Bactérias
Está aí um dos assuntos mais exigidos no Enem, quando se trata de microorganismo, sejam patógenos ou tecnologias que envolvam as bactérias.
E é sobre isso que a gente vai falar hoje.
Gente, o grande grupo das bactérias foi provavelmente - isso se acredita, de acordo com as pesquisas atuais, elas avançam nesse sentido - os primeiros seres vivos do planeta.
Então, quando a gente fala em organismos que habitaram o planeta nos primórdios da Terra, há três vírgula oito bilhões de anos atrás, provavelmente esses seres vivos foram as bactérias.
Além disso, são organismos procariontes, ou seja, não possuem carioteca, lembra?
E também, unicelulares.
Apesar de já ter existido algum certo vestígio de bactérias que possam ser pluricelulares.
Para vocês, estudantes do Enem, organismos unicelulares, uma única célula e sem carioteca, portanto procariontes.
Eles também não apresentam nenhum tipo de organela membranosa, ou seja, a gente não vai achar, nas bactérias, lisossomos, retículo liso, retículo rugoso, complexo de Golgi, nada disso.
A única organela que está presente nas bactérias são os ribossomos.
Não se esqueçam.
Ribossomos são as únicas organelas presentes em todos os seres vivos.
Por isso que são encontradas nas bactérias também.
Além disso, as bactérias podem viver nos mais diversificados tipos de ecossistemas do planeta.
Podem viver no fundo do oceano, ao redor de vulcões, naqueles gêiseres, aquelas águas termais aquecidas, bactérias em condições inóspitas, como as extremófilas, vivendo no gelo, vivendo no deserto.
São organismos muito diversificados quanto aos tipos de ecossistema em que eles vivem.
Além disso, elas são classificadas em bactérias autotróficas, aquelas que produzem seu próprio alimento, como as cianobactérias, que são bactérias fotossintetizantes, ou as quimio bactérias, que a gente tem, por exemplo, a ferrobacter, nitrobacter, sulfobacter, e por aí vai.
E também temos aquelas heterotróficas, que são bactérias que usam o oxigênio como fonte de oxidação da matéria orgânica, por exemplo, bactérias aeróbicas.
E também temos aquelas que não usam oxigênio, a gente chama de bactérias fermentadoras.
A gente tem a acetobacter, a gente tem também bactérias que fazem fermentação alcoólica, fermentação láctica e
por aí vai.
A nutrição bacteriana é realmente uma coisa absurdamente diversa.
Podem ser parasitas, inclusive algumas causando até doenças, no ser humano.
Mas também podem viver lá de boas com outros organismos, por exemplo aquelas que vivem fixando o nitrogênio nas raízes das plantas, os Rhizobiuns, desenvolvendo portanto, relações harmônicas, relações benéficas.
Possuem um DNA extracromossômico, onde nesse DNA vai ter genes de resistência aos antibióticos.
Esse DNA extracromossômico, com esses genes de resistência, nós vamos chamar de plasmídeos.
Então, geralmente, as bactérias patógenas vivem ao redor das células humanas ou entre os tecidos, nunca dentro de células, como é o caso dos vírus.
Então, essa é uma das diferenças de vírus para bactérias.
Bactérias que causam mal, que são parasitas humanas, vivem ao redor das células humanas, dentro dos tecidos humanos nunca dentro de células.
Quando a gente fala de estrutura bacteriana, ela é bem simples.
A gente tem a mais comum.
Essa bactéria é uma bactéria que tem uma estrutura locomotora que a gente vai chamar de cílios.
Mas também pode ter outra estrutura, que seriam os flagelos.
Aqui a gente tem grãos de alimento, em cujo qual a bactéria se nutre.
Nós temos a única organela encontrada nas bactérias, que são os ribossomos.
Nós temos uma região onde encontram-se os ácidos nucleicos do tipo DNA e RNA, a bactéria tem os dois.
Essa região, a gente chama de nucleóide, então a bactéria não tem núcleo.
Defina núcleo.
