Cromossomos
Quando a gente fala de cromossomo, na verdade o que que a gente está falando?
A gente está falando do DNA compactado, em sua forma máxima.
Os cromossomos são isso.
São o grau máximo de condensação do DNA.
E para a gente relembrar como que acontece esse processo de condensação do DNA, a gente tem que lembrar da estrutura do DNA, primeiro.
Então acompanha aqui nessa figura comigo, gente.
Olha, só.
Lembrem-se que o DNA foi descrito por dois pesquisadores chamados de Singer e Nicolson, e esses caras falaram o seguinte, olha: o DNA segue o modelo de dupla fita ou dupla hélice; é a mesma coisa dizer dupla fita ou dupla hélice.
Eu vou botar dupla hélice aqui, porque eu acho que faz mais sentido chamá-lo de dupla hélice do que de dupla fita.
Mas os dois estão certos.
Percebam que cada uma das fitas do DNA, olha, a gente diz que o DNA, as fitas de DNA são antiparalelas, não é?
Ou seja, uma está subindo e a outra está descendo; obrigatoriamente nesse sentido, antiparalela.
E o que mantém a dupla fita unida, são justamente as ligações estabelecidas entre as bases nitrogenadas de cada uma das fitas.
Lembra que a adenina se liga à timina através de duas ligações de hidrogênio, duas pontes de hidrogênio?
Lembram disso?
Olha, ligações ou pontes, está?
Pode ser também, não é?
Ligações de hidrogênio.
E, gente, a citosina vai se ligar à guanina através de três ligações de hidrogênio.
Então, o G se liga ao C, através de três ligações de hidrogênio.
Lembrem-se ainda, que zonas que têm uma maior quantidade de A e T são mais suscetíveis a quebra do que zonas que têm maior quantidade de C e G.
Por que?
Oras, é muito mais fácil arrebentar duas ligações, não é, romper duas ligações, do que romper três.
Então, essas daqui são ligações mais fortes, não é, porque têm três ligações de hidrogênio.
E essas são ligações um pouquinho mais fracas.
Beleza?
À medida em que a gente vai avançando nessa geometria, o Watson e Crick falaram que o modelo do DNA, de dupla fita, ou dupla hélice, era o modelo de escada contorcida, porque é como se a gente tivesse uma escadinha que vai se contorcendo, se enrolando ao longo do próprio eixo.
Olha.
Imagina que tenha um eixo central aqui, e a gente vai enrolando isso ao longo do próprio eixo.
À medida em que a gente vai avançando na figura, percebam que chega um momento em que a gente vai ter essas estruturinhas aqui - deixa eu botar para baixo aqui para a gente, olha.
Essas estruturinhas, que parecem bolinhas azuis.
Quem são elas?
Elas são as histonas.
São proteínas de condensação do DNA.
Histonas.
Gente, as histonas são a chave para a gente entender como funciona esse processo.
Um exemplo claro do que eu estou falando, é a ausência de proteínas do tipo histonas em células procariontes.
Ou seja, bactérias não possuem histonas.
Logo, se as histonas são as proteínas responsáveis, olha, prote responsável por condensar o DNA.
E se eu digo para vocês que bactérias não possuem histonas, o que que automaticamente a gente deduz disso?
Exatamente.
Bactérias não possuem DNA condensado.
O DNA bacteriano, o cromossomo bacteriano, lembra que bactéria só tem um único cromossomo, e ele ainda é circular.
Por quê?
Porque elas não possuem histonas que são proteínas responsáveis por condensar o DNA.
Logo, o DNA de
bactérias não se condensa.
Então, à medida em que a gente vai avançando nessa condensação através de octâmeros, não é?
São oito partes que formam uma histona.
Esses octâmeros vão se ligando, tal como se fossem ímãs, uns aos outros, até ficarem estruturas geométricas, não é, muito pequenininhas, esféricas, olha.
