias alimentares.
Geralmente sapos, anfíbios de uma maneira geral, não é?
Comem larvinhas de outros peixes e também larvinhas de outros insetos.
Mas existem predadores aéreos, não é?
Como a coruja, o gavião ou até mesmo cobra.
Cobras, não é?
Lagartos, que podem se alimentar de anfíbios, então eles são fundamentais para manter o equilíbrio das teias e cadeias ecológicas, principalmente quando a gente fala de ecossistemas aquáticos, tá?
Lagos, rios.
No mar não, não é?
Porque a pele deles desidrataria na água salgada.
Além disso, a excreção vai variar de acordo com o estágio de vida, como eu comentei com vocês.
O girino, como está dentro da água, ele pode secretar a mesma coisa que o peixe, que é amônia, aquele cheiro característico de peixe, lembram?
Eu sempre associo amônia a demônia, porque é um cheiro muito ruim, tá?
Então amônia é excretado por peixes que estão dentro da água e também por anfíbios no estágio larval de girino.
Já anfíbios adultos, sapinhos e rãs, por exemplo, vão secretar ureia, a mesma substância que mamífero secreta, então cuidado.
Girino, que é o estágio larval dos anfíbios, secreta amônia.
Amônia é uma substância altamente solúvel e tóxica.
Já os indivíduos adultos vão secretar ureia, que não é tão tóxica assim e até tem uma certa solubilidade em água.
A gente também não pode esquecer que esses animais têm um ritual de corte, de acasalamento bem sofisticado.
Lembrem-se que os sapos coaxam, eles vocalizam e só quem pode fazer isso são os machos para atrair a fêmea, só que olha que interessante.
Toda vez que um macho coaxa, toda vez que o macho vocaliza para atrair uma possível parceira sexual, ele acaba também fazendo o que gente?
Ele acaba também atraindo a atenção de predadores, ele acaba denunciando a sua posição.
Então o sapo, ele vive meio que uma dicotomia.
Ou ele canta para atrair, canta não, não é?
Ou ele coaxa para atrair sua fêmea e garantir, portanto, não é?
O seu ciclo reprodutivo.
Mas, ao mesmo tempo, ele está expondo a sua geolocalização, sua referência em um determinado ecossistema, atraindo assim, por exemplo, cobras, lagartos ou até mesmo aves que possam se alimentar desses animais.
Então, embora seja muito perigoso, ele acaba se arriscando porque, não é?
Afinal de contas, é assim que esse animal evoluiu através do seu ciclo reprodutivo.
Gente, eu trouxe aqui para vocês, mais para caráter informativo olha, os principais grupos de anfíbios.
O Brasil é o país no mundo que tem a maior diversidade biológica de anfíbios, pelo menos registrados, não é?
Pode ser que não registrados possuam outros, tá?
Mas a gente tem basicamente aqui olha, sapinhos, sapo, perereca e rã, pertencem ao grupo dos anuros, ou seja, animais que não têm cauda.
A é não, nuro é cauda, então são anfíbios que não possuem cauda.
Esses são os urodelos, ou seja, possuem cauda, não é?
Salamandras, por exemplo, que são os sapinhos da América do hemisfério norte, que eu comentei com vocês.
E essa daqui quem é?
Pois é, essa aqui é a cobra-cega, que de cobra não tem nada.
Ela não é um réptil pessoal, ela é um anfíbio do grupo dos apodos.
Apodo significa dizer que não tem pés.
Por que ela é chamada de cobra?
Porque como ela tem um hábito de andar cavando túneis, os olhos são vestigiais, tá?
Não é que ela é cega, cega é uma pessoa que tem olhos e não enxerga.
Ela não, ela tem olhos vestigiais, é diferente.
Mas não se esqueçam que a cobra-cega não é cobra, é um representante da classe dos anfíbios.
A gente está bem servido de características evolutivas, anatômicas, morfológicas e também fisiológicas dos anfíbios.