Vacina e Soro
Hoje nós vamos falar sobre as principais diferenças entre soro e vacina.
Só que para a gente entender as diferenças entre soro e vacina, a primeira coisa que a gente tem que lembrar é que tanto soro quanto vacina, são tipos de processo de imunização que, obviamente, diferem um do outro, e cada um deles vai ter uma utilidade distinta.
Então, em alguns casos nós vamos precisar usar o soro, e em outros casos, nós vamos precisar usar a vacina.
Mas o propósito, vocês vão ver no final da aula, é muito parecido.
O propósito, tanto do soro quanto da vacina, é bem parecido.
Para começar, nós vamos relembrar dos tipos de imunização, então, isso é muito importante.
A gente tem que lembrar quais são os tipos, não é, de imunização que existem tanto na natureza, portanto imunização natural, quanto as imunizações que o ser humano inventou, não é?
Imunizações artificiais.
A primeira delas é a imunização passiva natural.
Bom, a imunização passiva natural, como o próprio nome diz, nos é passada naturalmente, geralmente pela nossa mamãe, quando a gente nasce.
A mamãe passa as imunoglobulinas do tipo G, quando nós estamos lá dentro da barriguinha da mamãe, através da placenta.
E depois que a gente nasce, as imunoglobulinas do tipo A, através da lactação, quando ela amamenta.
Então, nós adquirimos proteínas de defesa, anticorpos, tanto passando via placenta, quando a gente é um embriãozinho, não é, um feto, quanto passando via amamentação, lá da nossa mãezinha, quando a gente está amamentando.
Essa é a primeira, o primeiro tipo de imunização, que é a passiva natural.
Depois, a gente tem um segundo tipo, que também é uma imunização passiva, mas ela é artificial, o ser humano que a produziu, que nada mais é do que a aplicação de um soro.
Gente, o que que é um soro?
O soro nada mais é do que uma solução rica em anticorpos.
É isso que é soro.
A gente vai falar disso já, já.
Então, o soro é, nada mais, nada menos, que uma solução rica em anticorpos, que vai ser injetado lá dentro da gente, em determinadas situações.
A gente tem uma terceira, um terceiro tipo de imunização, que é a imunização ativa natural.
Então, na imunização ativa natural, é aquela que o nosso próprio corpo produz quando a gente é exposto, por exemplo, a um determinado agente patógeno.
Quando a gente é exposto, não é, através de uma doença.
A gente foi exposto a um vírus, a uma bactéria, as nossas células de defesa entram em contato com esse agente, e vamos produzir lá os anticorpos, as proteínas de defesa para combatê-lo.
A quarta e última é também ativa, a produção de anticorpos, mas é uma produção artificial, que é nada mais do que a vacina, não é?
Então, assim como o soro é uma solução rica em anticorpos, a vacina também vai ser uma solução rica, mas o que muda de um para o outro é que isso aqui a gente produz naturalmente, e isso aqui a gente produz artificialmente.
Então, uma solução rica em antígenos, que são proteínas do organismo que está causando a doença.
Professor, qual é a diferença entre um antígeno, qual é a diferença entre antígeno e anticorpo?
Eu acho que isso aqui é fundamental para vocês.
Os anticorpos, proteínas de defesa que, ou a gente produz de maneira natural, ou são injetados na gente artificialmente, através do soro, por exemplo.
Isso é anticorpo.
Antígeno é proteína do mal.
Então a gente poderia pensar que o anticorpo é a proteína do bem,
que vai combater os antígenos, e os antígenos são as proteínas do mal, que vão causar danos para a nossa célula, por exemplo.
Bom, agora eu vou falar para vocês os 3 principais tipos de vacina que podem aparecer na prova do Enem.
Estão aqui, elas, olha.
Ou as vacinas podem ser atenuadas com o organismo vivo.
Então a gente coloca o vírus ou a bactéria que causa mal dentro de uma injeção e coloca no ser humano.
Está, mas por que que ele não vai atacar o ser humano?
Porque ele é vivo, mas ele está modificado quimicamente.
