Composição do Núcleo Celular
Uma das coisas mais legais quando a gente estuda o núcleo celular é o desenvolvimento da microscopia, isso possibilitou com que a gente conseguisse identificar melhor as estruturas que compõem o núcleo.
Para a gente lembrar do núcleo celular, a gente tem que primeiro visualizá-lo de uma maneira geral, mais ampla, não é?
Então, o núcleo, geralmente, gente, claro que isso varia de célula para célula, não é?
Geralmente o núcleo está depositado numa região próxima da base das células, do que propriamente do ápice das células.
Então, geralmente o núcleo tem uma disposição mais próxima à base, está?
Aqui está a base da célula, que a gente chama de base mesmo, não é?
Ou lado basal.
E aqui seria o ápice ou lado apical, está?
Da célula.
Beleza.
Geralmente ele está mais próximo da base do que do ápice.
Não necessariamente isso é uma regra, não é?
Existem células onde ele está um pouquinho mais deslocado para cima e existem células em que ele está bem colado lá na base.
É o mais comum, inclusive.
Ele estar mais próximo da base.
Mas, de novo, varia de célula para célula.
Dando um zoom nas estruturas nucleares, eu queria destacar para vocês algumas coisas.
Primeiro: a estrutura nuclear, ela é circundada por uma membrana que tem a composição muito similar com a membrana celular.
Essa membraninha nuclear, nós a chamamos de carioteca.
Bom, uma coisa é sabida: todas as células vão possuir DNA e RNA e em noventa e nove por cento delas, esse DNA e RNA vão estar no núcleo celular.
Algumas células não possuem núcleo, que seria essa região onde os ácidos nucleicos estão, envolvidas por carioteca, que são as células procariontes, ou seja, as bactérias.
Então o que muda, digamos assim, na composição nuclear das bactérias, por essas células, é que as bactérias não possuem essa membrana que separa o núcleo do citoplasma, que é a carioteca.
Certo?
Além disso, a membrana nuclear, essa carioteca, ela é cheia de furinhos, cheia de poros, que estão representados aqui por essas estruturinhas azuis, não é, destacadas.
E deixa eu dar um zoom num poro desse aqui, para vocês darem uma olhadinha, olha.
Vou pegar esse aqui, olha.
Nesse poro - deixa eu desenhá-lo aqui, olha - é um furinho.
Esse furinho permite o intercâmbio, a troca de substâncias, do núcleo para o citoplasma e vice-versa.
Além disso, ele é circundado, esse porinho, por várias organelas que são responsáveis pela síntese de proteína.
Que organela é essa?
Ribossomos.
Isso mesmo.
Então os poros da carioteca vão ter lá os ribossomos aderidos.
Beleza.
Uma outra coisa que vale destacar é que aqui, nessa região que está mais coradinha, de vermelho, é onde vão se encontrar os ácidos nucleicos e uma outra estrutura muito importante, que está aqui, olha.
Destaquei para a gente, de laranjinha.
Essa estrutura aqui, chama-se nucléolo.
Nucléolo.
O que que a gente vai ter no nucléolo?
Gente, o nucléolo,
ele é rico em R, pequenininho, RNA.
O que que é o RNA do tipo R?
Isso mesmo.
É o RNA ribossômico.
É aqui, nessa estrutura - deixa eu completar minha setinha aqui, não é?
É aqui, nessa estrutura, está?
Que a gente vai ter o RNA ribossômico.
Responsável por fazer o ribossomo, por exemplo.
Aqui nessa regiãozinha, em azul escuro, olha, nessa regiãozinha em azul escuro, nós vamos ter o que a gente chama de cariolinfa.
O que que é a cariolinfa ou ainda o nucleoplasmo?
Pode ser nucleoplasma, é melhor assim, porque já apareceu dessa forma.
O nucleoplasma ou cariolinfa nada mais é do que o citoplasma do núcleo.
Então é uma composição de água e alguns sais numa substância que a gente chama de coloidal, que vai lá servir de ancoragem, aonde as estruturas nucleares estarão imersas, Ainda dentro dessa região mais coradinha, de vermelho, nós vamos ter o ácido nucleico.
Os ácidos nucleicos, não é, que eu botei aqui de pretinho, o DNA e eu vou colocar aqui de verdinho, o RNA.
Então a gente vai ter, olha, o RNA, não é, lembra?
Ele é fita simples, o RNA é fita dupla.
Beleza.
Então aqui dentro, nessa região, estão os ácidos nucleicos.
O DNA e o RNA.
E eu vou aprofundar um pouquinho mais o conhecimento do DNA já, já com vocês, porque já apareceu isso em prova.
Bom, a quantidade e também a forma dos núcleos varia de célula para célula.
Nós vamos ter células com formato nuclear que geralmente as células possuem, que é um formato ovoide, não é?
Então, portanto as células vão ter um núcleo em forma esférica ou forma de ovo, e também algumas células vão ter uma quantidade um pouco variada do normal, onde nós podemos ter células que não possuem núcleo, células anucleadas, que é uma exceção, está, gente?
A gente vai ter células, a maioria delas inclusive, que tenham um núcleo só.
