Fungos
A biologia de fungos realmente é um assunto que o Enem gosta.
A primeira coisa que a gente tem que ter em mente ou levar em conta, digamos assim, é que uma célula de um fungo é uma célula eucariótica, ou seja, tem todas aquelas estruturas que a gente encontrava naturalmente em outras células eucarióticas, por exemplo, em animais ou até mesmo plantas.
Claro, com as suas particularidades.
Então, por se tratar de um organismo heterotrófico eucarioto, ou seja, tem núcleo separando os ácidos nucleicos, lá o DNA e o RNA, do resto da célula e também por ter uma alimentação heterotrófica, ou seja, não é capaz de formar o seu próprio alimento, os fungos são absorvedores, ou seja, decompositores extracelulares.
Deixa eu tentar traduzir isso para vocês.
Na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma.
E quem transforma os nutrientes?
Quem transforma os componentes químicos?
São principalmente fungos.
Junto com as bactérias, é claro.
Mas, em se tratando da matéria vegetal por exemplo, os fungos têm um papel de destaque nesse sentido.
E o Enem gosta disso e já cobrou isso, inclusive.
O que acontece com a taxa de oxigênio próximo ao solo depois que a gente derruba uma árvore?
Bum!
Como o fungo é um organismo heterotrófico, ele vai degradar aquela árvore lá.
E como ele usa o oxigênio para isso, a taxa de oxigênio próximo do solo reduz, não é?
Ele vai consumir aquele oxigênio lá, próximo solo, para conseguir degradar árvores caídas em florestas, por exemplo.
E de que forma se faz isso?
Através da absorção das suas hifas, que são estruturas que os fungos têm que auxiliam eles nesse processo.
Beleza?
Podem ser unicelulares, por exemplo, as leveduras que são fungos, que a gente usa muito na indústria, ou também pluricelulares, por exemplo, como os cogumelos que a gente usa também na gastronomia.
Além disso, os fungos geralmente vivem em colônias.
É difícil de ver um fungo vivendo isoladamente.
E através das suas hifas, que são estruturas que formam o corpo de frutificação de um fungo, vão formar o micélio.
Micélio ou corpo de frutificação é a mesma coisa.
Geralmente quando a gente tiver na natureza um cogumelinho, a gente fala: ah, olha lá um cogumelo!
O cogumelo nada mais é do que as hifas que estão entrelaçadas formando o cogumelo.
Cogumelo é o nome popular.
Mas a gente chama isso de micélio ou corpo de frutificação, está?
E a prova pode pegar a gente nos detalhes.
A estrutura visível, que fica para fora do solo dos cogumelos é, na verdade, o que?
Na verdade é o micélio ou corpo de frutificação, que nada mais é do que as hifas num estágio emaranhado, enrolado, enosado.
A gente vai ver isso mais para a frente.
Além disso, lembra que eles são heterotróficos, não é?
Então eles não têm clorofila, eles não fazem fotossíntese.
Algumas pessoas tendem a comparar fungos com plantas.
Mas são totalmente distintos, gente.
Os fungos, pasmem, são mais aparentados com animais, com células animais, do que com propriamente as plantas, está?
Então
eles não têm clorofila.
Também não têm parede celular, celulose que nem as plantas.
A parede celular dos fungos é de quitina.
Mesma estrutura encontrada nos exosqueletos dos artrópodes, lembra que é um polissacarídeo de estrutura, a quitina.
E também os fungos, alguns, podem fazer associações ecológicas como as micorrizas.
Micorrizas são fungos que são encontrados nas raízes vegetais, que fornecem, por exemplo, hidratação para a planta reter aquela água que ela precisa para o metabolismo dela.
Em contrapartida, a planta também fornece um local onde é possível o fungo se desenvolver.
E também a gente tem os líquens, não é, gente?
Algumas pessoas ainda confundem liquens, que são uma associação entre fungos e algas, com as briófitas que é um musguinho.
Musgo, gente, é aquele tapetinho, digamos assim, que parece uma grama sintética que fica sobre a pedra.
Aquilo é um musgo; líquens dão nos troncos das árvores, podem dar em lagos, em água parada.
Líquen parece tipo um cabelinho verde.
Quando a gente passa na água, assim, um palito, e sai um cabelinho verde, aquilo é o líquen.
Está?
Ou na casca das árvores, não é?
Que ele pode ter coloração variada, variando aí do verdinho ao azulado, podendo até ser rosa ou vermelhinho.
Então líquens são associações ecológicas que os fungos fazem com as algas.
Qual o benefício que o fungo tem, fazendo essa associação com a alga?
A alga fornece ao fungo carboidrato, açúcar, através da fotossíntese.
A alga é um organismo fotossintetizante.
E o fungo?
O que que ele fornece para a alga?
Ele fornece um ambiente que é propício para o desenvolvimento da alga.
Um ambiente rico em água, por exemplo, não é?
As hifas têm um poder de reter água muito grande.
Então as algas se aproveitam da água fornecida pelas hifas, porque a água é essencial para as algas viverem, não é?
Então, tem espécies que vivem em associação ecológica, por exemplo, em raízes de plantas ou em associação com algas, que são os líquens, mas também existem as causadoras de doenças.
Por exemplo, a candidíase, que é muito comum nas meninas, é uma doença sexualmente, uma infecção sexualmente transmissível.
