Briófitas
Hoje nós vamos falar sobre o grupo das briófitas que, evolutivamente falando, é o grupo mais basal, é o grupo mais antigo, foi o primeiro a surgir lá numa escala evolutiva de tempo.
Quais são as características relevantes que podem aparecer na prova do Enem?
Vamos lá, acompanham aqui, olha só.
As briófitas são representadas pelos musgos, pelos antóceros e também pelas hepáticas.
Eu acho que desses, três, provavelmente, o mais conhecido deles para vocês, são os musguinhos.
Não confundir musgo com o líquen, tá, gente?Líquen é uma associação ecológica de fungos e algas, são aqueles bioindicadores de qualidade de ar que crescem, por exemplo, no tronco das árvores.
Os musgos parece aquele tapetinho de grama sintética, verdinho, que recobre lá algumas rochas quando estão úmidas, lá, com contato com a água, o musgo se deposita e cresce ali por cima.
Parece um tapetinho de grama sintética.
Bom, então, a gente já conhece os representantes das briófitas.
Além disso, quais são as outras características importantes que a gente deve saber?
Gente, são plantinhas de pequeno porte.
Em geral, medem até vinte centímetros de altura, são bem pequenininhas mesmo, e vivem em locais úmidos e sombreados, por quê?
Não pode ter uma incidência muito grande de sol, porque essas plantinhas ainda dependem muito da água e a gente vai ver o porquê disso.
Suas estruturas reprodutivas são pouco visíveis.
A gente não consegue a olho nu mesmo professores, biólogos treinados, bater o olho e dizer: ah, esse é um musguinho macho e esse é um musguinho fêmea.
Por quê?
Porque a estrutura reprodutiva é tão pequenininha que, somente com o auxílio de uma lupa ou de um microscópio stereo, a gente consegue identificar.
Por isso, a gente diz que são criptógamas e essa palavrinha é muito interessante.
Criptógamas são grupos de plantas que têm as estruturas reprodutivas pouco visíveis, pouco desenvolvidas.
Lembrem-se de criptas, cripta como se estivesse lá uma gruta.
Ah, uma demanda santinha está dentro de uma gruta, de uma cripta, de uma cápsula que envolve e protege ela.
Ou lembra da kriptonita do Super Homem.
O Super Homem não pode ver a kriptonita, senão ele morre.
Plantas que são criptógamas é que a gente não pode ver as estruturas reprodutivas.
A gente não consegue ver.
Então, briófitas e pteridófitas, que o próximo grupo de plantas, a gente não consegue ver as estruturas reprodutivas, porque são muito pequenas.
Além disso, não possuem tecido verdadeiros.
Então, são as únicas plantas que não apresentam tecidos verdadeiros e, também, não têm vaso condutor de seiva, não têm xilema e floema.
Por isso são chamadas de avasculares e essa, também, é uma característica exclusiva
das briófitas.
Avascular é não ter xilema e floema, não ter vaso condutor de seiva.
E somente as briófitas são assim.
Isso explica, gente, o fato de elas terem pouquinho tamanho, vinte centímetros de comprimento, por quê?
Devido a seus processos de troca serem todos por difusão simples, passando de célula para a célula, essa planta não consegue crescer muito.
Então, ela não tem um sistema especializado de condução de nutrientes e de gases, tem que ser de célula para célula.
Então, isso é demorado e faz com que a planta não consiga atingir um porte maior do que vinte centímetros, beleza?
Então, não possuem tecido verdadeiro, nem vaso condutor de seiva.
E, por não ter vaso condutor de seiva, chamamos de avascular.
Todo o transporte, todas as trocas que se dão dentro das briófitas, dos muguinhos, são por difusão simples.
Vai passando por diferenças de concentração de uma célula para outra, e isso explica o fato de ela ter um pequeno porte.
Outra coisa importante que todas as plantas têm, e essa característica elas herdaram do grupo das algas, é a alternância de geração.
O que é uma alternância de gerações, professor?
Significa dizer que hora ela tem um estágio de vida, hora ela tem outro estágio de vida.
Se a gente for pescar isso lá para os animais.
Quando a gente estudou o grupo dos cnidários, a gente falou, por exemplo, das águas vivas, dos recifes de corais, das anêmonas, a gente falou que tem um estágio fixo, séssil, e um estágio móvel, na forma de uma medusa, por exemplo.
As plantas também possuem uma alternância de geração, hora elas vão ser uma planta do tipo gametófito, que vão produzir gametas, hora ela vai ser uma planta com o estágio do tipo esporófito, que vai produzir esporos.
Então, lembre-se disso, gente.
Gametófitos produzem gametas, esporófitos produzem esporos.
