Raízes: Funções, Partes e Tipos
Dando sequência ao estudo da botânica.
Uma outra questão que é recorrente também quando se fala em biomas, são as características anatômicas, morfológicas e funcionais que as diferentes tipos de raízes apresentam um determinado bioma.
Então, é sobre isso que a gente vai falar agora.
Então, a primeira coisa que a gente tem que lembrar é o seguinte.
Geralmente, isso não é uma regra, mas apesar de não ser uma regra é o que ocorre, que é maioria, tá?
As raízes, elas são subterrâneas ou seja, geralmente as raízes estão abaixo do solo.
Isso é o comum de acontecer.
Por quê?
Bom, porque, geralmente, na raiz é onde ocorre a captação da água e como a água está no solo, a raiz tem que ficar abaixo do solo.
Então, geralmente, são subterrâneas, porque elas possuem funções de absorção de água e, também, de alguns sais minerais, mas podem existir raízes com função de fotossíntese.
É raro, mas existe raiz modificada para fazer fotossíntese.
Obviamente, essa raiz não vai estar por dentro da terra, porque ela tem que receber exposição solar, mais para fora e ela vai ser verde.
Ela se confunde muito com outras partes da planta, por exemplo, com os caules.
Existem, também, raizes modificadas para armazenamento tanto de água quanto, por exemplo, raízes de ambientes desérticos, quanto de ar, para aquelas raízes que vivem em biomas ou ecossistemas frequentemente alagados, por exemplo, o mangue ou o pantanal.
Existe, também, raízes suporte, que vão auxiliar a planta se fixar em alguns determinados substratos.
Além de ter, por exemplo, raízes que armazenam amido, que é aquela substância nutritiva, reserva energética das plantas.
O crescimento das raízes, em noventa e nove por cento dos casos, é o crescimento do tipo de geotropismo.
Que que é o crescimento do tipo geotropismo?
Significa dizer que cresce em direção ao solo, em direção à terra.
Crescem, então, portanto, voltado, cresce em direção à terra, voltado para a terra.
E isso é o comum, mas a gente viu, através de experimentação, que, dependendo da onde a gente for plantar a raiz da planta, se a gente der um estímulo químico ou físico, ela pode crescer em outra direção.
Isso vai depender, também, da espécie.
Tá bom?
Mas, geralmente, isso que ocorre.
Aqui, mais próximo, do solo, nós vamos ter a zona de ramificação, ou seja, é o local por onde da raiz primária ou o principal, que é essa raiz aqui, vão partir raízes secundárias.
Então, a zona de ramificação, nada mais é do que a região próxima ao solo.
Então, a mais próxima do solo, mais próximo ao solo, aonde a raiz vai se ramificar.
Numa região intermediária, nessa região aqui, nós temos a famosa zona pilífera.
Para
que serve essa zona pilífera?
Bom, vamos lá.
A zona próxima ao solo serve, geralmente, para a fixação da planta ao substrato.
A zona pilífera, como o próprio nome está dizendo, a gente tem pelos, pelos de absorção.
Então, para absorver.
Depois, a gente tem uma zona lisa, que é onde não ocorrem os pelos absorventes.
Por isso, o nome é liso.
E a coifa, que é essa última região aqui, é rica no meristema, que é o tecido vegetal, no meristema radicular, porque é raiz.
Meristema apical radicular.
Ou seja, nesse meristema apical radicular, eu vou ter intensa mitose.
É em aspas, gente, tá?
Em aspas.
A famosa zona de crescimento da raiz.
Então, essa aqui é a zona de crescimento.
Quando a gente vai fazer, por exemplo, o transplante de uma planta de um local para outro, a gente dá uma podadinha nas folhas e também uma podada nas raízes.
Embora a poda das raízes não sejam comum de ser feito pelas pessoas quando vão mudar para outro local.
Ela também é essencial, porque a poda da raiz faz com que a planta também cresça melhor, mais saudável, a medida que ela vai para um novo substrato, que ela tem que absorver a água de um solo que ela não sabe qual é a quantidade de água que tem ali e também de nutrientes.
Então, ela tem que ter toda uma adaptação fisiológica para isso.
Agora a gente vai falar um pouquinho dos tipos de raízes que podem aparecer no Enem.
A primeira, que é a mais comum, são aqueles tipos de raízes comestíveis, que a gente vai chamar de raiz tuberosa.
O que significa dizer que uma raiz é tuberosa?
Significa dizer que ela é rica em amido e amido, para quem não lembra, é a substância de reserva das plantas.
O amido é a substância de reserva.
Nós temos o glicogênio e as plantas têm o amido.
Animais e fungos têm glicogênio, algas e plantas têm o amido.
Bom, aqui a gente tem o nabo que é, pasmem, uma raiz rica em amido.