Ou a criptococose, também é a famosa doença das fezes do pombo, não é?
Além de algumas pragas agrícolas, por exemplo, em plantas também.
Como, por exemplo, no caso da ferrugem.
Então, gente, o fungo tem um modo de vida muito diversificado.
Pode ser sozinho, pode ser em colônia, pode ser em associação benéfica para plantas, pode ser junto com as algas ou pode causar doença também, não é?
No ser humano, em animais ou em plantas.
Ainda, os fungos são popularmente divididos em três grupos.
Isso aqui é um grupo popular.
A gente fala as leveduras, que são fungos unicelulares, por exemplo, responsáveis pelos processos de fabricação de alimentos.
Os bolores, que são aqueles funguinhos que estragam o pão, aquele bolorzinho, o pão fica embolorado, a gente fala isso, que é aquele fungo mais esverdeadinho.
E os fungos carnosos, que têm também uma importância econômica e gastronômica, lá, que são fungos usados, por exemplo, na alimentação.
Beleza?
Aqui eu trouxe para a gente, olha, dois modelinhos clássicos de fungos.
Isso daqui, gente, são as hifas.
Então as hifas são as estruturas que vão dar origem aos cogumelos, não é?
A gente vai ver depois lá.
Isso aqui vai se emaranhar embaixo do solo, e o que sai para fora do solo é a hifa, da forma condensada.
O que a gente chama de cogumelo é o corpo de frutificação ou micélio.
Mas olha que interessante.
Cada uma disso aqui é uma célula da hifa.
Percebam que algumas hifas têm dois núcleos por célula.
Em contrapartida, algumas hifas não têm separação.
Não têm parede celular separando uma célula da outra, está?
Então, cuidado.
Porque algumas hifas podem ter uma só, e nós vamos chamar isso de monocóricas, e algumas podem ser duas, dicóricas.
Ou monocariótica e dicariótica.
Também pode ser assim, está?
Além disso, essas que têm separação, nós vamos chamar de hifas septadas.
Tem um septo separando.
E essas daqui, de aceptadas.
Beleza, gente?
E aqui?
Que é isso aqui?
Parece um feijãozinho, que está nascendo outro, que está, não é?
Isso daqui, gente, é o levedo, são as leveduras.
Não se esqueçam que leveduras são funguinhos fermentadores, está?
Então, leveduras fermentadoras.
Elas fazem a fermentação.
E, por fazer a fermentação, elas são usadas em vários processos industriais, por exemplo, fabricação de pães e bebidas.
Ela é a responsável direta por crescer a massa dos pães, porque ela libera C O dois, não é?
No seu processo de fermentação, e esse C O dois, quando ele vai tentar sair de dentro da massa do pão, ele sobe em direção ao ar atmosférico, e ele leva junto, a massa.
Por isso que o pão cresce.
Fabricação de pães e de bebidas.
O que que ela fornece?
Ela fornece, além do álcool, porque ela faz a fermentação alcoólica, ela também fornece a espuma.
A espuma da cerveja é o C O dois liberado pelo levedo que deu origem à cerveja.
Então, cuidado com isso, porque leveduras são fungos unicelulares fermentadores usados na fabricação de pães e de bebidas.
O Enem adora esses processos de biotecnologia que envolvam microrganismos, por exemplo, os funguinhos.
Está, gente?
E, para finalizar, eu trouxe aqui para vocês justamente o micélio ou o corpo de frutificação de um fungo, que é isso daqui que a gente vê.
Então as hifas, formando o micélio, estão para baixo do solo, não é?
Aqui está o solo, olha, essas daqui são as hifas, gente.
Deixa eu até trazer esse nomezinho aqui para vocês, olha.
O que que acontece com as hifas?
Bom, elas vão se enovelando, vão se emaranhando, perceba que aqui eu tenho um conjunto de hifas, que forma o micélio.
Quando este micélio sai para fora do solo, nós chamamos popularmente de cogumelo.
Mas o cogumelo também pode ser chamado de corpo de frutificação.
O que que seria o corpo de frutificação?
Seria a estrutura responsável por produzir as células que deram origem a outros fungos.
Como se fosse o corpo de frutificação estão para os fungos, assim como as flores estão para as plantas que têm flor, não é?
Para as angiospermas.
Porque são as estruturas responsáveis pela reprodução.
E aí, olha que o interessante: aqui embaixo desse chapeuzinho de cogumelo, ele vai liberar várias estruturinhas, assim, olha.
Pretinhas, não é?
Que que são isso aqui?
Esses são os esporos do fungo.
É por isso que o fungo se reproduz.
Esporos.
Percebam, lá, novamente, que eu tenho lá, nesse caso, uma hifa septada, porque ela tem esse septo que divide uma da outra, e nesse caso a gente tem hifas com dois núcleos.
Então são dicarióticas ou dicóricas, lembra?
Dicarióticas, porque têm dois núcleos.
Se a gente pegasse uma dessa aqui só, ah, essa aqui só tem um núcleo.
Essa aqui seria monocariótica.
Monocariótica.
Cariótica vem de carioteca, não é?
Que são essas aqui, por exemplo.
Se cair alguma coisa de biologia de fungos, vocês têm todas as condições de resolver a questão.