E percebam que elas vão se aderindo, não é, se ligando, porque são como iminhas, vão se atraindo, ao passo que daqui um pouco a gente não tem mais espaço entre elas e o DNA fica compactado, na forma de um cromossomo.
Aqui nós temos um cromossomo duplicado, ou seja, é como se a gente tivesse isso daqui, olha, um cromossomo simples que lá no período de divisão celular sofreu a duplicação do DNA.
E aí virou uma coisinha assim, olha.
Então isso é um cromossomo do tipo duplicado, ou seja, duas moléculas de DNA.
Então, quando a gente tem um cromossomo duplicado, nós temos duas moléculas de DNA.
Eu trouxe uma outra figurinha para a gente entender um pouquinho melhor esse processo.
Acompanha aqui, olha só.
Aqui, gente, nós vamos ter um cromossomo e ele vai estar unido por uma região que a gente chama de centrômero.
O que seria o centrômero?
Seria uma região responsável por unir as duas cromátides irmãs.
O que são cromátides irmãs?
A gente pode dizer que cada uma dessas cromátides é um cromossomo simples.
É uma partezinha dessa perninha aqui, olha.
Então, isso daqui é uma cromátide, e quando o DNA se duplica na fase s do processo de divisão celular, ele forma uma outra cromátide.
Por isso que a gente chama lá, na divisão celular, essas cromátides, irmãs.
Está?
Então, centrômeros é a zona responsável por unir as duas cromátides.
Cromátides irmãs.
Uma coisa muito importante: o cromossomo, quando ele não está nessa forma condensada, do DNA condensado, quando ele está nessa forma aqui, olha, isso aqui a gente pode dar, tem três possíveis nomes para isso daqui, para o DNA descondensado.
A primeira forma, a gente pode dizer que isso é um cromonema.
O que que é um cromonema?
O cromossomo, quando ele não está aderido às histonas.
O conjunto de cromonemas forma o que a gente chama de cromatina.
Pode fazer um asterisco.
O nome mais comum de chamar o DNA quando ele está na forma descompactada.
Cromatina.
Ah, o DNA se encontra descompactado no núcleo da célula.
Ele está sob a forma de cromatina.
Ou a reunião de vários cromonemas formam a cromatina.
Por que a reunião de vários cromonemas?
Porque vocês devem lembrar que a nossa espécie, animais de uma maneira geral, mas a nossa espécie, falando especificamente, não é?
Porque é uma coisa mais comum de ser abordado.
Nós somos animais que possuímos dois n igual - eu vou botar aqui uma separaçãozinha, e vai ficar claro para vocês, isso - quarenta e quatro mais dois.
Por que que eu coloquei dois n igual a quarenta e quatro mais dois?
Bom, primeira coisa: dois n significa que nós temos dois conjuntos cromossômicos, ou seja, nós herdamos um conjunto cromossômico do pai e o outro da mãe.
Então, conjuntos cromossômicos.
Beleza.
Quarenta e quatro mais dois dá quarenta e seis.
Mas por que que eu não botei dois n igual a 46?
Porque a gente separa esses dois grupos cromossômicos.
Esses quarenta e quatro, nós chamamos de cromossomos autossômicos.
Autossômicos.
Ou ainda, ou ainda, também pode ser chamado de quarenta e quatro somáticos.
O que que significa dizer quarenta e quatro cromossomos autossômicos ou somáticos?
Significa dizer que, dos quarenta e seis que a gente tem, quarenta e quatro deles vão ser chamados de cromossomos autossômicos ou somáticos, porque vão determinar características físicas na gente.
Características físicas, ou seja, cor de olho, cabelo, cor de pele, quantidade de produção de uma determinada substância, se tem mais, se tem menos, se desenvolve mais uma estrutura, se desenvolve menos, e por aí vai.
E esses outros dois cromossominhos aqui, olha, nós vamos chamá-los de cromossomos sexuais, ou ainda - eu já vi também aparecer em prova - ou ainda de alossomos.
Alossomos.
O que que esses caras vão determinar, não é?