Algumas células podem ter dois núcleos e algumas podem ter mais de dois, três, vários núcleos, está?
A célula que não tem núcleo mais famosinha, que já apareceu também no vestibular, é a hemácia ou são as nossas hemácias, não é?
O que são as nossas hemácias?
São células anucleadas, o núcleo da hemácia foi expulso, ela é uma célula achatadinha, responsável por transportar gases no nosso corpo.
Lá dentro dessa célula, da hemácia, a gente vai ter uma proteína bem específica chamada de hemoglobina.
A hemoglobina é a proteína que vai se ligar ao oxigênio, ao gás carbônico, ao monóxido de carbono, e transportar esses gases pelo sangue.
Células mononucleadas são a maioria.
Então, qualquer célula que vocês pegarem, ou a maioria delas, não é?
A gente pode pegar aqui, vamos pegar, sei lá, um gameta masculino.
Não, vamos pegar uma célula do intestino.
Um enterócito.
É uma célula intestinal que tem só um nucleozinho.
Células binucleadas.
A gente tem um exemplo que já apareceu em prova também, que é de um protozoário chamado Paramecium.
Ele tem dois núcleos.
O Paramecium caudata, lembra?
Ele vai ter o micronúcleo, que está envolvido com processos reprodutivos e o macronúcleo, que está envolvido diretamente com processos metabólicos.
Células polinucleadas a gente também tem; um exemplo clássico são algumas células musculares.
Devido à intensa síntese proteica, por exemplo, elas vão ter mais de um núcleo.
Então, células musculares.
Aprofundando um pouquinho mais essa estrutura, a gente tem o DNA, gente, na maioria do tempo da célula, noventa por cento do tempo de todas as células, ela está vivendo num período que a gente chama de intérfase.
Então a gente chama isso de período interfásico, ou seja, ela não está se preparando para a divisão celular, não é?
Para reproduzir.
Então nesse período interfásico, o cromossomo pode apresentar três formas, está?
O DNA, melhor dizendo, pode apresentar três formas.
Duas delas são nesse período interfásico e uma delas é quando vai ter divisão celular.
No período interfásico, o cromossomo pode ser chamado de cromonema.
Cada cromossomo vai ser um cromonema.
Cromonema seria o nome dado para o cromossomo, quando ele está intérfase.
E o conjunto de cromonemas, olha, conjunto de cromonemas, nós vamos chamar de cromatina.
Então o conjunto de cromonemas é a cromatina.
Uma coisa interessante: a cromatina pode ser dividida em eucromatina e em heterocromatina.
O que que muda de uma região de eucromatina para uma região de heterocromatina?
A condensação do DNA.
Então, percebam aqui, olha.
Em regiões de eucromatina, a gente tem, não é, que a gente chama de cromatina verdadeira, o DNA mais descompactado; livre lá das histonas.
Então, regiões de eucromatina, DNA sem as histonas.
Já em regiões de heterocromatina, não é, que está assim compactado, olha, o DNA, ele está associado, DNA associado com as histonas, que são proteínas responsáveis por condensar o DNA.
O que que isso quer dizer?
Significa dizer o seguinte, olha.
Em regiões de eucromatina, nós vamos ter transcrição gênica, porque o DNA está disponível para a maquinaria celular.
Transcrição gênica.
Certo?
Já em regiões de heterocromatina, não vai haver transcrição gênica.
Então, sem transcrição gênica.
Beleza.
Ah, uma coisa importante: quando a gente tem o DNA interfásico, não é, ou seja, o DNA na forma de cromonema, ou ainda de cromatina, nós temos uma molécula de DNA por cromossomo.
Então, quando a gente fala assim, olha: ah, nós temos quarenta e seis cromossomos, nós vamos ter quarenta e seis moléculas de DNA por célula no período interfásico.
Quando a célula vai se dividir na divisão celular, seja do tipo mitose ou meiose, a gente vai ter duas moléculas de DNA por cromossomo.
Entendido, gente?
Isso é uma coisa que já apareceu e pode aparecer de novo.
No período interfásico, nós temos quarenta e seis moléculas de DNA, cada uma delas é um cromonema, não é, é um cromossomo descompactado.
Então cromonema é sinônimo de cromossomo descompactado.
Isso no período interfásico - noventa por cento do período de vida de uma célula.
Quando a célula vai se dividir, seja ela mitose ou meiose, o cromossomo se duplica, não é?
Então eu vou ter duas moléculas de DNA por cromossomo.
E o que que é o cromossomo?
É o DNA compactado.
DNA descompactado, cromonema ou cromatina.
Uma molécula de DNA por cromonema ou cromatina.
A gente pode dizer assim: ah, cromossomo descompactado também; pode dizer.
Já na divisão celular, o cromossomo se compacta, não é?
Então a gente vai ter duas moléculas de DNA por cromossomo.
Então, não é, o que seria um cromossomo?
Seria o DNA compactado.
DNA compactado, cromossomo.
DNA descompactado, a gente pode falar cromossomo descompactado?
Pode, mas o certo é chamar de cromonema ou conjunto de cromonemas, que é a cromatina.
Estudem os processos, não é, de formação do DNA lá no núcleo.
Beleza?
Então é isso.