Então ele não consegue se reproduzir, ele não consegue se ligar à nossa célula.
Então ele vai ser só exposto para a gente, para que as nossas células de defesa produzam os anticorpos, não é, as proteínas do bem, para combater as proteínas do mal que o seu organismo apresenta.
A gente tem um segundo tipo que são mortas ou atenuadas, que é o organismo, como o próprio nome diz, esse organismo geralmente a gente chama de patógeno, não é?
Que é quem causa o mal.
Organismo patógeno.
Esse organismo patógeno, ele está morto ou inativado, não é?
Ele não tem as enzimas que podem ajudá-lo a se manter vivo.
Ele acaba morrendo, no final das contas.
E tem aquelas recombinantes, que a gente falou muito agora, na pandemia da Covid, que é, por exemplo, as vacinas de RNA, que seriam a terceira geração de vacinas.
São vacinas mais modernas, ou seja, elas pegam o DNA do vírus ou da bactéria que causa uma doença, produzem RNAs através desse DNA, numa técnica de DNA recombinante, e aí, em vez de injetar o DNA do vírus, eles injetam o RNA do vírus, para que o RNA do vírus produza as proteínas do vírus e as nossas células de defesa novamente entram em contato com essas proteínas e produzam anticorpos.
Beleza, gente?
Tranquilo?
Olha só.
Agora, eu queria falar para vocês dos tipos de soro.
Bom, a gente já viu os tipos de vacina, e agora vai falar dos tipos de soro.
Existem vários, os mais comuns são esses três aqui, olha: o soro fisiológico, o soro ringer lactato e o soro de uma solução glicosada.
O que que é o soro fisiológico?
É aquele sorinho, gente, que a gente toma para quem está, por exemplo, desidratado, então, isso aqui auxilia na hidratação.
A criança chegou lá, está anêmica, está desidratada, a gente dá esse sorinho na veia para ela.
Basicamente é uma solução contendo um pouquinho de açúcar e um pouquinho de sal.
A gente pode até fazê-lo caseiro, não é?
O soro caseiro.
Esse soro ringer lactato também tem a mesma finalidade.
Mas ele é de uso hospitalar.
Além de ele ter lá um pouquinho de açúcar e um pouquinho de sal, ele tem também, por exemplo, outros íons.
Ele tem, por exemplo, o cloro.
Ele tem o cálcio.
Cloro menos, cálcio mais.
Ele tem também glicose.
E ele tem o lactato, por isso que ele é lacto, não é?
Lactato que vai auxiliar lá na acidez sanguínea.
Essa solução glicosada é muito comum quando a pessoa chega em coma alcoólico, então, o que é uma solução glicosada?
Nada mais é do que glicose.
A pessoa tem uma doença que causa hipoglicemia, baixa glicemia sanguínea, ou a pessoa está muito tempo sem comer, não é?
Ou a pessoa bebeu muito, entrou em coma alcoólico, a gente dá um sorinho glicosado para ela.
Esses três soros, não é?
O fisiológico, uso caseiro, e esses dois outros, não é?
Esses dois outros aqui mais para uso hospitalar, são soros digamos assim, menos comuns em prova.
O mais comum de todos está aqui, olha, que são os soros antipeçonhentos.
O que são soros antipeçonhentos?
São soros que combatem, geralmente a gente chama de veneno, não é?
Por exemplo, a gente tem vários, mas eu vou trazer os mais comuns aqui para a gente.
Antiofídico.
Esse é o soro usado para combater picaduras de cobra.
São o soro antielapídico, que é o da cobra coral.
Depois a gente vai ter o soro anticrotálico, que é o da cascavel.
O soro antibotrópico, que é o da jararaca.
Então, coral, cascavel e jararaca são as cobras peçonhentas mais comuns de ter em acidente, aqui no Brasil.
Também existem soros antiaracnídeos, que é o soro, por exemplo, que a gente joga para quando a pessoa sofreu uma picadura de aranha.
E também o antiescorpiônico, para quando a pessoa sofrer uma picadura de escorpião.