A beterraba, que também é uma raiz rica em amido.
E a cenoura, que também é uma raiz rica em amido.
Existem outras raízes ricas em amido que são também são comestíveis?
Existe o aipim, ou mandioca, ou macaxeira, dependendo da região que você mora, rabanete.
Praticamente quase todas as raízes são comestíveis, porque ela contém boas reservas de amido.
Praticamente, não são todas.
Aqui a gente tem raiz um pouco modificada, uma raiz do tipo estrangulante, ou seja, aqui nesse caso, a gente tem o cipó-chumbo.
O cipó-chumbo é uma planta parasita que ele emite essas prolongações, essas projeções.
Ele projeta para dentro da planta hospedeira e suga, ele suga, gente, a seiva e aí ele acaba, muitas vezes, causando a morte.
Então, esse é um tipo de raiz estrangulante que, conforme a planta vai crescendo, ela vai se sentindo sufocada, como se fosse uma corda se enrolando ao redor do caule de uma planta, mas isso aqui amarelinho é a raiz, é a raiz do cipó-chumbo e, às vezes, ela acaba matando, porque ela corta o aporte de seiva da própria planta que ela está parasitando.
A gente também tem um outro tipo de raiz, que é uma raiz modificada para biomas e ecossistemas aquáticos, que são as raízes de essa raiz de aguapé.
Essas raíz, gente, é comum de que tipo de bioma, raízes aquáticas?
Dois no Brasil.
isso aqui é comum no mangue e, também, do pantanal.
Então, isso pode aparecer no Enem.
O Enem adora isso na verdade.
Sabe-se que uma planta tal tem tais características como raízes aquáticas.
Essas raízes piriri pororó e aí pode botar a vitória-régia, também, que vai ter um outro tipo de adaptação, por aí vai.
A gente também vai ter lá raízes escora, por exemplo, aqui é do milho, esse aqui é o mangue vermelho.
Tô botando de azul, mas é o mangue vermelho.
Raiz escora, como o próprio diz, é também é em ecossistema que tem uma certa quantidade de água.
Então, raízes escora, principalmente, para solo pantanoso.
Nós vamos também ter um tipo de raiz que a raiz tubular, é muito comum na figueira.
A figueira tem essa raiz tubular, porque ela tem que aumentar a região basal dela, porque, justamente, esse solo também é pantanoso, além de frequentemente esse solo ter alagamento.
Então, solos pantanosos e alagados.
Beleza, gente?
Nós também temos um outro tipo bem peculiar, que é uma raiz grampiforme.
Por quê ela tem esse nome grampiforme?
Que a gente fala que é em forma de grampo, por quê isso?
Bom, porque esses grampinhos auxiliam na fixação ao substrato.
Por exemplo, essa aqui é a hera, que é uma planta trepadeira, uma epífita trepadeira, então, uma planta que vive sobre outras plantas se agarrando nelas.
Mas essa planta, hera, pode se agarrar em muro, em paredes, subir prédios, cerca viva, muitas pessoas usam ela como cerca viva.
Gente, apesar de estar verdinho, isso aqui não é uma modificação do caule não.
É uma raiz do tipo grampiforme, em forma de grampo.
O próprio nome está dizendo, vai ser usada para se guardar, para si aderir lá na estrutura que ela está se fixando.
E para finalizar, eu trouxe um tipo bem comum que caiu no último Enem, que é uma raiz bem diferentona da maioria delas, que é uma raiz cheia de pneumatóides, ou pneumatóforos.
Aqui estão os pneumatóides, que são a reunião de váriaos pneumatóforos, que é raiz do mangue vermelho.
Então, essa plantinha é uma plantinha que tem esses pneumatóforos, essa raiz aqui.
Isso aqui é comum de mangue.
Vou botar aqui são raízes respiratórias.
Beleza, gente.
Então olha só.
A gente viu vários tipos de raízes.
Vai depender muito da característica morfológica e anatômica planta para a gente saber que tipo de raiz é.
Esse aqui é um tipo de raiz respiratória.
Então, é comum ou de mangue ou de pantanal.
São os dois biomas que vivem alagados lá.
Tá, gente?
Mangue vermelho ou plantas de mangue vão ter raízes do tipo pneumatóforos.
Raízes com estruturas adaptadas à respiração, porque elas vivem no solo constantemente alagado.
E aí, para a raiz não morrer, e a planta deixar de absorver sais minerais e água, essa raízes são modificadas para armazenamento de oxigênio, tá?
Nessas raízes aqui a gente vai encontrar, por exemplo, parênquima, o tecido, parênquima aerífero.
Tem outro nome para ele?
Tem.
Também pode se chamar de aerênquima.
Parênquima aerífero ou aerênquima.
Beleza, gente.
Então, sobre tipo de raízes, estamos preparados para o que der e vier.