Gimnospermas
A partir das gimnospermas já são mais frequentes questões de botânicas na banca do Enem.
Então, a gente tem que ter uma atenção um pouco maior nesse grupo e no grupo das angiospermas, também, porque as características são mais marcantes e também são mais frequentes, tá bom, gente.
Então, acompanha aqui, olha só.
Bom, são plantas com sementes nuas, isso significa dizer gimnosperma.
Esperma é semente.
Gimno, com m mudo, a gente não pronuncia o m, a gente fala gimnosperma.
Gimno é nú.
Então, esperma nú.
Então, seria uma semente sem revestimento, ou seja, seria uma semente que não tem fruto, basicamente isso.
Gimnosperma significa plantas que têm sementes, que não são revestidas por frutos.
São cormófitas.
O que significa dizer?
São plantas que têm o desenvolvimento embrionário, que formam o cormo.
O que seria o cormo?
Seria lá o tronco bem desenvolvido, seria a estrutura da planta mais destacada, mais visível, mais aparentes.
São plantas de grande porte.
Embriófitas porque têm sementes.
Então, são as primeiras numa escala evolutiva a ter sementes.
Espermatófitas, porque, a gente vai falar disso mais para frente, tá?
Então, aqui surge uma característica muito importante das plantas.
Eu não quero dar spoiler.
Vou falar com vocês.
Traqueófitas, não é uma novidade evolutiva, já surgiu vascularização no grupo anterior, mas aqui a gente tem o surgimento de xilema e floema secundário, que vão fazer com que a planta se desenvolva lateralmente.
Então, não tem só o crescimento para cima e para baixo, em direção à luz e ao solo, mas também tem crescimento lateral, crescimento secundário, que a gente chama, em espessura.
E, também, são plantas fanaerógamas.
Lembra que briófitas e pteridófitas são plantas que não tinham estruturas reprodutivas visíveis.
A gente chamava isso de criptógama.
Aqui a gente tem as estruturas reprodutivas bem visíveis.
A gente bate o olho e consegue identificar.
Essa é uma planta macho, uma planta masculina ou uma planta feminina, ou ainda eventualmente, uma planta que tem as duas estruturas reprodutivas, a gente vai chamar isso de plantas monóicas, por exemplo.
Antigamente chamada de hermafrodita.
Um pinheiro que tem as duas estruturas reprodutivas, tanto masculina, quanto feminina, a gente chama pinheiro monóico.
Ou quando a planta tem lá o sexo separado, só tem estrutura reprodutiva masculina ou feminina, vai dizer que é dióica.
São plantas que vão ter como característica muito importante.
Isso eu quero que vocês anotem em destaque, como característica evolutiva que surgiu nesse grupo e vai permanecer até então, que é o grão de pólen.
Este é um marco evolutivo na história das plantas.
No grupo das gimnospermas surgiu o grão de pólen.
Qual é a vantagem evolutiva que isso trouxe?
Com o surgimento do grão de pólen, a planta passou por alguns processos de diferenciação
e o grão de pólen deu origem a tubo polínico.
Tubo polínico é uma estrutura derivada, ou seja, que surgiu a partir do grão de pólen, e fez com que a planta não precisasse mais da água para a reprodução, ou seja, as gimnospermas foram o primeiro grupo de plantas a conquistar definitivamente o ambiente terrestre.
A partir do surgimento do grão de pólen, derivou-se o tubo polínico.
O tubo polínico fez com que as gimnospermas não precisassem mais da água para reprodução, fazendo com que fosse o primeiro grupo a conquistar definitivamente o ambiente terrestre.
Por que isso professor?
Por que que a partir do surgimento do grão de pólen e da diferenciação deste mesmo em tubo polínico, as plantas não precisaram mais de água para a reprodução e a partir de então houve a conquista em definitivo do ambiente terrestre?
Porque o grão de pólen, gente, agora pode ser transportado pelo vento, num processo que a gente chama de anemofilia, ou seja anemofilia, filia é gostar de e anemo é vento.
O transporte do grão de pólen pelo vento, processo, que nós chamamos de anemofilia, substituiu o transporte dos gametas flagelados pela água.
Então, se eu não tenho mais a necessidade de transportar gametas pela água, pois agora tem um grão de pólen que virou um tubo polínico e pode ser transportado pelo vento, eu consigo conquistar novos ambientes que antes não eram explorados, porque dependiam de ter água naquele ambiente.
Ou seja, a conquista definitiva do ambiente terrestre.
Como assim do ambiente terrestre?
Aqueles ambientes que são longe da água, por exemplo, o ambientes desérticos, só foi possível com o surgimento do grão de pólen.
Grão de pólen se desenvolveu, se diferenciou, esso é uma característica muito importante, em tubo polínico.
O tubo polínico, com suas expansões laterais, fez com que o vento pudesse ser um agente condutor do grão de pólen.
