Retículo Endoplasmático
O retículo endoplasmático, ele é certamente uma das organelas mais exigidas em prova, tal como a prova do Enem, e nos vestibulares tradicionais, também.
A primeira coisa que a gente tem que tentar fazer é identificar a disposição dessa organela em uma célula.
E ela está aqui, olha.
Ela está destacada de verde.
Percebam que ela parte saindo do núcleo.
Então essa região mais escura aqui, o verde clarinho é o envelope nuclear, a carioteca.
Essa região cinza aqui é o núcleo.
E percebam que o retículo endoplasmático nada mais é do que uma expansão da carioteca.
É ela saindo para diferentes regiões da célula.
Algumas se mantêm mais próximo, outras vão até lá, quase a membrana, olha.
Mas nada mais é do que uma expansão da carioteca.
O retículo endoplasmático, portanto, ele pode ser dividido em dois outros retículos que são esses aqui, olha: o retículo endoplasmático do tipo liso e o retículo endoplasmático do tipo rugoso.
Basicamente a gente tem algumas diferenças anatômicas e funcionais entre essas duas organelas.
Então, acompanhem aqui comigo.
Olha só.
Vamos começar com o retículo liso.
Olha lá.
Por que ele é chamado de liso?
Liso, ou ainda a gente pode chamá-lo de granuloso.
Olha, é muito simples!
Porque ele não tem ribossomos aderidos à sua parede.
E além disso, o retículo liso, percebam que aqui é o núcleo, não é?
Olha, aqui é a membrana nuclear, a carioteca.
O retículo liso, ele é um pouquinho mais distante do rugoso.
Então ele é mais longe.
E também, não é, ele é liso, justamente porque ele não tem lá, ele não possui os ribossomos grudadinhos na sua parede, aderidos a ele.
Percebam, gente, que o retículo rugoso tem, não é?
Olha aqui, olha.
No retículo rugoso eu tenho um monte de bolinhas, olha.
Essas bolinhas são os ribossomos, não
é?
Então, uma das diferenças principais nas estruturas anatômicas, não é, e morfológicas do liso para o rugoso é que o liso não apresenta essas bolinhas, não tem ribossomo e no rugoso tem.
Dando sequência, o retículo liso, ele ainda é responsável pela síntese de biomembranas.
Então todas as estruturas celulares que apresentarão membrana, seja a própria membrana celular, seja a carioteca, que também é uma biomembrana, ou ainda organelas membranosas, ou ainda vesículas membranosas, todas essas membranas, sem exceção, são oriundas, são feitas, sintetizadas no retículo liso.
O retículo liso também é o carinha responsável pela síntese de esteroides.
E aqui dentro de esteroides a gente tem uma classe gigantesca de moléculas; temos os hormônios de classe esteróide, não é?
Por exemplo, a testosterona, a progesterona, o estrógeno.
Todos esses são hormônios de classe esteroidal feitos, sintetizados, portanto dentro do retículo liso.
Nós também vamos ter o próprio colesterol sendo produzido lá nas células do fígado dentro dos retículos lisos dos hepatócitos.
O retículo liso, ele também é responsável, gente, pela degradação de substâncias tóxicas, principalmente o álcool e drogas, está?
Se estima que vinte e cinco por cento de todo o álcool consumido é degradado - até pode chegar em números maiores, não é - lá dentro das células do fígado.
Então, dentro das células do fígado a gente tem uma abundância de retículo liso, que é responsável por desintoxicar, não é, degradar essas substâncias tóxicas, por exemplo, como remédios também.
Para finalizar de retículo liso, ele é o principal estoque intracelular de cálcio.
Lá dentro das células excitáveis, que são, por exemplo, os neurônios, as células musculares e também as células secretoras, nós precisamos de cálcio intracelular, não é?
O cálcio é o principal segundo mensageiro celular.
E ele vai atuar diretamente nesses processos aí de contração muscular, de transmissão de impulso nervoso.
Então, o retículo também tem esse papel de ser um estoque, um armazenamento intracelular de cálcio.
Beleza, gente?
Vamos agora para o rugoso.
Bom, primeira coisa que chama, não é, que grita aos olhos, digamos assim, é o nome dele: retículo granuloso ou rugoso.
Por que?
Porque ele é crivado de ribossomos.
E além disso ele é o cara que está mais próximo do núcleo, não é, se comparado com o retículo liso, não é?
Então o rugoso está aqui, olha, bem pertinho do núcleo.
Olha onde está o liso, mais distante.
Além disso, o retículo rugoso é chamado de rugoso justamente por ser crivado de ribossomos.
Ele está cheio de ribossomo.
E a gente lembra, não é?
Função de ribossomo é síntese proteica.
Então, devido ao fato de ele ter muitos ribossomos aderidos às suas paredes, ele é a organela responsável pela síntese proteica.
Inclusive, não é, gente, quando cair alguma questão de vestibular relacionando - como já caiu no próprio Enem - síntese de proteína, a gente tem que lembrar disso.
Ele é bem desenvolvido em células secretoras e é a principal, quando a gente fala em síntese proteica, organela por fazer lá esses polímeros proteicos.
Então o Enem já cobrou isso pedindo o caminho que uma proteína faz dentro da célula.
Primeiramente, ela é sintetizada nos ribossomos aderidos ao retículo rugoso.
Por isso que a gente diz que o retículo rugoso é a organela responsável por síntese proteica.
Ah, mas o ribossomo também não faz?
Faz.
Mas se eu comparar a quantidade, o retículo rugoso faz muito mais do que o próprio ribossomo, que está solto lá no citoplasma, está?
Então, quando a gente fala, não é, em caminho que as proteínas fazem, o principal, não é, é as proteínas vindas do retículo rugoso.
Ele é organela responsável pela síntese de biopolímeros proteicos, não é?
De proteínas, de uma maneira geral.
Bem desenvolvido em células secretoras: células secretoras de hormônio, células secretoras de substâncias de origem proteica e por aí vai.
Beleza, gente?
Podem ter certeza de que retículo é uma questão certa dentro de organelas, na prova do Enem.
Então estudem e se preparem porque há a chance de aparecer na próxima prova.