Darwinismo
Talvez essa seja uma das aulas mais requisitadas dos estudantes quando vão aprender sobre evolução e, para falar de evolução, principalmente nos dias de hoje, não tem como falar das teorias do Darwin.
O Darwin é conceitualmente e também consensualmente, o chamado pai da evolução.
E é sobre isso que a gente vai falar agora.
Quando a gente fala das características evolutivas, a gente começa isso em mil oitocentos e cinquenta e nove.
Através dos seus manuscritos, Darwin, Charles Darwin publicou o livro chamado A Origem das Espécies.
Na época não era um livro, ainda era um artigo científico, mas depois se tornou um livro.
Em que ele dizia que os indivíduos de uma mesma espécie não são todos iguais.
Eles apresentam algumas diferenças e essas diferenças podem torná-los mais rápidos, mais fortes, mais altos e, porque não, até mesmo mais atraentes e, consequentemente, mais adaptados.
E o conceito de adaptação é chave para a gente entender como o Darwin pensava sobre evolução.
Ele ainda disse o seguinte: bom, populações crescem em uma escala chamada de progressão geométrica, a famosa PG.
Lembra lá da Matemática?
A PG.
E ainda, os alimentos são produzidos em uma escala aritmética.
Na famosa - deixa eu puxar aqui uma setinha - PA, progressão aritmética.
E isso acarreta em uma chamada, descrita por Darwin, luta por sobrevivência, onde o resultado seria uma espécie de, segundo Darwin, uma seleção natural do ambiente.
Então, gente, deixa eu destacar isso aqui para vocês.
Quando a gente lê algum texto: “características que abordam indivíduos mais adaptados”, “luta por sobrevivência” e “seleção natural”, podem se atirar com os dois pés, gurizada.
É darwinismo.
Isso é uma das coisas que diferencia, por exemplo, da teoria de Lamarck.
Lamarck não falava em organismos mais adaptados ou numa luta por sobrevivência e menos ainda, no processo de seleção natural.
Isso é darwinista na veia.
Bom, deixa eu baixar um pouquinho aqui.
O Darwin foi além: todos os organismos descendem, com certo grau de variação, que ele chamou na época de modificações, então todos os organismos
descendem com um certo grau de modificações, de um mesmo ancestral comum.
Todos os organismos descendem com modificações de um único e mesmo ancestral comum.
Isso era disruptivo para a época, imaginem só vocês, pensar que o ser humano tinha, por exemplo, mesmo ancestral comum do que o macaco ou do que qualquer outra espécie.
Mas ele disse isso.
Além disso, ele falou: a ação da seleção natural sobre as variações é individual.
Destaquem isso, gente.
A seleção natural, através do seu ambiente, vai atuar sobre essas transformações, de forma individual.
A seleção natural não atua sobre uma população, segundo Darwin.
Ela é direcionada ao indivíduo.
O Darwin também disse assim: olha, não sei, ainda não tenho informações suficientes para explicar como surgem as variações.
O Darwin não sabia dizer isso.
E era meio óbvio, não é, pessoal?
Isso aqui foi lá no século dezoito, mil oitocentos e cinquenta e poucos.
Então, ele ainda não tinha muita ideia desse processo de mutação, a microscopia ainda era muito pouco avançada, a gente não tinha dados moleculares que nos permitissem ter uma ideia de mutação, que era o que ele não soube explicar.
Ele disse: olha, existem variações, o ambiente atua sobre elas e eu não sei explicar como elas surgem.
Hoje nós sabemos.
A mutação é o processo responsável por gerar características distintas.
Mas, na época do Darwin não tinha esse conceito.
Então ele só disse: existem variações e os organismos são submetidos pelo ambiente por essas variações.
Mas eu não sei explicar como elas surgem.
E ele também não soube explicar - isso foi uma das falhas na teoria do Darwin - como as características que os indivíduos tinham eram tanto adquiridas quanto transmitidas; o conceito de herdadas.
E isso também é uma das coisas que diferem do Lamarck.
Lembra?
O Lamarck disse: olha, as características que o indivíduo adquire, elas são passadas para geração.
E isso é errado.
O Darwin disse: bom, eu não sei como as características são herdadas pelos filhotes de um animal, por exemplo.
E nem como essas características vão ser transmitidas.
Darwin, olha que interessante essa questão, o Darwin teve acesso aos trabalhos do Mendel, que é o pai da genética, lembra?
O Mendel era contemporâneo do Darwin.
Eles viviam na mesma época e o Mendel falou: ei, Darwin, vou te mandar o meu trabalho com ervilhas, em que eu achei alguns resultados interessantes.
Dê uma olhada aí.
Só que o Darwin só estava muito ocupado, tentando ser o pai da evolução moderna.
Então ele não teve tempo de pegar e analisar com critério, esse trabalho de Mendel.
Além disso, o Darwin não era muito bom com cálculos.
Ele não era um bom matemático.
Ele era um excelente geólogo; o Darwin chegou a cursar medicina, quase terminou.
Ele sabia muito de geologia e de geografia, de paleontologia, de estudo de fósseis, de medicina, mas muito pouco de Matemática.
Então ele não conseguiu analisar os dados do Mendel.
Se ele conseguisse, certamente ele iria entender como as características são transmitidas porque, afinal de contas, Mendel foi e é até hoje, o pai da genética.
Beleza?
Mas Darwin, entre suas falhas, não soube explicar como as variações surgiam e nem como essas características, sejam elas variadas ou não, eram herdadas e transmitidas.
Outra coisa importante: a evolução para o Darwin não era linear, que nem era para o Lamarck.
Lembra como é que era para o Lamarck?
Para Lamarck, deixa eu botar aqui, a espécie A dava origem à espécie B, que dava origem à espécie C.
Para o Darwin, nada disso aconteceu.
Darwin disse assim, olha: todo mundo tem um carinha, que eu vou chamar de ancestral comum.
Foi assim que o Darwin desenhou a famosa árvore da vida.
Está?
Ancestral comum.
Desse ancestral comum, originaram dois indivíduos: o indivíduo A e o indivíduo B.
Que deram origem a outros dois indivíduos, cada.
O C e o D, o E e o F.
Que, por sua vez, deram dois cada.
Então, isso daqui, gente, a gente chama de evolução ramificada.
Está?
Então isso aqui é um processo de evolução ramificada, que difere do Lamarck.
Olha, o Enem adora comparar essas coisas.
E, para finalizar, uma das últimas coisas que eu gostaria que vocês lembrassem é que o Darwin não só acreditava, como ele confirmava os processos de extinção.
Para o Lamarck não.
Lamarck, se A vira B, e se B vira C, não é que houve a extinção de A e de B.
É que A virou B e B virou C.
As espécies se modificavam umas das outras.
Darwin disse: nada disso.
E como o Darwin soube que a extinção acontecia?
Porque ele estudou os fósseis.
Então ele conseguiu achar ossadas enterradas.
E isso, a gente chama de fósseis, se tiver mais de dez mil anos, e se for um traço de ser vivo.
Beleza, gente?
Então, Darwin e Lamarck caem direto.
Vocês têm que lembrar da teoria darwinista e também da lamarquista e comparar as duas.
Aqui eu trouxe as principais questões relativas à teoria darwinista.