As briófitas vão ter a fase gametofídica, a fase de gametófito, produtor de gameta, como sendo a fase dominante.
A gente costuma representar isso, e os vestibulares também, as bancas, como sendo a fase G, de gametófito, dominante, ou seja, maior do que a fase E, que é a fase de esporófito.
Então, a gente costuma dizer que G é maior, domina, a fase E.
a fase de gametófito domina, é maior, é mais duradoura o ciclo do que a fase de esporófito.
Mais ou menos a proporção é noventa por cento do tempo da planta ela vai ser gametófito e apenas dez por cento do tempo de vida dela ela vai ser esporófito.
Somente em briófitas.
De pteridófitas em diante inverte.
Esporófito vai ser a fase dominante e gametófito é a fase menos dominante, mais reduzida, mas curta.
Outra característica importante é que as briófitas vão possuir os seus gametas flagelados.
Ou seja, vai ter uma estrutura locomotora, que vai permitir com que um gametinha de uma planta saia e vai nadando até outra.
Logo, existe uma dependência da água para reprodução.
Lembra lá no começo que eu falei que essas plantinhas dependem de locais úmidos para sobreviver, porque tinha uma dependência da água, essa dependência é justamente para reprodução.
Então, gente, nós não vamos achar musguinhos, nem os antóceros e hepáticas em locais que não tem água abundante.
Por quê?
Devido ao fato de ter seus gametas flagelados, se o local não tiver água, não tem um meio em cujo o qual o gameta consiga se desenvolver, se locomover.
E aí não tem reprodução.
Se não tem reprodução, o ciclo biológico desses organismos não se desenvolve.
E aí a plantinha acaba morrendo.
Portanto, as briófitas dependem da água para reprodução.
Não são só elas, o próximo grupo também.
E isso é um fator que limita a expansão geográfica e territorial desses organismos.
Outra característica importante do grupo das briófitas é que o esporófito, que é aquela fase menos dominante, vai depender nutricionalmente do gametófito, isso já foi banca de vestibular.
A prova disse: “O esporófito é como se fosse parasita do gametófito”.
Olha só que interessante.
Vamos fazer uma analogia.
Vocês concordam que durante o desenvolvimento embrionário humano, ou seja, quando a gente era um bebezinho e estava na barriga da nossa mamãezinha, vocês concordam que a gente era um parasita da nossa mamãezinha?
Porque a gente dependia nutricionalmente da nossa mamãezinha.
Através do nosso cordão umbilical, nós nos nutríamos com tudo que a nossa mamãezinha se alimentava.
Concordam com isso?
Então, em plantas isso também é verdadeiro.
O esporófito depende nutricionalmente do gametófito.
Então sim, nós podemos dizer que o esporófito é um parasita.
do gametófito.
Veja que interessante.
Claro, tal como nós éramos um parasita da nossa mamãezinha, é um parasita benéfico.
Nossa mamãezinha, eu creio que ficou muito feliz de ter nos hospedados durante nove meses, ou sabe se lá quanto tempo cada um de nós demorou para nascer, dentro da barriga dela.
Então, no caso das plantas é a mesma coisa.
Embora o esporófito dependa nutricionalmente do gametófito, o gametófito quer que o esporófito se desenvolva em cima dele, lá dentro dele.
Então, sim, o esporófito depende nutricionalmente do gametófito e está tudo certo.
Para finalizar, gente, deixa eu baixar aqui.
Eu trouxe uma imagem que representa o que que é o gametófito e o que que é o esporófito.
Então aqui nós temos a fase gametofídica.
Lembre-se que o gametófito produz gametas, onde noventa por cento do tempo nós vamos ver isso daqui na natureza, gente.
Parece uma graminha sintética lá, aonde a gente vai encontrar na natureza, a gente vai ver milhares e milhares de isso aqui.
Na parte de cima, nós vamos ver o esporófito.
O esporófito vai ter lá sua cápsula, vai produzir seus esporos, vai ter a haste ou a seta, que é essa estrutura aqui que eleva a cápsula, isso tudo faz parte do esporófito.
O esporófito produz esporos.
Nesse caso, esporófito vai ser dois N e para produzir esporos, que são N, a gente sabe que de dois N para N ele tem que sofrer meiose.
Já o gametófito vai produzir gametas.
O gametófito vai ser N, tal como os gametas que o gametófito vai produzir também serão N, e de N para N é mitose.
O ciclo reprodutivo, nós vamos em outro momento.
Eu só trouxe para vocês não ficarem boiando e e ver assim, ah, tá, esse aqui é um esporófito, esse aqui é o gametófito, esse aqui é o musguinho, já vi ele na natureza, sei como ele é.