Ciclo Celular
Para que a gente consiga entender o processo de divisão celular, vamos estudar, de maneira geral, o ciclo celular e as suas subetapas.
E dentro de cada uma dessas etapas, a gente pode compreender melhor como funcionam os mecanismos em que a célula se divide.
Para isso, eu trouxe uma figura aqui, para exemplificar para a gente o que é o processo de divisão celular.
De maneira geral, as células variam muito quanto ao seu ciclo, está?
Então, por exemplo, a gente tem algumas células que podem durar, por exemplo, de duas a três semanas, que, por exemplo, são as células do nosso intestino; nós temos células, por exemplo, como os nossos neurônios, não é, uma pessoa, então de trinta anos vai ter trinta anos de existência, os neurônios dela; algumas células podem durar também, durar a vida toda.
Mas o que vai diferenciar do ciclo de uma célula para outra é simplesmente o tipo de célula, porque, em geral, esse ciclo é igual para todas as células.
Só vai variar o tempo, não é?
Uma célula de duas a três semanas vai ficar num ciclo aí, aproximadamente de dezoito a vinte e um dias.
Uma célula que dura a vida toda, sei lá, de um indivíduo que tenha cinquenta anos, vai passar durante quarenta e oito, quarenta e nove anos na mesma etapa do ciclo.
Então, embora o ciclo varie de célula para a célula, ele é basicamente proporcional aos diferentes tipos celulares.
E aqui a gente trouxe alguns detalhes importantes para a gente rever, olha só.
O ciclo celular, de maneira geral, ele é dividido em três etapas que a gente chama de G um, S e G dois.
Esse M representa o período onde a célula vai propriamente se dividir, podendo ser mitose ou meiose.
Bom, vamos
começar pelo começo.
G 1.
G 1 vem do inglês gap one, que significa intervalo.
E o que que o período G um faz?
No período G um, a célula faz a primeira pausa para identificação e possível correção de algum defeito.
Então a gente fala que no período G um, a célula diminui os seus processos metabólicos.
Não chega a parar totalmente.
Ela dá uma reduzida, está?
Para que haja o controle do ciclo celular.
Caso seja identificado algum processo de mutação, a célula tenta corrigir.
Corrigindo, passa para o próximo nível.
Não corrigindo, ela tem mecanismos que tentam corrigir molecularmente esses erros.
Isso tudo acontece no G 1.
A célula está crescendo, está se desenvolvendo, duplicando o número de organelas, vivendo os seus processos metabólicos de maneira geral, como qualquer outra célula normal.
Na fase S - é uma das mais abordadas, inclusive pelo vestibular - que é essa fase aqui, olha, vai ocorrer o processo de duplicação do DNA.
Então na fase S, nós saímos de dois n igual a quarenta e seis cromossomos com essa carinha aqui, olha, que a gente chama de simples, para dois n igual a quarenta e seis cromossomos, que vão ter essa carinha aqui, olha.
Serão duplicados.
Beleza?
Então é na fase S que ocorre a duplicação do DNA, do material genético.
Cuidado, gente!
Eu já vi em provas dizer que na fase S ocorre a duplicação do número de cromossomos.
E isso é falso, porque eu tenho dois n, quarenta e seis cromossomos aqui e aqui eu tenho dois n é igual a 46 cromossomos também.
O que ocorre é a duplicação do cromossomo, não do número de cromossomos, entenderam?
Dois n é igual a 46 cromossomos simples para dois n é igual a 46 cromossomos duplicados.
Isso ocorre na fase S.
Na fase G dois, não é, é a segunda pausa para verificação e o controle do ciclo celular, é nessa fase aqui, gente - vou fazer uma bandeirinha aqui, olha - é nessa fase aqui que a célula toma a seguinte decisão: caso haja uma mutação em G 1 de três bases do DNA e em G dois multiplicou, foi para seis.
Na fase S, eu tenho que obrigatoriamente corrigir essas 6 mutações.
Por quê?
Se eu não corrigir aqui na fase S, duas coisas podem acontecer.
O que que pode acontecer, caso haja mutações que não sejam corrigidas na fase S?
Primeira coisa, pode acontecer a proliferação celular descontrolada de uma célula mutante.
Então, a gente chama esse processo aqui de câncer.
O que é o câncer?
É exatamente isso que eu falei para vocês.
É a proliferação sem controle de uma célula mutante.
Isso é o câncer.
E a segunda coisa, pode acontecer uma morte celular programada, que a gente chama de apoptose.
Ou seja, a célula sabe que está modificada, que está mutante, não quer progredir para um processo cancerígeno e ela mesma se sacrifica em prol do organismo, não é, ou do tecido de maneira geral.
Então na fase G dois, que é a segunda pausa para o controle do ciclo celular, se a célula mutante não conseguir se reparar, ou ela desenvolve para um câncer - que a gente não quer, mas sabe que acontece - ou a célula entra em apoptose, que é uma morte celular programada.
Beleza, gente?
E esse I significa intérfase.
É o período interfásico.
O que que é a intérfase?
É a etapa que compreende G um, S e G dois.
Então, na intérfase a gente vai ter G um, S e G dois.
Está.
A intérfase contempla quantos por cento?
Qual é a porcentagem do tempo em que a célula fica em intérfase?
Geralmente noventa por cento do tempo de vida de uma célula, ela vai estar em intérfase, ou seja, é a maior fase do ciclo celular.
A mitose e a meiose são apenas dez por cento da etapa de vida de uma célula.
A gente poderia dizer que uma célula de cem anos vai ficar noventa anos em intérfase.
Nos últimos dez anos que ela vai se preparar para a divisão celular, seja mitose ou meiose.
Ah, faltou da fase M, não é?
M é o processo de divisão celular seja do tipo mitose, seja do tipo meiose.