Esses, a gente sabe que determinam características físicas.
E esses aqui?
As características sexuais.
Ou seja, esses caras aqui vão dizer se a gente vai produzir mais ou menos pelo, se for menino, por exemplo; se vai ter um tônus muscular maior, se for menino também; se vai ter a voz mais grossa.
Ou, se for menina, se vai produzir leite, se vai ter o ciclo menstrual regulado, se vai amadurecer essas estruturas sexuais femininas, e por aí vai.
Lembrem-se que esse último par cromossômico, ele pode variar na nossa espécie, não é?
O indivíduo pode ser X X, e aí a gente tem as meninas, ou ele pode ser X Y, e a gente tem os meninos.
Então, sempre que a gente tiver esse último par aqui, o par vinte e três, do tipo X X, a gente sabe que a gente está falando de indivíduos do sexo feminino.
Se esse último par for X Y, a gente sabe que a gente tem indivíduos do sexo masculino.
Beleza, gente?
Então, para relembrar: o cromossomo, nada mais é do que o DNA na sua forma compactada.
As proteínas responsáveis por compactar o DNA, chamam-se histonas.
O DNA, quando está descompactado, pode-se chamar de cromonema ou cromatina.
Ou ainda, mais popularmente falando, cromossomo descondensado, também pode.
Não é errado, está?
Mas o vestibular gosta de chamar de cromonema ou ainda, o mais exigido, cromatina.
DNA, na forma descompactada.
Cromossomo, DNA compactado com histonas.
Cromatina, DNA descompactado.
Não tem presença de histonas, beleza?
Além disso, o cromossomo, ele nada mais é do que uma cópia dele mesmo, quando ele está na forma duplicada.
O cromossomo, quando ele está na forma duplicada, ele tem esse aspecto de X, nós vamos ter duas moléculas de DNA por cromossomo.
Então, se a gente tem quarenta e seis cromossomos duplicados, e a gente tem duas moléculas de DNA por cromossomo, a gente vai ter noventa e duas moléculas de DNA.
É assim que o cromossomo vai estar presente lá na divisão celular.
Quando não há divisão celular, geralmente o cromossomo está descompactado na forma de cromatina, a gente fala que a gente tem quarenta e seis cromossomos simples, ou ainda, quarenta e seis cromonemas.
E aí, nesse caso, quando ele está simples ou quando ele é cromonema, não é, cromatina ali, ele tem uma molécula por cromossomo.
Então, se a gente tem quarenta e seis cromonemas, a gente tem quarenta e seis moléculas de DNA.
Ainda: a nossa espécie, ela é dois n, não é?
E a gente chama isso de diploide, lembra?
Dois n significa dizer que o organismo é diploide.
Diploide.
E se ele tivesse só um n, professor?
Seria aploide, que é o caso dos nossos gametas.
E se ele tivesse, sei lá, quatro n?
Em animais, isso não é comum.
Mas nós falaríamos que ele é tetraploide, quatro conjuntos cromossômicos.
É comum em plantas, às vezes, acontecer isso, está?
Beleza.
Além disso, esses nossos cromossomos, esses quarenta e seis, nós os dividimos em dois grupos: o grupo dos cromossomos autossômicos ou somáticos, que vão determinar as características físicas do indivíduo, ou ainda aquele último par cromossômico, não é, o par vinte e três, que a gente vai ter X X, feminino, e X Y, para o indivíduo ser do sexo masculino.
Vão determinar as características sexuais, não é?
A quantidade de pelos no corpo, o tônus muscular, a densidade muscular, a voz mais grossa ou mais fina, e por aí vai.
Não se esqueçam de que o cromossomo, quando ele está duplicado, ele pode ter uma região que liga as duas cromátides, chamada de centrômero, onde uma cromátide, que é um cromossomo simples, nada mais é do que uma cópia perfeita da outra cromátide.
Por isso que a gente fala que são cromátides irmãs.
Beleza, gente?