Se o núcleo for uma região onde está os ácidos nucleicos, a bactéria tem e a gente chama de nucleoide, seria um núcleo primitivo.
Agora, o que bactéria não tem realmente, é uma membrana que envolve os ácidos nucleicos, que a gente chama de carioteca.
Bactéria não tem, por isso que é procarionte.
Algumas bactérias podem ter uma estrutura que protege das condições inóspitas do ambiente, que a gente chama de cápsula.
Portanto, bactérias encapsuladas.
E todas as bactérias têm parede celular.
Essa parede celular bacteriana é composta de peptídeos glicanos.
Isso já foi questão de prova.
Peptídeo, porque tem uma parte de proteína, glicano, porque tem uma parte de açúcar.
Peptideoglicano.
A gente ainda chama de mureína ou ácido mureínico.
Mureína é a substância que é encontrada na parede celular bacteriana.
Citoplasma, como qualquer outra célula.
Membrana também, como qualquer outra célula.
E aqui está aquela organelinha famosa, que eu vou até destacar aqui, para a gente.
O que é o plasmídeo, mesmo?
Aquele DNA que fica fora do cromossomo - aqui estaria o cromossomo - com genes de resistência.
É isso aqui que faz com que as bactérias sejam resistentes ao antibiótico, com genes de resistência, está, gente?
Isso é uma estrutura muito importante.
Quando a gente fala em superbactéria, a gente está falando de bactérias que têm vários tipos de plasmídeo, cada um conferindo uma certa resistência a um determinado tipo de antibiótico.
Bactérias que têm vários plasmídeos não morrem praticamente com nenhum tipo de antibiótico que a gente conhece.
Em se tratando de reprodução, basicamente a gente tem dois tipos: ou a reprodução, ela é do tipo assexuada, ou seja, não tem variabilidade genética, praticamente uma mitose.
Então, o que acontece?
A bactéria duplica o seu cromossomo.
Lembrando que DNA bacteriano é um único cromossomo circular, ele tem essa forminha de círculo.
Ela duplicou esse cromossomo, agora ela tem dois cromossomos e ela vai sofrer o processo de divisão, gerando duas novas bactérias, que eu vou chamar de A um e A dois; vieram da bactéria A.
Esse processo de reprodução, a gente chama de reprodução assexuada.
Pode se chamar também de cissiparidade.
É quando a bactéria faz uma mitosezinha, se separando em duas.
Mas nós também temos a reprodução do tipo sexuada.
Quando a gente fala de reprodução sexuada, a gente tem, por exemplo, a conjugação.
O que seria conjugação?
Seria um tipo de reprodução onde uma bactéria transmite para outra bactéria esse DNA circular com genes de resistência.
Então, a gente diz que a bactéria doadora transmite para outra bactéria, que a gente vai chamar de receptora, o plasmídeo.
Está?
Então a bactéria doadora está com o seu plasmídeo, e ela vai duplicar o plasmídeo e passar para outra bactéria, por meio de uma ponte citoplasmática.
Isso aqui já apareceu em prova com o nome de pili.
Pili ou pilos.
Sexual, está?
Nada mais é do que uma estrutura responsável por transmitir, de uma bactéria doadora, que a gente chama de positiva, para uma bactéria receptora, negativa, esse plasmídeo.
E aí, o que acontece?
Depois da bactéria doadora ou positiva transmitir para a bactéria receptora ou negativa, o plasmídeo, essa bactéria agora vai desfazer, essas duas bactérias vão desfazer essa ponte citoplasmática, e agora eu vou ter duas bactérias doadoras.
Esse tipo de reprodução bacteriana, a gente chama de conjugação.
É um tipo de reprodução sexuada, logo com variabilidade genética, coisa que o processo anterior não tinha.
Então, se aparecer qualquer coisa nesse sentido, vocês já sabem que reprodução de bactéria ou vai ser sexuada, como a conjugação ou vai ser do tipo assexuada.
Pode ser chamado, isso aqui, de fissão binária, que nada mais é do que uma divisão celular muito parecida com a mitose.