E aí o grão de pólen pode ser transportado pelo vento de um lado para outro, fazendo com que a planta não tenha mais a dependência, seja independente da água.
E isso já foi cobrado duas vezes pelo Enem.
Qual foi o grupo que conquistou definitivamente o ambiente terrestre?
Gimnospermas.
Qual foi a estrutura que surgiu que fez com que as plantas independessem da água para a reprodução?
Foi o grão de pólen barra tubo polínico.
Quem foi o grupo?
Gimnospermas.
Uma outra característica importante, deixa eu abaixar um pouquinho aqui para vocês, é que as gimnospermas vão apresentar uma coevolução com os animais e, também, já apareceram em prova.
Porque a semente das gimnospermas contém um tecido nutritivo.
Esse tecido serve para nutrir e, também, para proteger o embrião.
Só que os animais provaram desse tecido nutritivo e viram que é bom.
O exemplo que a gente tem disso é da gralha azul e do pinhão.
Para quem já comeu o pinhão lá da araucária, araucária brasileira, o pinheiro do Paraná, também pode ser chamado popularmente de pinheiro do Paraná, viu que aquele tecidinho nutritivo é muito gostoso.
Então, animais comem a semente da araucária, que é o pinhãozinho.
A gralha azul, especificamente, pega a semente da araucária, o pinhão, enterra em alguns locais, para comer mais tarde ou em épocas de seca, por exemplo, do inverno, acaba esquecendo onde enterrou e promove, nada mais do que, o plantio indireto.
Então, o Enem já cobrou isso.
Esse tipo de associação ecológica, na verdade, quando o enem cobrou isso, cobrou com as cotias que enterram sementes e perguntou qual era o nome desse processo.
E com a gralha azul é uma evolução que os animais tiveram com plantas, começou tudo aqui com as sementes das gimnospermas, na verdade, começou tudo com as gimnospermas que têm sementes com o endosperma, um tecido nutritivo, que serve para nutrir o embrião, enquanto está se desenvolvendo lá na semente.
E, também, os animais comeram isso e perceberam que tem um valor nutritivo muito alto.
E aí as plantas aproveitam desse processo de levar a semente de um lado para outro.
Então, os animais acabam sendo um dispersor da semente.
Cuidado!
Dispersão de semente é uma coisa muito diferente da dispersão do grão de pólen.
O grão de pólen é feito a dispersão dele pelo vento, nesse caso específico das gimnospermas.
A dispersão das sementes é feita por animais.
Bom, esse grupo apresenta alternância de geração, como todas as plantas apresentam e a fase dominante é a fase esporofídica e eu trouxe aqui uma figura para vocês do representante mais famoso, que é o pinheiro do Paraná, é a araucária.
Eu como sou do sul do Brasil, tenho o privilégio de poder conhecer a araucária de perto, famosos pinheiro do Paraná, porque no Rio Grande Sul tem as florestas de araucária, em todo o sul do Brasil, Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, também.
A partir desse grupo, a gente começou a dar a nomenclatura diferenciada para estrutura masculina e feminina.
Nós adotamos o prefixo para estruturas masculinas de micro, para a estrutura masculina, e mega para a estrutura feminina.
Então, o estróbilo, que é o nome científico, na verdade, vocês conhecem isso como pinha, o estróbilo feminino a gente poderia chamar de mega estróbilo, que é a pinha maior e o estróbilo masculino, a pinha masculina, a gente poderia chamar de micro estróbilo, então, a pinha masculina, que é a pequeninha micro estróbilo, a pinha feminina, que é a grandinha, mega estróbilo.
Se a gente destacar uma folha modificada dessa daqui, que quando fecundada pode dar origem a um pinhãozinho, o nome disso seria mega, dentro disso aqui, na verdade, essa folhinha seca, megasporângio.
Dentro do megasporângio vai ter um megaesporo, ou o megásporo, que é o esporo feminino.
Claro, a gente vai ver essas estruturas mais para frente.
E aqui é a mesma coisa, se a gente destacasse uma única folhinha modificada, nós teríamos o microsporângio, e dentro dele o micrósporo, que seria o esporo masculino.
Aqui está a planta adulta, o micro esporófito, fito é planta, micro esporófito adulto.
Professor, tem como bater o olho e dizer se é um pé masculino ou se é um pé feminino?
Tem.
Se a gente ver predomínio de estróbilos grandes, de pinhas grandes, é um pé feminino, é uma araucária feminina.
Se a gente bater o olho e ver pinhas pequenininhas, é um pé masculino.
O que pode acontecer, se a pessoa não é treinada, é ver pinhas pequenininhas e dizer que é um pé masculino, mas na verdade é porque ainda não terminou o seu crescimento, depois vai crescer, e vai virar isso aqui.
Tá bom, gente.
Então, olha só.
Sobre características de gimnospermas, a gente já viu tudo.
Se a prova pedir qualquer coisa das características principais do grupo, a gente está bem servido para responder.