Escorpião amarelo ou escorpião marrom.
Beleza, gente?
Bom, como que funciona a produção do soro?
Como é que o soro é produzido?
Geralmente - tem esse esquema aqui, gente - a gente tem lá uma cobra, onde nós vamos fazer o primeiro passo - para que a gente consiga produzir o soro em que a gente tem interesse - é extrair o veneno da cobra.
A gente extrai o veneno da cobra e a gente vai injetar uma pequena dose no cavalo.
Por que?
Porque o cavalo, não é?
Um cavalo adulto aí, pode chegar a quatrocentos quilos.
Mais até, dependendo da raça.
Então um eme elezinho de soro, para quatrocentos quilos.
Imagina o cavalo.
Ele tem cerca de cinco a sete por cento do peso em sangue.
Então um cavalo de quatrocentos quilos pode ter tranquilamente mais de vinte litros de sangue.
Então um m l para vinte litros, não vai ser suficiente para causar um dano no cavalo.
Mas quando eu coloco o veneno no sangue do cavalo, as células de defesa do cavalo, elas vão reconhecer este veneno e vão produzir anticorpos.
Vão produzir, através das células de defesa, proteínas que combatem esse veneno.
Então, no terceiro momento, depois que a gente aplicou uma pequena dose nesse animal, nós vamos extrair o sangue do cavalo e vamos purificar.
Por que?
A gente só tem interesse em retirar do sangue do animal, os anticorpos.
As células de defesa, as plaquetas, as hemácias, tudo isso a gente devolve de novo para o animal.
Então a gente tira, extrai o anticorpo e devolve o sangue novamente para ele.
Está.
E depois?
Bom, depois que a gente extraiu esse anticorpo e ele foi purificado, agora a gente só o tem isoladamente, nós temos que começar a produção industrial em larga escala.
Porque, geralmente, quando a gente produz vacina, a gente produz para uma população inteira, não é?
Aqui no Brasil, duzentos e dez milhões de pessoas.
E imaginem ainda que, por exemplo no caso da Covid, a gente teve segunda dose, terceira dose e, para algumas pessoas, pode ter até a quarta dose.
Claro que esse é o exemplo para a produção de soro para combater algum veneno de algum animal.
Vacinação é diferente disso.
Mas a gente também produz soro em larga escala.
A gente também tem centenas de milhares de doses de soro para picaduras de cobras, de aranhas, de escorpiões, espalhadas pelos hospitais do Brasil.
Então, isso é até uma coisa interessante da gente saber, gente.
Quando alguém é exposto, por algum acidente, ao veneno de cobra, de aranha, de escorpião, a primeira coisa, a gente deve lavar aquele local, tentar estancar o sangue, se estiver saindo um pouco, no caso da cobra, por exemplo, não é?
Porque aranhas e escorpiões não geram um edema tão grande para sair sangue.
E encaminhar essa pessoa para uma unidade básica de saúde, para um hospital de referência da sua região.
Essa é a primeira coisa.
Eventualmente, os riscos aumentam se a área for muito isolada.
Então a pessoa estava fazendo uma trilha no meio de um mato lá, sei lá, a três horas de distância de um hospital mais perto.
Então, não é, a gente deve tentar acalmar essa pessoa, porque quanto mais a pessoa se agita, mais o sangue circula, e mais o veneno se espalha pelo corpo.
Então, o ideal é deitar essa pessoa, manter essa pessoa calma e levar até um pronto-socorro, até uma unidade básica de saúde ou um hospital de referência da sua região, porque provavelmente vai ser aplicado um soro para combater aquelas toxinas injetadas pelo animal.
Beleza, gente?
Então, assim.
A gente viu as principais diferenças entre soro e vacina e esse é um assunto que o Enem adora.
A gente tem que saber diferenciar o que que é soro - nada mais é do que proteínas que estão injetadas dentro do corpo de alguém que foi exposto a um veneno - e a vacina: não são proteínas, é o próprio agente causador da doença.
Ou atenuada ou morta, ou ainda vacinas de RNA, que é uma vacina mais moderna.