Platelmintos
Dando sequência, então, ao estudo evolutivo dos organismos invertebrados, a gente cai no grupo das planárias, o grupo dos Platelmintos.
Esse grupo é muito importante, é um marco evolutivo, porque aqui surgirão várias características que vão permanecer, inclusive até mesmo na gente.
Os Platelmintos, gente, são conhecidos como os vermes achatados dorsoventralmente.
Por que isso?
Porque eles têm o formato de lâmina.
Pensem numa minhoca que a gente apertou a minhoquinha, esmagando-a.
Platelmintos têm esse aspecto de verme achatado dorsoventralmente, ou seja, o dorso e a barriga são muito próximos.
É um verme achatado, portanto.
Então essa é uma característica muito importante.
Ele difere, por exemplo do próximo grupo, que é o grupo dos Nematelmintos, justamente porque Platelminto é achatado, e Nematelminto é cilíndrico.
Triblástico, isso é uma novidade evolutiva que surgiu nesse grupo e vai permanecer para todo mundo, significa dizer que ele tem os três folhetos embrionários ectoderme, ectoderme, mesoderme, que é o folheto do meio, e a endoderme, que é o folheto mais interno.
Embora ele tenha esses três folhetos, a ecto, a meso e a endo, o celoma, que é uma cavidade revestida pela mesoderme, tanto interna quanto externamente, não é presente.
Então ele sim, é o primeiro animal evolutivamente a ter três folhetos, mas não chega a formar celoma.
Por isso que a gente chama de acelomado, beleza?
Ele possui simetria do tipo bilateral, ou seja, os dois lados do corpo são exatamente idênticos morfologicamente, olhando de fora, que nem a gente, um braço para cada lado, um olho para cada lado, uma perna para cada lado.
Então esse inaugura, esse grupo dos Platelmintos, inaugura o que a gente chama de grande grupo dos bilaterais.
A partir de agora, todo mundo vai ter simetria bilateral, assim como todo mundo também vai ser triblástico.
Além disso, eles vivem em solos úmidos ou em água doce, ou seja, já começa aquela transição de sair totalmente de dentro da água.
Raramente são marinhos, embora existam espécies.
Geralmente, quando a gente estuda Platelmintos, a gente estuda aquelas parasitas que podem
causar alguma doença no ser humano.
Mas existem, e inclusive é a sua grande maioria, animais de vida livre que estão soltos na natureza, cumprindo o seu papel e função ecológica estabelecidos pela evolução.
A respiração desses animais se dá através da pele, a gente diz que a respiração deles é do tipo cutânea, tal como é a dos anfíbios, por exemplo.
Ou ainda, existem algumas espécies, que são parasitas intraintestinais, que não respiram.
Nós chamamos isso de anaeróbicos, não usam o ar oxigênio.
Nós também vamos ter esses animais com o tubo digestivo sendo incompleto, ou seja, o que significa dizer isso?
Geralmente o tubo tem uma cavidade em que entra o alimento, e uma cavidade em que sai o alimento.
Geralmente o alimento entra pela boca e sai pelo ânus.
Esse grupo não vai ter ânus.
O alimento entra pela boca, vai para o esôfago, vai para estômago, vai para o intestino, sofre os processos de digestão, e na hora de eliminar, esses animais eliminam as suas excreções pela pele.
É como se eles transpirassem xixi e cocô.
Pois é, e ainda a gente reclama da nossa vida, não é, pessoal?
Eles têm um sistema excretor que a gente chama de células flama, ou seja, Platelmintos têm um sistema excretor formado por célula flama.
Isso aqui já caiu várias vezes no vestibular.
Não caiu ainda na prova do Enem.
Mas se aparecer algo referente ao sistema excretor, muito provavelmente a resposta é célula flama.
E aí tem um mnemônico que eu adoto para lembrar os alunos de como isso acontece.
O mnemônico é o seguinte: eu sei e você não sabe, por isso você reclama.
Excreção de Platelmintos, quem faz é célula flama.
Novamente: eu sei e você não sabe, por isso você reclama.
Excreção de Platelmintos, quem faz é célula flama.
É uma celulinha que fica flamulando, tremendo e eliminando as excretas, os compostos nitrogenados, o xixi e o cocô, pelos poros cutâneos desse animal é como se ele transpirasse, literalmente, xixi e cocô, está, gente?
Outra coisa, o sistema nervoso deles é do tipo ganglionar, ou seja, possuem já células nervosas, mas essas células nervosas não são difusas, não são espalhadas.
Elas começam a se reunir no que a gente chama de gânglios.
Gânglios nada mais são do que reunião de células nervosas.
Mais para frente, vai se tornar um sistema nervoso complexo, que não é o caso ainda.
Beleza?
Quando a gente fala que têm espécies monóicas e também dióicas, nós estamos querendo dizer o seguinte: existem espécies que, num único indivíduo, podem ter as duas estruturas reprodutivas, tanto macho quanto fêmea, como é nas minhocas, por exemplo.
Já outras espécies de Platelmintos, não.
Eu vou ter o macho e a fêmea lá, separados.
Mas cuidado!
Existem espécies monóicas - antigamente nós chamávamos isso de hermafrodita - e também têm espécies dióicas, macho e fêmea separados.
Os principais representantes para as provas, gente, geralmente é aquele organismo amistoso chamado de planária e também as tênias.
Tênias solium e saginata, que são aquelas que causam a teníase, a solitária, em humanos.
Eu quero mostrar agora a parte anatômica das planárias, porque se aparecer alguma coisa, a gente também tem que estar preparado.
Olha só: nessa região anterior, próximo da boca, lembrando que elas não têm ânus, tubo digestivo incompleto.
Então, a gente tem uma divisão de região anterior, que é próxima da boca, e a posterior, que é próxima ao final do corpo do organismo, próxima da cauda.
Na boca, a gente vai ter essas estruturas que não são olhos, embora lembre muito olhos, não são olhos.
São estruturas que a gente chama de fotorreceptoras.
Elas reagem a estímulos luminosos, somente isso.
Na parte de cima é o dorso, e na parte da barriguinha lá é o ventre.
Lembra que eu falei que eles eram achatados, dorsoventralmente?
Então é aqui que é exercida a pressão de achatamento em direção à barriguinha.
Beleza?
Nessa face dorsal nós vamos ter lá a cavidade gástrica, que é essa dilatação do tubo e uma região cerebelar, que lembra um cérebro muito primitivo.
Percebam que os nervos deles são em gânglios.
E esse cordão nervoso, ele é da parte da barriguinha, gente.
Olha, está aqui, em amarelinho.
O cordão nervoso do tipo ventral, na barriguinha.
Nos próximos grupos o cordão nervoso, ele migra da barriga para as costas e passa a ser um cordão nervoso do tipo ventral.
Além disso, tem uma faringe, que é uma estrutura por onde o alimento entra e essa faringe, ela é protátil, é para fora como se fosse um umbiguinho, por onde esses organismos se alimentam.
A excreção, eu já tinha comentado, é através de protonefrídios, vocês devem lembrar que são as células flama.
É a célula flama que vai eliminar os resíduos metabólicos desses animais.
Beleza, gente?
Então, se aparecer alguma questão que pergunte algumas das características evolutivas, a gente já viu ali em cima, e as características anatômicas, estruturais, a gente está vendo agora.